Como pensou
Estamos resolvendo uma questão de física sobre metamateriais com ε_r = μ_r = -1. Precisamos analisar os raios emitidos por um ponto S a uma distância 3d/4 da face esquerda da placa de espessura d. O metamaterial tem índice de refração n tal que n² = ε_r μ_r = (-1)(-1) = 1, então n = ±1. Para metamaterial negativo, n = -1. A placa está imersa no ar (n=1). O comportamento é análogo a uma lâmina de vidro com índice de refração -1? Precisamos usar leis de Snell e talvez reversibilidade.
Vamos entender: para um metamaterial com ε = μ = -1, o índice de refração é n = -1. Isso significa que a velocidade de fase é negativa, e a refração segue a lei de Snell generalizada: n1 sen θ1 = n2 sen θ2, mas com n2 negativo. Assim, o raio refratado pode ser negativo em relação à normal. Isso leva a comportamento de refração negativa: raios que entram inclinados em relação à normal são refratados para o mesmo lado da normal? Vamos analisar.
Temos uma placa de espessura d, com metamaterial n=-1. O ponto S está a 3d/4 da face esquerda. Um raio axial (raio 1) incide perpendicularmente na face esquerda? O raio 1 é ao longo do eixo principal, incide normalmente (θ1=0). Então θ2=0, então ele continua reto? Mas no metamaterial com n=-1, a velocidade de fase é oposta, mas para incidência normal não há desvio. Então o raio axial atravessa a placa sem desvio e sai continuando reto? Porém, dependendo da espessura e do índice negativo, a imagem formada pode ser deslocada. Precisamos analisar os raios 2 e 3 (oblíquos simétricos). Eles partem de S, atingem a face esquerda em pontos simétricos acima e abaixo do eixo. Ao entrar no metamaterial, com n=-1, a lei de Snell: n_ar sen θ_i = n_meta sen θ_t => 1 * sen θ_i = (-1) * sen θ_t => sen θ_t = - sen θ_i => θ_t = -θ_i (se considerarmos ângulos orientados). Isso significa que o raio refratado está do mesmo lado da normal que o incidente? Vamos pensar: para um raio que incide de cima para baixo (por exemplo, raio 2 vindo de S, subindo? Depende do desenho. No desenho, S está no eixo, os raios 2 e 3 partem de S e atingem a face esquerda. O raio 2 vai para cima? Vamos olhar as figuras: S está à esquerda. O raio 2 parte de S e incide na face esquerda acima do eixo. O raio 3 parte de S e incide abaixo do eixo. No desenho, o raio 2 tem uma trajetória que sobe até a placa. Ao entrar na placa, ele sofre refração. Nas alternativas, vemos que o raio 2, após entrar, pode ir para cima ou para baixo? Nas figuras A, B, C, D, E, os traços dentro da placa mostram diferentes direções.
Vamos deduzir. A lei de Snell para n negativo: o raio refratado é desviado para o lado oposto da normal em relação ao raio incidente? Mas como o índice é -1, o seno do ângulo refratado é o negativo do seno do ângulo incidente. Isso implica que o raio refratado faz um ângulo -θ com a normal. Se o raio incidente vinha de baixo para cima (ângulo positivo em relação à normal?), o raio refratado terá ângulo negativo, ou seja, apontará para baixo. Em outras palavras, a refração negativa faz com que o raio seja desviado para o mesmo lado da normal? Vamos usar coordenadas.
Considere a interface vertical (eixo y vertical, x horizontal). Normal aponta para a direita (para dentro do metamaterial). O raio incidente vem da esquerda, com vetor de onda k_i = (k_x, k_y). O ângulo de incidência θ_i é medido entre k_i e a normal. sen θ_i = k_y / |k|. O raio refratado tem vetor de onda k_t = (k'_x, k'_y). A lei de Snell: n_i sen θ_i = n_t sen θ_t. Com n_i=1, n_t=-1, então sen θ_t = - sen θ_i. O vetor de onda dentro do metamaterial tem componente y oposta? Mas a componente tangencial (y) deve ser contínua? Na verdade, a condição de contorno para fase requer que k_y seja contínuo na interface? Para meios isotrópicos, a componente tangencial do vetor de onda é contínua: k_i,y = k_t,y. Isso é verdade para qualquer meio, mesmo com n negativo? Vamos verificar: as equações de Maxwell impõem continuidade de E_tangencial e H_tangencial, o que leva à continuidade de k_tangencial. Sim, para uma interface plana, a componente paralela à interface do vetor de onda é contínua. Então k_y é o mesmo. Como |k| = n ω/c, para n=-1, o módulo do vetor de onda é ω/c (igual ao do ar). Portanto, k_t = (k'_x, k_y) com k'_x = - sqrt((ω/c)^2 - k_y^2)? Mas k_x no ar é sqrt((ω/c)^2 - k_y^2) (positivo, propagando para a direita). No metamaterial, para que a onda se propague para a direita (dentro da placa), a componente x do vetor de Poynting deve ser positiva. Mas com n negativo, a velocidade de fase é oposta à velocidade de grupo? Isso é complicado.
Talvez a abordagem mais simples: usar a óptica de raios com n=-1. A lei de Snell generalizada: n1 sen θ1 = n2 sen θ2. Para n1=1, n2=-1, temos sen θ2 = - sen θ1. Portanto θ2 = -θ1. Se θ1 é positivo (raio incidente acima da normal? Vamos definir orientação). Suponha que o raio 2 parte de S e atinge a face esquerda acima do eixo. O raio incidente, ao se aproximar da interface, está se movendo para a direita e para cima? Na verdade, S está no eixo, então um raio que atinge a face acima do eixo deve ter subido desde S. Portanto, seu vetor de onda tem componente y positiva (para cima) e x positiva (para a direita). O ângulo θ1 em relação à normal (que aponta para direita, ou seja, eixo x) é positivo? A normal aponta para a direita (sentido +x). O raio incidente tem k_i = (k_x, k_y) com k_y > 0. O ângulo entre k_i e a normal é θ1, com sen θ1 = k_y / |k| > 0. Portanto θ1 > 0 (sentido anti-horário a partir da normal). Após a refração, sen θ2 = - sen θ1 < 0, então θ2 < 0. Isso significa que o raio refratado tem k_y < 0? Mas a componente y do vetor de onda deve ser contínua, então k_t,y = k_i,y > 0. Contradição? Vamos analisar: Se k_y é contínuo, então sen θ2 = k_y / |k_t| = k_y / (ω/c) > 0, então θ2 > 0. Mas a lei de Snell com n=-1 diz que sen θ2 = - sen θ1 < 0. Como conciliar?
A questão é que a lei de Snell n1 sen θ1 = n2 sen θ2 é válida para meios com índice positivo? Na verdade, a derivação da lei de Snell usa a continuidade de k_tangencial e a relação |k| = n ω/c. Portanto, se n2 é negativo, então |k_t| = |n2| ω/c = ω/c (mesmo módulo). A continuidade de k_y implica que k_y = |k| sen θ1 = (ω/c) sen θ1. Dentro do metamaterial, k_y = |k_t| sen θ2 = (ω/c) sen θ2. Portanto sen θ2 = sen θ1, não -sen θ1. Mas isso contradiz a lei de Snell generalizada? Vamos revisar.
A lei de Snell na forma n1 sen θ1 = n2 sen θ2 é derivada assumindo que a componente tangencial do vetor de onda é contínua e que |k| = n ω/c. Se n2 = -1, então |k_t| = |-1| ω/c = ω/c, então k_y = |k_t| sen θ2 = (ω/c) sen θ2. Mas também k_y = (ω/c) sen θ1. Logo sen θ2 = sen θ1, então θ2 = θ1 (ou π - θ1). No entanto, isso não leva em conta a orientação do vetor de onda. O vetor de onda dentro do metamaterial pode ter componente x negativa? Vamos pensar: a onda dentro do metamaterial deve se propagar para a direita (sentido +x) para atravessar a placa. A componente x do vetor de onda pode ser positiva ou negativa? Se k_x é negativo, a onda se propagaria para a esquerda, o que não faz sentido para transmissão. Mas em metamateriais, a velocidade de fase é oposta à velocidade de grupo, então o vetor de onda pode apontar para trás enquanto a energia flui para frente. Isso é conhecido: em metamateriais com n negativo, o vetor de onda aponta na direção oposta à propagação de energia. Portanto, para que a energia se propague para a direita (atravessando a placa), o vetor de onda deve apontar para a esquerda (k_x < 0). Assim, o raio refratado, em termos de frente de onda, avança para a esquerda, mas a energia (raio) vai para a direita? Isso é confuso.
Para raios, a trajetória do raio é a direção do fluxo de energia (velocidade de grupo), não a direção do vetor de onda. Em metamateriais, a refração negativa faz com que o raio seja desviado para o lado oposto da normal em relação ao raio incidente. Por exemplo, um raio que incide de cima para baixo é refratado de modo que a energia se propague para o mesmo lado da normal? Vamos usar a conhecida refração negativa: um raio incidente de um meio positivo para um meio negativo é refratado para o mesmo lado da normal? Vejamos: Se um raio incide do ar para um metamaterial com n=-1, o raio refratado emerge do outro lado do eixo normal? Na verdade, a refração negativa faz com que o raio seja desviado de forma que o ângulo de refração seja o negativo do ângulo de incidência, mas o raio se propaga para frente. Isso significa que se o raio incide acima da normal (ângulo positivo), o raio refratado também estará acima da normal? Ou abaixo?
Vamos recorrer à lei de Snell vetorial. A condição de contorno para a fase: k_i · r = k_t · r na interface. Para interface em x=0, a componente y é contínua: k_i,y = k_t,y. Como k_i,y = k sen θ_i (com k = ω/c). Dentro do metamaterial, o vetor de onda k_t tem módulo |n| ω/c = ω/c. Então k_t,y = k sen θ_t. Logo sen θ_t = sen θ_i. Então θ_t = θ_i ou θ_t = π - θ_i. Para propagação para a direita (atravessar a placa), a componente x do vetor de Poynting (fluxo de energia) deve ser positiva. Em um metamaterial com n negativo, o vetor de Poynting é oposto ao vetor de onda. Se k_t,x > 0 (para a direita), então o vetor de Poynting teria componente x negativa, então a energia iria para a esquerda, o que não atravessaria a placa. Portanto, para atravessar a placa, devemos ter k_t,x < 0 (vetor de onda apontando para a esquerda), então o vetor de Poynting aponta para a direita (porque S = E × H, e em metamaterial ε, μ negativos, E, H, k formam um triedro esquerdo). Assim, dentro da placa, o raio (fluxo de energia) se propaga para a direita, mas o vetor de onda tem componente x negativa. Portanto, a direção do raio (que é a direção de S) tem ângulo θ_S em relação à normal. Precisamos relacionar.
Vamos definir o ângulo do raio como o ângulo entre a direção de propagação de energia (S) e a normal. No ar, S é paralelo a k, então θ_i é o ângulo do raio. Dentro do metamaterial, S é antiparalelo a k (para n=-1, S = - (1/μ) E × H? Lembrando: S = E × H. Em meio com ε=-1, μ=-1, as relações de dispersão e impedância mudam. A impedância característica Z = sqrt(μ/ε) = sqrt((-1)/(-1)) = 1 (mesma do vácuo). Então E, H, k formam um triedro esquerdo: k × E = -ω μ H? Vamos checar. As equações de Maxwell em meio material: ∇ × E = -∂B/∂t = -μ0 μ_r ∂H/∂t. Para onda plana e^{i(k·r - ωt)}, ∇ → i k, ∂/∂t → -i ω. Então i k × E = -μ0 μ_r (-i ω) H = i ω μ0 μ_r H. Logo k × E = ω μ0 μ_r H. Com μ_r = -1, k × E = -ω μ0 H. Para o vácuo (μ_r=1), k × E = ω μ0 H. Então em metamaterial, o sinal é invertido. O vetor de Poynting S = E × H. Substituindo H = (1/(ω μ0 μ_r)) k × E? Vamos calcular: k × E = ω μ0 μ_r H => H = (1/(ω μ0 μ_r)) k × E. Então S = E × H = (1/(ω μ0 μ_r)) E × (k × E) = (1/(ω μ0 μ_r)) [ (E·E) k - (E·k) E ]. Como E é perpendicular a k (onda transversal), E·k=0. Então S = (|E|²/(ω μ0 μ_r)) k. Com μ_r = -1, S = - (|E|²/(ω μ0)) k. Portanto S é antiparalelo a k. Assim, a direção de propagação de energia (raio) é oposta à direção do vetor de onda k. Portanto, se dentro do metamaterial o raio deve se propagar para a direita (S_x > 0), então k_x < 0. Então o vetor de onda k_t tem k_x < 0 e k_y = k_i,y > 0 (para o raio 2). Assim, o ângulo do vetor de onda em relação à normal (que aponta para +x) tem sen θ_k = k_y / |k| > 0, mas a componente x é negativa, então o ângulo θ_k (medido a partir da normal +x, no sentido anti-horário) é maior que 90°? Na verdade, o vetor k_t = (k_x, k_y) com k_x < 0 e k_y > 0. O ângulo que k_t faz com a normal (+x) é θ_k, com cos θ_k = k_x / |k| < 0, então θ_k entre 90° e 180°. Mas o raio (S) é oposto a k, então S = - (|E|²/(ω μ0)) k tem componentes (-k_x, -k_y) com -k_x > 0 e -k_y < 0. Portanto, o raio se propaga para a direita e para baixo. Então o raio refratado, após entrar no metamaterial, se move para a direita e para baixo, ou seja, ele cruza o eixo? Isso é a refração negativa: um raio que incide de cima para baixo (k_y > 0, k_x > 0) é refratado de modo que o raio (S) tem direção (S_x > 0, S_y < 0), ou seja, ele continua para a direita mas agora desce, em vez de subir. Então o raio 2, que vinha de S subindo, ao entrar no metamaterial, passa a descer. Isso está de acordo com as figuras que mostram o raio 2 dentro da placa descendo em direção ao eixo.
Vamos analisar as alternativas. Temos os raios 1, 2, 3. O raio 1 é axial, incide normalmente. Para incidência normal (θ_i=0), a lei de Snell dá θ_t=0, então o vetor de onda continua com k_x positivo? Mas em metamaterial, para energia fluir para a direita, k_x deve ser negativo? Vamos ver: se θ_i=0, k_i = (k, 0). A continuidade de k_y=0. Então k_t = (±k, 0). Para que S_x > 0, precisamos que k_x < 0 (porque S = - (|E|²/(ω μ0)) k). Então k_t = (-k, 0). O raio (S) tem direção (+k, 0), ou seja, para a direita. Então o raio axial atravessa a placa sem desvio. Correto.
Agora, o raio 2: parte de S, incide na face esquerda acima do eixo. Dentro da placa, ele se propaga para a direita e para baixo (S_y < 0), porque S = -k_t. Então ele desce. Ele vai atingir a face direita da placa. Onde? Depende da espessura d e do ponto de entrada. Vamos calcular a geometria.
A placa tem espessura d. S está a uma distância 3d/4 da face esquerda. O raio 2 parte de S e atinge a face esquerda em um ponto acima do eixo. Precisamos determinar a trajetória dentro da placa e onde ele atinge a face direita, e depois como ele emerge para o ar.
Nas alternativas, vemos que após a placa, os raios 2 e 3 podem se encontrar ou não. A questão pergunta qual representa corretamente os trajetos de três raios emitidos por S: um raio axial e dois raios oblíquos simétricos. Então precisamos ver qual figura mostra corretamente as direções.
Vamos analisar as figuras:
A) O raio 2 dentro da placa sobe? Na figura A, o raio 2 entra na placa e continua subindo (para cima e para a direita) até a face superior? Não, a placa tem faces verticais. Na figura A, o raio 2 entra na face esquerda e vai para cima e para a direita, atingindo a face superior? Não, a placa é um retângulo vertical (faces verticais). O raio 2 parece ir para cima e para a direita, mas depois sai? Na verdade, a figura A mostra o raio 2 dentro da placa subindo e atingindo a face direita no topo? Vou olhar melhor: A figura A mostra o raio 1 horizontal. O raio 2 parte de S, sobe até a face esquerda, dentro da placa continua subindo (para cima e para a direita) e atinge a face direita no topo, depois sai. O raio 3 desce simetricamente. Após a placa, os raios 2 e 3 saem divergindo? Na figura A, após a placa, o raio 2 sai para cima e para a direita, e o raio 3 sai para baixo e para a direita, ambos afastando-se do eixo. Isso seria um comportamento de refração normal (positiva), não negativa.
B) O raio 2 dentro da placa desce (vai para a direita e para baixo), cruza o eixo, e atinge a face direita abaixo do eixo? Mas a figura B mostra o raio 2 entrando, descendo (cruzando o eixo no meio da placa), e saindo na face direita abaixo do eixo, depois continua para baixo e para a direita? Na figura B, parece que o raio 2 dentro da placa vai de cima para baixo, cruza o eixo, atinge a face direita, e depois emerge e continua para baixo? Vou observar: B mostra o raio 2 entrando acima do eixo, dentro da placa ele desce e cruza o eixo, atinge a face direita abaixo do eixo, e então sai. O raio 3 é simétrico: entra abaixo, sobe, cruza o eixo, atinge a face direita acima do eixo, e sai. Depois da placa, os raios 2 e 3 se cruzam? Na figura B, após a placa, o raio 2 (que saiu abaixo do eixo) segue para cima? Não, vejo que na figura B, após a placa, os raios 2 e 3 parecem convergir para um ponto à direita da placa? Na figura B, há um cruzamento dos raios após a placa? Vou olhar com atenção: B mostra o raio 1 horizontal. O raio 2 entra na placa, desce, cruza o eixo, atinge a face direita abaixo do eixo. Depois de sair, ele continua para cima? Não, vejo que na figura B, após a face direita, o raio 2 (que estava descendo) parece sofrer refração na saída e mudar de direção? Na verdade, a figura B mostra um ponto de cruzamento dos raios após a placa? Parece que os raios 2 e 3, após saírem da placa, se cruzam em um ponto no eixo à direita da placa, e depois divergem. Isso seria consistente com uma imagem virtual ou real? Vamos analisar.
C) O raio 2 dentro da placa fica horizontal? Na figura C, após entrar, o raio 2 se torna horizontal (paralelo ao eixo) dentro da placa, e atinge a face direita, depois sai. Isso não parece correto para refração negativa.
D) O raio 2 dentro da placa desce, cruza o eixo, atinge a face direita abaixo, e depois emerge continuando para baixo (para a direita e para baixo). O raio 3 sobe simetricamente. Após a placa, os raios 2 e 3 se cruzam no eixo? Na figura D, após a placa, o raio 2 (que saiu abaixo) continua para baixo? Mas vejo que na figura D, os raios 2 e 3 parecem se cruzar dentro da placa? Não, D mostra o raio 2 entrando, descendo, cruzando o eixo dentro da placa, e atingindo a face direita abaixo do eixo, depois saindo para baixo e para a direita. O raio 3 é simétrico. Então após a placa, os raios 2 e 3 estão divergindo (afastando-se). Não há cruzamento após a placa.
E) O raio 2 dentro da placa desce, cruza o eixo, atinge a face direita, e depois emerge e se cruza com o raio 3 após a placa? Na figura E, vejo que os raios 2 e 3, após saírem da placa, convergem e se cruzam em um ponto no eixo (ou fora do eixo?) depois divergem. Parece que há um cruzamento após a placa.
Precisamos determinar o comportamento correto.
Vamos resolver analiticamente.
Coordenadas: eixo x horizontal, eixo y vertical. A face esquerda da placa está em x=0? Vamos colocar S em x = -3d/4, y=0. A face esquerda da placa em x=0. A face direita em x=d.
O raio 2 parte de S com um ângulo θ em relação ao eixo x (ângulo de inclinação). Como não foi dado o ângulo, mas a figura mostra raios oblíquos simétricos, podemos considerar um ângulo genérico. A trajetória do raio 2 no ar (antes da placa) é uma reta de S até o ponto de entrada na face esquerda. Suponha que o raio atinja a face esquerda em um ponto (0, h) com h > 0. Como S está em (-3d/4, 0), a inclinação do raio é h / (3d/4) = 4h/(3d). O ângulo θ_i em relação à normal (que é o eixo x, apontando para +x) é tal que tan θ_i = (dy/dx) = h / (3d/4) = 4h/(3d). Então sen θ_i = (4h/(3d)) / sqrt(1 + (4h/(3d))^2). Vamos chamar de θ_i.
Agora, ao entrar no metamaterial, o raio (direção de S) tem direção oposta ao vetor de onda. A componente y do vetor de onda é preservada? A condição de contorno diz que k_y é contínuo. Como k_y = k sen θ_i (no ar, k=ω/c). Dentro do metamaterial, k_t,y = k_y = k sen θ_i. O módulo de k_t é |n| ω/c = k. Então o ângulo do vetor de onda dentro do metamaterial, θ_k, satisfaz sen θ_k = k_t,y / k = sen θ_i. Mas como o vetor de onda tem componente x negativa (para que S_x > 0), temos θ_k = π - θ_i (se θ_i em [0, π/2]). Então o vetor de onda dentro do metamaterial tem direção (cos θ_k, sen θ_k) = (-cos θ_i, sen θ_i) vezes k. Então k_t = k (-cos θ_i, sen θ_i). O raio (direção de S) é oposto: S direção = -k_t = k (cos θ_i, -sen θ_i). Portanto, o raio dentro do metamaterial se propaga na direção (cos θ_i, -sen θ_i). Ou seja, ele mantém a mesma componente x positiva (para a direita) e tem componente y negativa (para baixo) com magnitude igual ao seno do ângulo de incidência. Então o raio desce com um ângulo θ_r em relação à horizontal (eixo x) tal que tan θ_r = sen θ_i / cos θ_i = tan θ_i? Na verdade, a direção é (cos θ_i, -sen θ_i), então o ângulo abaixo da horizontal é θ_i. Então o raio dentro do metamaterial faz um ângulo -θ_i com o eixo x. Isso significa que a inclinação é -tan θ_i = - (4h/(3d)). Então, se ele entra em (0,h), a equação da trajetória dentro da placa é y = h - (4h/(3d)) x, para x de 0 a d. (Supondo que o ângulo seja o mesmo em magnitude). Vamos verificar: tan θ_i = h / (3d/4) = 4h/(3d). Então a inclinação dentro é -4h/(3d). Então y(x) = h - (4h/(3d)) x.
Ele atinge a face direita em x = d. Então y(d) = h - (4h/(3d)) d = h - (4h/3) = -h/3. Então o raio atinge a face direita em y = -h/3, ou seja, abaixo do eixo. Isso é consistente com as figuras B, D, E (onde o raio 2 cruza o eixo e atinge a face direita abaixo do eixo). Na figura A e C, ele não cruza o eixo? Em A, ele continua subindo; em C, fica horizontal. Portanto, A e C estão descartadas.
Agora, ao sair da placa para o ar, precisamos aplicar a lei de Snell na interface direita (metamaterial -> ar). Dentro do metamaterial, o vetor de onda k_t (direção de fase) tem componentes (-k cos θ_i, k sen θ_i). O raio (direção de energia) tem direção (k cos θ_i, -k sen θ_i). Na saída, o raio (energia) incide na interface com um ângulo? A interface é vertical, normal apontando para +x (para fora da placa). O raio dentro do metamaterial está se movendo para a direita e para baixo, então o vetor de Poynting S_t tem componentes (S_x > 0, S_y < 0). A direção do raio é (cos θ_i, -sen θ_i). O ângulo de incidência θ_i' em relação à normal? A normal aponta para +x. O raio tem componente x positiva, então ele incide de dentro para fora. O ângulo entre o raio e a normal (que aponta para +x) é θ_i' tal que cos θ_i' = S_x / |S| = cos θ_i. Então θ_i' = θ_i (em magnitude). Mas o raio está abaixo do eixo, então ele está do lado negativo da normal? A normal aponta para +x, e o raio tem componente y negativa, então o ângulo é -θ_i (abaixo). Então o ângulo de incidência é -θ_i (considerando orientação). Ao sair para o ar (n=1), a lei de Snell: n_meta sen θ_meta = n_ar sen θ_ar. Mas cuidado: usamos a lei de Snell generalizada? Para interface entre metamaterial (n=-1) e ar (n=1), a lei de Snell usual: n1 sen θ1 = n2 sen θ2. Aqui, qual é o ângulo? O ângulo do vetor de onda dentro do metamaterial em relação à normal? Vamos usar a continuidade de k_y. No metamaterial, k_y = k sen θ_i (positivo). No ar, após a saída, o vetor de onda no ar tem k_y = k sen θ_ar? A componente y do vetor de onda deve ser contínua. Então k sen θ_i = k sen θ_ar => sen θ_ar = sen θ_i. Portanto θ_ar = θ_i ou π - θ_i. Para que a energia se propague para a direita (para fora), o vetor de onda no ar deve ter componente x positiva (já que no ar S é paralelo a k). Então k_ar,x > 0. Como k_y é positivo, o vetor de onda no ar tem direção (cos θ_i, sen θ_i)? Mas θ_ar pode ser θ_i ou -θ_i? Vamos analisar: no metamaterial, o vetor de onda tem k_x = -k cos θ_i (negativo) e k_y = k sen θ_i (positivo). Na saída, a componente y é contínua: k_ar,y = k sen θ_i. O módulo de k no ar é k. Então k_ar,x = ± sqrt(k² - (k sen θ_i)²) = ± k cos θ_i. Para que a onda se propague para a direita (para fora da placa), a componente x do vetor de Poynting (que no ar é paralela a k_ar) deve ser positiva. Portanto k_ar,x > 0. Logo k_ar,x = + k cos θ_i. Então o vetor de onda no ar após a saída é (k cos θ_i, k sen θ_i). Isso significa que o raio (direção de S) no ar tem a mesma direção do vetor de onda: (cos θ_i, sen θ_i). Ou seja, o raio emerge da placa se movendo para a direita e para cima! Mas espera: o raio dentro do metamaterial estava se movendo para a direita e para baixo (S_y < 0). Ao sair, ele passa a se mover para a direita e para cima (S_y > 0). Isso é possível? Vamos verificar a lei de Snell para refração negativa na saída: o raio incidente no metamaterial (energia) tem direção (cos θ_i, -sen θ_i) em relação à normal (+x). O ângulo de incidência é -θ_i (abaixo da normal). Ao passar para o ar, a lei de Snell usual (n1 sen θ1 = n2 sen θ2) com n1=-1, n2=1? Mas a lei de Snell é para o vetor de onda. O vetor de onda dentro tem direção (-cos θ_i, sen θ_i) (ou seja, ângulo θ_k = π - θ_i em relação à normal +x). O seno do ângulo do vetor de onda é sen(π - θ_i) = sen θ_i. Então n1 sen θ1 = (-1) * sen θ_i = -sen θ_i. Isso deve ser igual a n2 sen θ2 = 1 * sen θ_ar. Então sen θ_ar = -sen θ_i. Isso daria θ_ar = -θ_i. Mas então o vetor de onda no ar teria k_y = k sen θ_ar = -k sen θ_i, o que contradiz a continuidade de k_y (que era positivo). Portanto, a lei de Snell n1 sen θ1 = n2 sen θ2 não se aplica diretamente com os ângulos dos raios (energia) quando n é negativo? A lei de Snell é para o vetor de onda, não para o raio. E a continuidade de k_y é a condição fundamental. Vimos que k_y deve ser contínuo, então k_y no ar é positivo. Portanto o vetor de onda no ar tem k_y positivo, então o raio (S) no ar tem k_y positivo (já que no ar S é paralelo a k). Portanto, o raio emerge subindo. Mas isso significa que o raio que vinha descendo dentro do metamaterial, ao sair, passa a subir? Isso é o efeito da refração negativa: o raio é refratado de forma que ele emerge como se tivesse vindo de um ponto virtual? Vamos pensar na formação de imagem.
Na verdade, podemos usar o princípio de Fermat ou a óptica de raios com índice negativo. A placa de metamaterial com n=-1 e espessura d se comporta como uma lâmina de vidro de índice -1. Um ponto objeto a uma distância 3d/4 da face esquerda. A imagem formada pela placa pode ser calculada usando a equação de lâmina de faces paralelas. Para uma lâmina de índice n e espessura d, o deslocamento da imagem é Δ = d (1 - 1/n) para um objeto no ar? Mas com n negativo, a fórmula muda. Vamos deduzir.
Para uma lâmina de faces paralelas de índice n e espessura d, imersa no ar, um objeto a uma distância p da primeira face forma uma imagem a uma distância p' da segunda face? A equação para lâmina é: a imagem final está a uma distância p' = p + d (1 - 1/n) à direita da segunda face? Ou algo assim. Vamos calcular usando matrizes de transferência ou raios.
Vamos usar a abordagem de traçar raios. Já temos a trajetória do raio 2 dentro da placa. Após a placa, no ar, o raio emergente tem direção (cos θ_i, sen θ_i)? Vamos verificar com a condição de contorno na face direita. O raio emerge da placa em um ponto (d, y_d) onde y_d = -h/3. A direção do raio emergente é (cos θ_i, sen θ_i). Então a equação da reta após a placa é: y - y_d = tan θ_i (x - d) (já que a inclinação é sen θ_i / cos θ_i = tan θ_i). Então y = -h/3 + tan θ_i (x - d). Lembrando que tan θ_i = 4h/(3d). Então y = -h/3 + (4h/(3d))(x - d) = -h/3 + (4h/(3d))x - (4h/3) = (4h/(3d))x - (5h/3). Para x = d, y = (4h/3) - (5h/3) = -h/3 (ok). Para x > d, y aumenta com x (já que coeficiente positivo). Então o raio 2 após a placa vai para cima e para a direita. O raio 3, simetricamente, após a placa vai para baixo e para a direita. Então os raios 2 e 3, após a placa, divergem (um para cima, outro para baixo). Eles não se cruzam após a placa. Porém, nas figuras B e D, vemos que após a placa o raio 2 pode continuar para baixo (figura D) ou para cima (figura B). Precisamos ver qual figura mostra o raio 2 saindo para cima. Na figura B, após a placa, o raio 2 (que saiu abaixo do eixo) parece se curvar para cima? Vou olhar a figura B novamente: Na figura B, o raio 2 entra na placa, desce, cruza o eixo, atinge a face direita abaixo do eixo, e então após a face direita, ele parece sofrer uma refração e mudar de direção para cima? Na imagem, o raio 2 após a placa tem uma inclinação para cima (positiva). O raio 3 após a placa tem inclinação para baixo (negativa). Então eles divergem. Na figura D, após a placa, o raio 2 continua para baixo (inclinação negativa) e o raio 3 continua para cima. Na figura E, após a placa, os raios 2 e 3 convergem para um ponto e depois divergem? Vejo na figura E que após a placa, os raios 2 e 3 parecem se cruzar em um ponto no eixo (ou próximo). Mas nossa análise diz que eles divergem após a placa, então não se cruzam. Portanto, a figura correta deve mostrar os raios divergindo após a placa. Mas as figuras B e D mostram divergência? Vamos comparar B e D.
Na figura B: O raio 2 dentro da placa desce até a face direita. Depois da face direita, ele sobe. O raio 3 dentro da placa sobe até a face direita, depois desce. Então após a placa, eles se afastam. Isso corresponde ao que calculamos: o raio 2 emerge para cima, o raio 3 emerge para baixo. Então a figura B está correta? Mas há um detalhe: na figura B, o raio 2, após a placa, parece passar por um ponto onde cruza o raio 1? Não, o raio 1 continua reto. Na figura B, os raios 2 e 3 após a placa parecem convergir para um ponto à direita? Vou olhar com mais atenção a figura B: Há um ponto onde os raios 2 e 3 se cruzam? Na figura B, vejo que após a placa, o raio 2 (que saiu abaixo) e o raio 3 (que saiu acima) parecem se cruzar em um ponto no eixo (x > d). Mas na minha análise, o raio 2 após a placa tem y = (4h/(3d))x - (5h/3). O raio 3, por simetria, tem y = - (4h/(3d))x + (5h/3)? Vamos calcular o raio 3: Ele parte de S, incide na face esquerda em (0, -h). Dentro da placa, pela simetria, ele sobe: y = -h + (4h/(3d))x. Atinge a face direita em x=d: y = -h + (4h/3) = h/3. Então sai em (d, h/3). A direção do raio 3 após a placa: a componente y? O vetor de onda dentro tinha k_y = -k sen θ_i (negativo). Na saída, k_y deve ser contínuo, então k_y no ar é -k sen θ_i. Para S_x > 0, o vetor de onda no ar deve ter k_x > 0 (já que no ar S é paralelo a k). Então k_ar = (k cos θ_i, -k sen θ_i). O raio emerge com direção (cos θ_i, -sen θ_i). Então a equação após a placa: y - h/3 = -tan θ_i (x - d) => y = h/3 - (4h/(3d))(x - d) = h/3 - (4h/(3d))x + (4h/3) = - (4h/(3d))x + (5h/3). Para x> d, y diminui. Então o raio 3 após a placa vai para baixo. Então os raios 2 e 3 após a placa: raio 2: y = (4h/(3d))x - 5h/3; raio 3: y = - (4h/(3d))x + 5h/3. Eles se cruzam quando y2 = y3: (4h/(3d))x - 5h/3 = - (4h/(3d))x + 5h/3 => (8h/(3d))x = 10h/3 => x = (10h/3)*(3d/(8h)) = (10d)/8 = 5d/4. Portanto, os raios 2 e 3 se cruzam em x = 5d/4, y=0? Vamos calcular y nesse ponto: y = (4h/(3d))*(5d/4) - 5h/3 = (5h/3) - (5h/3) = 0. Então eles se cruzam no eixo (y=0) em x = 5d/4, que está à direita da placa (já que d=4d/4, então 5d/4 > d). Portanto, após a placa, os raios 2 e 3 se cruzam em um ponto no eixo à direita da placa! Isso é exatamente o que a figura B mostra: um cruzamento dos raios após a placa. A figura D mostra o raio 2 continuando para baixo e o raio 3 continuando para cima, ou seja, eles se afastam sem se cruzar. Mas nossa análise mostra que eles se cruzam em x=5d/4. Portanto, a figura correta deve mostrar os raios se cruzando após a placa. Qual figura mostra isso? A figura B mostra os raios 2 e 3 se cruzando após a placa? Vou olhar a imagem B novamente: Na figura B, após a placa, há um ponto onde os raios 2 e 3 se cruzam? Sim, vejo que os raios 2 e 3, após saírem da placa, convergem e se cruzam em um ponto no eixo (à direita da placa). Depois desse ponto, eles divergem. Isso corresponde à figura B. A figura E também mostra cruzamento? A figura E mostra os raios 2 e 3 após a placa se cruzando, mas o padrão dentro da placa é diferente? Na figura E, o raio 2 dentro da placa desce, cruza o eixo, atinge a face direita abaixo, e depois emerge e se cruza com o raio 3. A diferença entre B e E? Vou comparar B e E com atenção.
Na figura B: O raio 2 dentro da placa desce e atinge a face direita em um ponto abaixo do eixo. O raio 3 dentro da placa sobe e atinge a face direita em um ponto acima do eixo. Após a placa, os raios 2 e 3 se cruzam no eixo. Na figura E: O raio 2 dentro da placa desce, cruza o eixo, atinge a face direita abaixo do eixo? Na figura E, o raio 2 parece atingir a face direita em um ponto mais abaixo? E após a placa, os raios 2 e 3 se cruzam? A diferença pode estar na posição do cruzamento ou na direção dentro da placa. Vou olhar as figuras com mais cuidado.
Na figura B, o raio 2 dentro da placa: ele entra na face esquerda em um ponto acima do eixo, desce e atinge a face direita em um ponto abaixo do eixo (y = -h/3). O raio 3 é simétrico. Após a placa, os raios 2 e 3 se cruzam no eixo em x=5d/4. Isso está consistente.
Na figura E, o raio 2 dentro da placa também desce, mas parece que ele atinge a face direita em um ponto mais abaixo? E o cruzamento após a placa ocorre mais próximo? Na figura E, vejo que os raios 2 e 3 após a placa se cruzam, mas o ponto de cruzamento parece estar mais próximo da placa? Também vejo que na figura E, o raio 2 dentro da placa parece ter uma inclinação maior? Vou comparar as trajetórias. Na figura B, o raio 2 dentro da placa cruza o eixo no meio da placa? Vamos calcular onde o raio 2 cruza o eixo dentro da placa: y=0 => h - (4h/(3d)) x = 0 => x = 3d/4. Então o cruzamento do eixo ocorre em x=3d/4, que é dentro da placa (já que d > 3d/4). Na figura B, o raio 2 cruza o eixo dentro da placa? Sim, parece que ele cruza o eixo antes de atingir a face direita. Na figura E, o raio 2 também cruza o eixo dentro da placa? Na figura E, o raio 2 parece cruzar o eixo mais perto da face direita? Vou olhar: Na figura E, o raio 2 entra, desce, cruza o eixo, e atinge a face direita. A diferença é que na figura E, o raio 2 após a placa parece se cruzar com o raio 3 em um ponto mais próximo da placa? Mas a questão é qual figura representa corretamente os trajetos. Precisamos verificar se a figura B ou E está correta em relação às direções dos raios após a placa. Ambas mostram cruzamento? Mas a figura D não mostra cruzamento. Vamos analisar a figura B e E com mais detalhes.
Na figura B, após a placa, os raios 2 e 3 se cruzam no eixo e depois continuam. Na figura E, após a placa, os raios 2 e 3 também se cruzam? Sim, vejo um cruzamento. Mas na figura E, o raio 2 após a placa parece ter uma inclinação diferente? Talvez a diferença esteja na direção do raio 2 dentro da placa: na figura B, o raio 2 desce com uma inclinação que é o negativo da inclinação incidente. Na figura E, o raio 2 dentro da placa parece descer com uma inclinação diferente? Vou comparar as alturas. Na figura B, o ponto de entrada do raio 2 na face esquerda está a uma certa altura h. O raio atinge a face direita em -h/3. Na figura E, o ponto de entrada parece estar na mesma altura? Mas o ponto de saída na face direita parece estar em uma altura diferente? Observando a figura E, o raio 2 atinge a face direita em um ponto que parece mais abaixo do que na figura B? Não tenho certeza. Vou considerar que a figura B é a correta porque mostra o cruzamento após a placa e as direções condizem com a análise. Mas a figura E também mostra cruzamento? Vou olhar a legenda: A figura E mostra os raios 2 e 3 após a placa se cruzando e depois divergindo, mas o raio 2 dentro da placa parece ter uma trajetória que não é uma linha reta? Não, é uma linha reta. A diferença pode estar na posição do cruzamento: na figura B, o cruzamento ocorre em x=5d/4. Na figura E, o cruzamento parece ocorrer em x= d? ou algo assim. Vou calcular a posição do cruzamento na figura E? Não dá para saber sem medidas.
Vamos analisar a figura B e E em termos de simetria e continuidade. Na figura B, o raio 2 dentro da placa desce e atinge a face direita abaixo do eixo. O raio 3 sobe e atinge a face direita acima do eixo. Após a placa, os raios 2 e 3 se cruzam no eixo. Isso é fisicamente plausível. Na figura E, o raio 2 dentro da placa desce e atinge a face direita abaixo do eixo, mas o raio 3 dentro da placa sobe e atinge a face direita acima do eixo? Na figura E, o raio 3 parece atingir a face direita acima do eixo, mas o raio 2 atinge a face direita abaixo do eixo. Após a placa, os raios 2 e 3 se cruzam. Qual a diferença? Talvez na figura E, o raio 2 após a placa continue com a mesma inclinação de dentro da placa? Mas na figura E, o raio 2 após a placa parece ter uma inclinação menor? Vou ver a figura D: nela, o raio 2 após a placa continua para baixo. Isso seria o caso se não houvesse refração na saída? Mas há refração. A figura B mostra a refração na saída (mudança de inclinação). A figura E também mostra mudança de inclinação? Na figura E, o raio 2 dentro da placa tem uma inclinação negativa, e após a placa ele tem uma inclinação positiva? Sim, parece que ele muda de direção. Então B e E são semelhantes. Preciso identificar a diferença sutil.
Vou observar a figura B e E lado a lado. Na figura B, o raio 2 dentro da placa atinge a face direita em um ponto que está a uma distância vertical do eixo que é metade da altura de entrada? Na figura E, o ponto de saída parece estar mais próximo do eixo? Não sei. Vou usar a geometria exata para desenhar. A inclinação dentro da placa é -tan θ_i = -4h/(3d). A altura de entrada é h. A altura de saída é -h/3. A inclinação após a placa é tan θ_i = 4h/(3d) (positiva). Então o raio após a placa sobe com a mesma inclinação (em magnitude) que o raio incidente, mas agora partindo de -h/3. O raio 3 após a placa desce com inclinação -4h/(3d). O cruzamento ocorre em x=5d/4, y=0. Isso significa que o ponto de cruzamento está a uma distância d/4 à direita da face direita (já que 5d/4 - d = d/4). Na figura B, o ponto de cruzamento parece estar a uma distância pequena da placa (talvez d/4). Na figura E, o ponto de cruzamento parece estar mais próximo da placa? Vou olhar a figura E: o cruzamento dos raios 2 e 3 após a placa parece ocorrer muito próximo da face direita, talvez em x = d? Não, parece que eles se cruzam antes? Na figura E, vejo que os raios 2 e 3 após a placa se cruzam, mas o ponto de cruzamento parece estar à esquerda da face direita? Não, eles saem da face direita e depois se cruzam. A distância parece ser d/4. Então B e E são quase idênticos? Talvez a diferença esteja na direção do raio 1? Não, o raio 1 é sempre horizontal.
Vou comparar as alternativas com a minha análise. A alternativa correta deve ser B, pois é a que mostra o raio 2 dentro da placa descendo, cruzando o eixo, atingindo a face direita abaixo do eixo, e após a placa subindo e cruzando com o raio 3 no eixo. A figura E é muito semelhante, mas podemos notar uma diferença: na figura E, o raio 2 dentro da placa parece ter uma inclinação que não cruza o eixo dentro da placa? Vou olhar: Na figura E, o raio 2 entra, desce, mas parece que ele cruza o eixo exatamente na face direita? Na figura E, o raio 2 atinge a face direita no eixo? Não, vejo que na figura E, o raio 2 atinge a face direita abaixo do eixo, mas o cruzamento com o eixo ocorre dentro da placa? Sim, há um pequeno segmento após o cruzamento. Na figura B, o cruzamento do eixo ocorre mais cedo? Vou calcular: o cruzamento do eixo dentro da placa ocorre em x = 3d/4. A face direita está em x=d. Então o raio 2 ainda percorre d/4 dentro da placa após cruzar o eixo. Na figura B, o raio 2 parece cruzar o eixo e depois continuar descendo por um trecho até a face direita. Na figura E, o raio 2 parece cruzar o eixo muito próximo da face direita? Vou olhar a figura E: o raio 2 cruza o eixo quase na face direita? Parece que o cruzamento ocorre em x=3d/4? Não sei. Mas a figura B é mais detalhada e parece mostrar o cruzamento dentro da placa e depois o trecho até a face direita. A figura E parece mostrar o raio 2 atingindo a face direita logo após cruzar o eixo, então o ponto de saída estaria muito próximo do eixo? Mas nosso cálculo mostra que a altura de saída é -h/3, que não é tão próxima do eixo se h for grande. Não sei.
Vou considerar que a resposta correta é a alternativa B, que é a que melhor representa o fenômeno de refração negativa com a formação de imagem. Vou verificar se há alguma pegadinha: a questão diz "Considere uma placa plana e paralela, imersa no ar, de espessura d, constituída por um material incomum, denominado metamaterial ideal, cuja permissividade e permeabilidade relativas valem ε_r = μ_r = -1. Um ponto luminoso S está situado sobre o eixo principal, a uma distância 3d/4 da face esquerda da placa. Sabe-se que, nas condições do problema, não ocorre reflexão nas interfaces ar-material. Assinale a alternativa que representa corretamente os trajetos de três raios emitidos por S: um raio axial e dois raios oblíquos simétricos."
A figura B mostra o raio 2 dentro da placa descendo, cruzando o eixo, e depois saindo e subindo. O raio 3 simétrico. Isso está de acordo com a refração negativa. A figura E mostra algo similar, mas com uma diferença: na figura E, o raio 2 dentro da placa parece ter uma inclinação que não é simétrica? Não, é simétrica. Vou olhar atentamente a figura E: o raio 2 dentro da placa desce, mas o raio 3 dentro da placa sobe. Após a placa, os raios 2 e 3 se cruzam. A diferença é que na figura E, o raio 2 após a placa parece se cruzar com o raio 3 em um ponto que não é no eixo? Vejo que na figura E, o ponto de cruzamento parece estar acima do eixo? Não, está no eixo. Vou comparar as figuras B e E: Na figura B, os raios 2 e 3 após a placa se cruzam e continuam divergindo. Na figura E, os raios 2 e 3 após a placa também se cruzam, mas depois eles parecem se encontrar novamente? Não, apenas divergem. A diferença pode estar na direção do raio 2 após a placa: na figura B, o raio 2 após a placa tem uma inclinação positiva (sobe). Na figura E, o raio 2 após a placa também sobe? Sim. Talvez a diferença esteja na posição do cruzamento: na figura B, o cruzamento ocorre em x=5d/4. Na figura E, o cruzamento ocorre mais cedo? Vou olhar a figura E: o ponto de cruzamento parece estar à mesma distância da placa que na figura B? Não sei.
Vou usar a lógica da questão: a alternativa correta é aquela que mostra a refração negativa. A figura B é a única que mostra o raio 2 dentro da placa descendo e cruzando o eixo, e após a placa subindo? A figura D também mostra o raio 2 descendo dentro da placa, mas após a placa ele continua descendo. Isso estaria errado porque a refração na saída deve desviar o raio para cima. A figura E mostra o raio 2 descendo dentro da placa e após a placa subindo? Sim, na figura E, o raio 2 após a placa parece subir? Vou olhar a figura E: o raio 2 dentro da placa desce, atinge a face direita, e após a face direita, ele continua descendo? Não, na figura E, vejo que o raio 2 após a placa tem uma inclinação para cima? Vou olhar com cuidado: Na figura E, o raio 2 (o de baixo, que veio de cima) após a placa parece continuar para baixo? Não, na figura E, os raios 2 e 3 após a placa se cruzam, então um deles deve subir e o outro descer. Como o raio 2 estava descendo, para cruzar com o raio 3 (que estava subindo), ele deve continuar descendo? Vamos analisar: O raio 3 dentro da placa sobe e atinge a face direita acima do eixo. Após a placa, para que ocorra o cruzamento, o raio 2 (que está abaixo) deve subir, e o raio 3 (que está acima) deve descer. Então o raio 2 após a placa sobe, e o raio 3 desce. Na figura E, vejo que o raio 2 após a placa sobe? Sim, parece que o raio 2 após a placa tem inclinação positiva (sobe) e o raio 3 tem inclinação negativa (desce). Então E também está correta? Mas por que B e E seriam diferentes? Vou comparar as figuras B e E com mais atenção.
Na figura B: O raio 2 dentro da placa desce e cruza o eixo. Após a placa, o raio 2 sobe e cruza com o raio 3 no eixo. O raio 1 é horizontal. Na figura E: O raio 2 dentro da placa desce, mas parece que ele não cruza o eixo dentro da placa? Na figura E, o raio 2 atinge a face direita exatamente no eixo? Não, vejo que na figura E, o raio 2 atinge a face direita abaixo do eixo, mas o cruzamento com o eixo ocorre na face direita? Vou olhar a figura E: o raio 2 entra, desce, e atinge a face direita em um ponto que parece estar no eixo? Não, está ligeiramente abaixo. Depois, após a placa, ele sobe e cruza com o raio 3. A diferença é que na figura E, o raio 2 após a placa parece ter uma inclinação menor? Não sei.
Outra diferença: Na figura B, o raio 2 dentro da placa atinge a face direita em um ponto que está a uma certa distância do eixo. Na figura E, o ponto de saída parece estar mais próximo do eixo. Mas nossos cálculos mostram que a altura de saída é -h/3, onde h é a altura de entrada. Se h for pequeno, a altura de saída é pequena. A figura B pode ter um h maior. A figura E pode ter um h menor. Mas a geometria deve ser consistente com a distância de S à placa. A distância de S à placa é 3d/4. Se o raio 2 parte de S e atinge a face esquerda em uma altura h, a inclinação é h/(3d/4)=4h/(3d). Na figura B, a altura h parece ser da ordem de d/2? Vou estimar: na figura B, o ponto de entrada do raio 2 está a uma altura h que é aproximadamente d/2? Se h = d/2, então tan θ_i = 4*(d/2)/(3d) = 2/3 ≈ 0,667. θ_i ≈ 33,7°. A altura de saída seria -h/3 = -d/6. O cruzamento após a placa seria em x=5d/4. Isso parece plausível. Na figura E, a altura de entrada parece ser menor? Talvez h = d/4? Então tan θ_i = 1/3, θ_i ≈ 18,4°. A altura de saída seria -d/12. O cruzamento seria em x=5d/4. Ambas as figuras poderiam estar corretas dependendo do ângulo escolhido. Mas a questão não especifica o ângulo dos raios oblíquos. Então qualquer figura que mostre o comportamento qualitativo correto pode ser considerada. Mas deve haver apenas uma alternativa correta. Vou examinar as diferenças entre B e E em termos de qual raio cruza o eixo dentro da placa.
Na figura B, o raio 2 cruza o eixo dentro da placa. Na figura E, o raio 2 parece cruzar o eixo dentro da placa também? Vou olhar a figura E: o raio 2 desce, cruza o eixo, e depois atinge a face direita. Sim, ele cruza o eixo dentro da placa. Então B e E são muito semelhantes. A diferença pode estar na direção do raio 2 após a placa: na figura B, o raio 2 após a placa sobe com uma inclinação que é o dobro da inclinação de entrada? Não, é a mesma inclinação em magnitude. Na figura E, o raio 2 após a placa sobe com uma inclinação menor? Vou comparar as inclinações. Na figura B, a inclinação do raio 2 após a placa parece ser maior (mais íngreme) do que na figura E. Mas nossos cálculos mostram que a inclinação após a placa é tan θ_i, que é a mesma do raio incidente. Então o raio 2 após a placa deve ser paralelo ao raio 2 incidente? Não, o raio 2 incidente tem inclinação positiva (sobe). O raio 2 após a placa tem inclinação positiva (sobe) com o mesmo ângulo? Sim, porque tan θ_i é o mesmo. Então o raio 2 após a placa é paralelo ao raio 2 antes da placa! Vamos verificar: antes da placa, o raio 2 vai de S(-3d/4,0) até (0,h). A inclinação é h/(3d/4) = 4h/(3d). Após a placa, o raio 2 vai de (d, -h/3) com inclinação 4h/(3d). Então ele é paralelo ao raio incidente. Isso significa que o raio 2 após a placa é paralelo ao raio 2 antes da placa. O mesmo vale para o raio 3. Portanto, os raios 2 e 3 após a placa são paralelos aos raios incidentes correspondentes. Isso é uma propriedade de uma lâmina de faces paralelas: os raios emergentes são paralelos aos incidentes (para uma lâmina de índice positivo, o raio emergente é paralelo ao incidente, apenas deslocado lateralmente). Para n negativo, o raio emergente também é paralelo ao incidente? Vamos ver: no nosso cálculo, o raio 2 após a placa tem inclinação 4h/(3d), igual à inclinação antes da placa. Então sim, eles são paralelos. Portanto, a figura correta deve mostrar o raio 2 após a placa paralelo ao raio 2 antes da placa. Na figura B, o raio 2 após a placa parece ser paralelo ao raio 2 antes da placa? O raio 2 antes da placa sobe de S até a face esquerda. O raio 2 após a placa sobe da face direita para a direita. Eles parecem ser paralelos? Na figura B, a inclinação do raio 2 após a placa é semelhante à do raio 2 antes da placa. Na figura E, o raio 2 após a placa parece ter uma inclinação menor (mais horizontal) do que o raio 2 antes da placa. Isso seria inconsistente com a análise. Portanto, a figura B é a correta.
Vou confirmar: Em uma lâmina de faces paralelas, os raios emergentes são paralelos aos incidentes, mas deslocados. No caso de n=-1, o deslocamento é diferente. Mas a direção é a mesma. Portanto, a figura B, que mostra o raio 2 após a placa paralelo ao raio 2 antes da placa, é a correta. A figura E mostra o raio 2 após a placa com inclinação diferente, então estaria errada. Além disso, a figura B mostra o raio 2 dentro da placa descendo e cruzando o eixo, o que é consistente.
Portanto, a resposta é B.
Vou verificar as outras alternativas: A: raio 2 continua subindo dentro da placa (incorreto). C: raio 2 fica horizontal (incorreto). D: raio 2 após a placa continua descendo (incorreto, pois deveria subir). E: raio 2 após a placa sobe, mas com inclinação diferente (não paralelo), embora a diferença seja sutil. A alternativa B é a que melhor representa.
Assim, a resposta é B.
Vou escrever a explicação.