Como pensou
Estou entendendo o problema. Temos três tubos verticais conectados em série: A (0,50 m), B (0,30 m), C (0,70 m). Esferas de liga metálica dentro dos tubos. Inicialmente, as esferas estão no tubo A (conforme figura). As membranas impedem passagem de A para B e de B para C. O conjunto sofre inversões (giro de 180°). A cada inversão, as bolinhas caem de uma extremidade à outra do espaço disponível.
Dados: calor específico c = 150 J/(kg·°C); g = 10 m/s².
Observações: durante a inversão, as bolinhas permanecem na mesma posição relativa dentro do tubo e apenas caem após o fim da inversão. Despreze volume das esferas e espessura das membranas. Para transformação em calor, considere apenas a totalidade da energia proveniente das quedas das bolinhas.
Ao final das 30 inversões (8 + 10 + 12), qual o aumento de temperatura das esferas?
Preciso calcular a energia potencial gravitacional dissipada em cada queda, somar, e usar Q = m c ΔT => ΔT = E_total / (m c). A massa m cancela? Vamos ver: energia por unidade de massa = g * h_total_por_unidade_de_massa. A massa das esferas é a mesma em todos os tubos. Então ΔT = (g * H_total) / c, onde H_total é a soma das alturas de queda (por unidade de massa) ao longo de todas as inversões.
Preciso entender como as bolinhas se movem a cada inversão.
Inicialmente: bolinhas no fundo do tubo A (tampo inferior). Tubo A tem altura 0,50 m. As membranas AB e BC fechadas.
Fase 1: primeiras 8 inversões, as esferas percorrem apenas o tubo A.
Numa inversão de 180°, o tubo A fica de cabeça para baixo? Vamos modelar.
Inversão é um giro de 180°. Se inicialmente as bolinhas estão no fundo do tubo A (tampo inferior), após uma inversão, o tubo A fica invertido e as bolinhas caem da posição inicial (que era o fundo, agora topo) para a nova posição inferior, que é a extremidade oposta do tubo A. Como a membrana AB está fechada, as bolinhas ficam confinadas no tubo A. A altura de queda dentro do tubo A é de 0,50 m? Vamos analisar.
Na primeira inversão: inicialmente bolinhas no tampo inferior do tubo A (parte de baixo). Giramos 180°: o tampo inferior passa a ser o topo. As bolinhas, que estavam apoiadas no tampo inferior (agora topo), caem até o tampo superior (agora fundo). A distância percorrida é a altura do tubo A = 0,50 m. Então, após a primeira inversão, as bolinhas estão no tampo superior (que agora é o fundo). Na segunda inversão, giramos novamente 180°, o tampo superior volta a ser topo, e as bolinhas caem de volta ao tampo inferior. Assim, a cada inversão, as bolinhas caem 0,50 m dentro do tubo A. Então, em 8 inversões, cada uma queda de 0,50 m, total H1 = 8 * 0,50 = 4,0 m.
Mas atenção: na primeira inversão, as bolinhas caem 0,50 m? Sim, pois estão no fundo inicial e após inversão caem para o outro extremo. Em cada inversão subsequente, caem a mesma altura. Então 8 * 0,50 = 4,0 m.
Fase 2: retira-se a membrana entre A e B. As esferas percorrem os tubos A + B por mais 10 inversões.
Agora as bolinhas podem se mover entre A e B. Preciso saber a configuração inicial ao iniciar essa fase: após as primeiras 8 inversões, onde estão as bolinhas? Após 8 inversões (número par), o tubo A está na orientação original? Vamos ver: cada inversão gira 180°. Após 1 inversão, orientação invertida; após 2, volta à original. Então após 8 inversões (par), a orientação é a original: tampo inferior para baixo, tampo superior para cima. As bolinhas, após a 8ª inversão, caíram para o tampo inferior? Vamos rastrear.
Inicialmente: bolinhas no fundo do tubo A (tampo inferior), orientação normal.
1ª inversão: gira 180°, bolinhas caem para o outro extremo (tampo superior). Orientação invertida.
2ª inversão: gira 180°, bolinhas caem de volta ao tampo inferior. Orientação normal.
...
Após 8 inversões (par), orientação normal, bolinhas no tampo inferior (fundo original). Então, ao retirar a membrana AB, as bolinhas estão no fundo do tubo A. Agora o conjunto A+B tem comprimento total 0,50 + 0,30 = 0,80 m? Mas as bolinhas estão no fundo de A. Ao inverter, elas caem de uma extremidade à outra do conjunto A+B? Preciso entender como as bolinhas se distribuem.
O problema diz: "as esferas percorrem os tubos A + B por mais 10 inversões." Provavelmente, a cada inversão, as esferas caem da extremidade inferior à superior do conjunto A+B, percorrendo a altura total de A+B? Mas as membranas? A membrana AB foi retirada, então as esferas podem passar de A para B. A membrana BC ainda está fechada, então as esferas ficam confinadas no espaço A+B. A altura total do espaço A+B é 0,50 + 0,30 = 0,80 m. A cada inversão, as esferas caem de uma extremidade à outra do espaço A+B, percorrendo 0,80 m. Então, em 10 inversões, H2 = 10 * 0,80 = 8,0 m.
Mas será que na primeira inversão da fase 2 as bolinhas caem 0,80 m? Vamos ver: inicialmente estão no fundo do tubo A (extremidade inferior do conjunto A+B). Após inversão, a extremidade inferior se torna superior; as bolinhas caem até a nova extremidade inferior, que é o topo do tubo B? Como a membrana BC está fechada, a extremidade inferior do conjunto A+B é o tampo superior do tubo B (ou o fundo do tubo B? Preciso visualizar). O conjunto é A (embaixo) + B (em cima) + C (mais acima). Inicialmente, A está embaixo, B no meio, C em cima. A membrana AB separa A e B; a membrana BC separa B e C. Ao retirar a membrana AB, o espaço A+B é contíguo. A extremidade inferior do conjunto A+B é o fundo do tubo A (tampo inferior). A extremidade superior do conjunto A+B é o topo do tubo B, que é limitado pela membrana BC. Quando giramos 180°, o tubo A vai para cima, B para baixo? Vamos pensar: giro de 180° em torno de um eixo horizontal. O tubo A, que estava embaixo, passa para cima; o tubo B, que estava no meio, passa para baixo? Na verdade, a ordem vertical se inverte: C fica embaixo, B no meio, A em cima. Como a membrana BC está fechada, o espaço A+B fica com a extremidade inferior sendo o topo do tubo B (que agora está embaixo) e a extremidade superior sendo o fundo do tubo A (que agora está em cima). As bolinhas, que estavam no fundo do tubo A (agora topo), caem até o topo do tubo B (agora fundo). A distância percorrida é a altura total do espaço A+B = 0,80 m. Isso parece correto.
Então H2 = 10 * 0,80 = 8,0 m.
Fase 3: retira-se a membrana entre B e C, e as esferas percorrem os tubos A + B + C por mais 12 inversões.
Agora o espaço total é A+B+C, altura total = 0,50 + 0,30 + 0,70 = 1,50 m.
Ao final da fase 2, após 10 inversões (par), a orientação volta à original? Sim, 10 é par. Então as bolinhas estão novamente no fundo do tubo A (extremidade inferior do conjunto A+B). Ao retirar a membrana BC, o espaço se estende até C. Mas as bolinhas estão no fundo de A. Em seguida, começam as 12 inversões. A cada inversão, as bolinhas caem de uma extremidade à outra do espaço A+B+C, percorrendo 1,50 m. Então H3 = 12 * 1,50 = 18,0 m.
Total H = H1 + H2 + H3 = 4,0 + 8,0 + 18,0 = 30,0 m.
Agora, ΔT = (g * H) / c = (10 m/s² * 30,0 m) / (150 J/(kg·°C)).
Unidades: (m/s² * m) / (J/(kg·°C)) = (m²/s²) / (kg·m²/s²/(kg·°C))? Vamos ver: J = kg·m²/s². Então J/(kg·°C) = m²/(s²·°C). Então (m²/s²) / (m²/(s²·°C)) = °C. Então ΔT = (10 * 30) / 150 = 300 / 150 = 2,0 °C.
Alternativa (B) 2,0.
Mas preciso verificar se a interpretação da queda em cada fase está correta. Vamos reler o enunciado com atenção.
"Um certo número de pequenas esferas de uma liga metálica é colocado no interior de três tubos verticais de PVC, conectados em série, inicialmente conforme o desenho da figura. As passagens de A para B e de B para C estão fechadas por membranas resistentes."
Desenho: Tubo C no topo (0,70 m), depois membrana BC, Tubo B (0,30 m), depois membrana AB, Tubo A (0,50 m), com esferas no fundo do Tubo A. Tampo superior acima do C, tampo inferior abaixo do A.
"Num experimento, o conjunto sofre inversões, onde uma inversão é um giro de 180°. Nas primeiras 8 inversões, as esferas percorrem apenas o tubo A. Em seguida, retira-se a membrana entre A e B, e as esferas percorrem os tubos A + B por mais 10 inversões. Por fim, retira-se a membrana entre B e C, e as esferas percorrem os tubos A + B + C por mais 12 inversões."
Observações:
- durante uma inversão, considere que as bolinhas permaneçam na mesma posição relativa dentro do tubo e apenas caiam após o fim da inversão;
- despreze o volume das esferas e a espessura das membranas;
- para a transformação em calor, considere apenas a totalidade da energia proveniente das quedas das bolinhas.
Então, a cada inversão, as bolinhas caem de uma extremidade à outra do espaço disponível. A altura de queda é a altura total do espaço disponível (pois elas caem da extremidade que estava embaixo para a que estava em cima, ou vice-versa). Como as esferas são pequenas e ocupam pouco volume, a altura de queda é praticamente a altura total do compartimento.
Mas será que na primeira inversão da fase 1, as bolinhas caem 0,50 m? Sim, pois estão no fundo do tubo A e caem até o topo do tubo A (que passa a ser o fundo). Em cada inversão, caem a altura total do tubo A.
Na fase 2, após retirar a membrana AB, as bolinhas estão no fundo do tubo A (extremidade inferior do conjunto A+B). Ao inverter, caem até a extremidade superior do conjunto A+B, que é o topo do tubo B (onde está a membrana BC). A altura total A+B é 0,80 m. Em cada inversão, caem 0,80 m.
Na fase 3, após retirar a membrana BC, as bolinhas estão no fundo do tubo A (extremidade inferior do conjunto A+B+C). Ao inverter, caem até a extremidade superior do conjunto, que é o topo do tubo C (tampo superior). A altura total é 1,50 m. Em cada inversão, caem 1,50 m.
Então os cálculos parecem corretos.
Mas vamos considerar se a energia potencial é convertida em calor apenas nas quedas. A cada queda, a energia potencial gravitacional é convertida em energia cinética e depois em calor no impacto. Como as bolinhas caem de uma altura H, a energia dissipada por unidade de massa é gH. Somando todas as quedas, obtemos g * H_total.
ΔT = (g * H_total) / c = (10 * 30) / 150 = 2,0 °C.
Alternativa (B).
No entanto, preciso verificar se há alguma sutileza: as esferas podem não cair a altura total se o tubo não estiver completamente vazio? Mas o problema diz para desprezar o volume das esferas, então elas ocupam um ponto material e caem a altura total.
Outra sutileza: durante a inversão, as bolinhas permanecem na mesma posição relativa dentro do tubo e apenas caem após o fim da inversão. Isso significa que a queda ocorre após a inversão completa. A altura de queda é a distância entre a posição das bolinhas antes da inversão (relativa ao tubo) e a posição após a inversão (que é a extremidade oposta). Como as bolinhas estão sempre em uma extremidade antes da queda, a altura é a altura total do espaço disponível.
Então está correto.
Vamos conferir as alternativas: (A) 2,5; (B) 2,0; (C) 1,5; (D) 1,0; (E) 0,5. Nossa resposta é 2,0, alternativa B.
Mas vamos pensar se a altura de queda na fase 1 é realmente 0,50 m em cada uma das 8 inversões. Suponha que as bolinhas estejam no fundo do tubo A. Após a 1ª inversão, elas caem para o topo do tubo A. Após a 2ª inversão, elas caem de volta para o fundo. Então, em cada inversão, a altura percorrida é 0,50 m. Sim.
Na fase 2, as bolinhas estão no fundo do tubo A. Após a 1ª inversão, elas caem para o topo do tubo B? Mas será que elas caem a altura total A+B? A distância do fundo do tubo A ao topo do tubo B é 0,50 + 0,30 = 0,80 m. Sim.
Na fase 3, as bolinhas estão no fundo do tubo A. Após a 1ª inversão, caem para o topo do tubo C, distância 1,50 m. Sim.
Portanto, H_total = 8*0,50 + 10*0,80 + 12*1,50 = 4 + 8 + 18 = 30 m.
ΔT = 10*30/150 = 2,0 °C.
Resposta: B.
Vou elaborar a explicação passo a passo.
Preciso também considerar que a energia proveniente das quedas é convertida em calor. Como as esferas são feitas de liga metálica, todo calor aquece as esferas. A massa m das esferas é a mesma, então ΔT = Q/(m c) = (m g H_total)/(m c) = g H_total / c.
Cálculo final: 10 * 30 / 150 = 2.
Portanto, alternativa B.
Vou escrever a resposta em português, explicando o raciocínio.
Verificar se há alguma pegadinha: "para a transformação em calor, considere apenas a totalidade da energia proveniente das quedas das bolinhas." Isso confirma que toda energia potencial é convertida em calor.
"despreze o volume das esferas e a espessura das membranas" -> as alturas são exatas.
"durante uma inversão, considere que as bolinhas permaneçam na mesma posição relativa dentro do tubo e apenas caiam após o fim da inversão" -> garante que a queda é sempre de uma extremidade à outra, sem considerar movimento durante o giro.
Tudo certo.
Resposta: B.