Como pensou
Vamos analisar a questão com calma.
Temos um objeto metálico escuro em forma de paralelepípedo, apoiado à esquerda e pendurado por uma haste inextensível com uma argola retangular de apoio à direita. A Figura 1 mostra o esquema. O objeto tem comprimento L = 2 m, e espessura (altura) 5 cm? As dimensões: 2 m x 25 cm x 5 cm. Provavelmente: comprimento L=2m, largura 25 cm, altura 5 cm? A Figura 1 mostra uma barra horizontal de comprimento L, com seção reta de 5 cm de altura (a espessura vertical). A argola suporta a extremidade direita, e a haste vertical está presa à argola. A extremidade esquerda está apoiada em um suporte tipo cutelo (triângulo).
O objeto está apoiado à esquerda e pendurado pela argola à direita. A haste suporta tração. Ao nascer do Sol (25% do dia), a extremidade direita do objeto está rigorosamente abaixo da haste, como mostra a Figura 1. Neste momento, a haste está quase se rompendo e só conseguirá suportar 0,1% a mais de tração. Ao amanhecer, a irradiação solar incide sobre o objeto, sendo totalmente absorvida em sua área superior paralela ao plano horizontal.
Dados:
- densidade homogênea do objeto ao amanhecer: 2000 kg/m³;
- dimensões do objeto: 2 m x 25 cm x 5 cm;
- comprimento do objeto: L = 2 m;
- coeficiente de dilatação linear e calor específico do objeto metálico: 10^{-5} °C^{-1} e 1,0 J/(g·°C);
- constante universal da gravitação: G;
- massa e raio do planeta: M e R;
- G·M/R² = 12 m/s²;
- duração de um dia no planeta: 8·10^4 s.
Observações:
- o esquema da Figura 1 foi montado sobre a superfície do planeta;
- para efeito de cálculo, não considere as áreas laterais e nem a área de baixo para a absorção da irradiação;
- durante o processo de dilatação, o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola mantendo o ponto de sustentação fixo, sendo que a haste se mantém na vertical;
- o objeto permanece com a massa homogeneamente distribuída durante todo o aquecimento.
Determine:
a) a reação no apoio à esquerda ao amanhecer;
b) a variação da temperatura do objeto desde o amanhecer até o momento do rompimento da haste;
c) o horário, em % do dia, no qual ocorre o rompimento da haste.
Vamos entender a física.
Temos uma barra de comprimento L=2 m, apoiada à esquerda e suspensa por uma haste vertical na extremidade direita (através de uma argola). A barra é horizontal. O peso da barra atua no centro de massa. A reação no apoio esquerdo é vertical para cima? A haste exerce tração vertical para cima na extremidade direita.
Como a barra está em equilíbrio, somatório de forças e momentos.
Ao amanhecer, a haste está quase rompendo, suportando 0,1% a mais de tração. Isso significa que a tração atual T0 é tal que T0 = T_ruptura / 1.001? Ou "só conseguirá suportar 0,1% a mais de tração" significa que a tração máxima é 1,001 * T0. Ou seja, T0 = T_max / 1,001. Mas T_max não é dado diretamente. Precisamos encontrar a tração a partir do equilíbrio e depois usar que ela aumenta com a dilatação.
Ao amanhecer, a extremidade direita está rigorosamente abaixo da haste. A haste é vertical, presa no teto, com argola retangular que suporta a barra. A barra pode deslizar horizontalmente pela argola? Sim, "durante o processo de dilatação, o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola mantendo o ponto de sustentação fixo, sendo que a haste se mantém na vertical". O ponto de sustentação (haste) é fixo; a barra desliza pela argola. Inicialmente, a extremidade direita está abaixo da haste. Com a dilatação, a barra se expande para a direita, então o ponto de contato da argola com a barra se desloca para a esquerda em relação à barra? Vamos pensar: A argola está presa à haste num ponto fixo no espaço. A barra passa através da argola e pode deslizar. Inicialmente, a extremidade direita da barra está exatamente abaixo da haste (ou seja, a argola está na extremidade direita). Quando a barra dilata, seu comprimento aumenta. Como o ponto de sustentação é fixo e a barra desliza apenas à direita, a extremidade esquerda (apoio) permanece fixa? A observação diz: "durante o processo de dilatação, o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola mantendo o ponto de sustentação fixo". Isso significa que a argola (ponto de sustentação) permanece fixa no espaço, e a barra desliza através dela para a direita? Mas se a extremidade esquerda está apoiada, ela não pode se mover? "desliza apenas à direita" pode significar que a barra se move para a direita como um todo? Vamos interpretar.
Inicialmente: barra de comprimento L=2m. Extremidade esquerda no apoio A. Extremidade direita na argola/haste B. A distância entre A e B é L. A haste está na vertical em B.
Quando a barra aquece, ela dilata. Se a extremidade esquerda está apoiada (não fixa, apenas apoiada), ela pode deslizar? "o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola mantendo o ponto de sustentação fixo". A argola é o ponto de sustentação, fixo. A barra desliza pela argola. Isso sugere que a barra se move para a direita, passando pela argola. Mas o apoio esquerdo também permitiria movimento? A frase "desliza apenas à direita" pode significar que a barra se desloca para a direita, e o apoio esquerdo também permite deslizamento? Ou o apoio esquerdo é fixo? A Figura 1 mostra um apoio triangular (cutelo) à esquerda; normalmente um apoio simples permite rotação e deslocamento horizontal? Mas "apoiado à esquerda" pode ser um apoio que impede movimento vertical mas permite horizontal. A observação diz "o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola mantendo o ponto de sustentação fixo". Isso indica que a argola é fixa, e a barra desliza através dela. A extremidade esquerda pode se mover? Se a barra dilata e a argola é fixa, a extremidade esquerda teria que se mover para a esquerda se a barra se expandisse simetricamente? Mas ele diz "desliza apenas à direita". Talvez signifique que a barra se move para a direita, ou seja, a extremidade esquerda se afasta do apoio? Não, "desliza apenas à direita" pode significar que a barra desliza para a direita em relação à argola, ou seja, a barra se move para a direita, e a argola permanece fixa. Se a barra se move para a direita, a extremidade esquerda se move para a direita também? Mas o apoio esquerdo está lá; se a barra se move para a direita, o apoio esquerdo deixaria de sustentar? Hmm.
Vamos ler com atenção: "durante o processo de dilatação, o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola mantendo o ponto de sustentação fixo, sendo que a haste se mantém na vertical". Acho que quer dizer: a barra se dilata, e como a argola está fixa, a barra desliza através dela. Como a barra se expande, o ponto da barra que está na argola muda. A extremidade esquerda permanece no apoio? Se a barra se expande, e a argola está fixa, então a extremidade direita se move para a direita (além da argola), e a extremidade esquerda se move para a esquerda? Mas ele diz "desliza apenas à direita". Talvez a barra se move para a direita como um todo, então a extremidade esquerda também se move para a direita, mas o apoio é apenas um ponto de apoio que permite deslizamento? No entanto, se a extremidade esquerda se move para a direita, ela se afasta do apoio? O apoio estaria sempre na extremidade esquerda? A Figura 1 mostra o apoio na extremidade esquerda. Se a barra desliza para a direita, a extremidade esquerda se move para a direita, deixando o apoio? Não faz sentido.
Outra interpretação: A barra está apoiada à esquerda (apoio fixo? ou apoio que permite deslizamento?) e pendurada pela argola à direita. A haste é vertical e fixa no teto. A argola está na extremidade direita da barra. Quando a barra dilata, ela se expande. Como a argola está fixa no espaço (a haste é inextensível e vertical), a barra não pode se expandir para a direita além da argola? Na verdade, a argola envolve a barra. Se a barra dilata, seu comprimento aumenta. Para que a argola continue suportando a barra, a barra pode deslizar através da argola. Se a extremidade esquerda está apoiada, ela não pode se mover para a esquerda? Mas a barra pode deslizar para a direita através da argola, o que significa que a extremidade esquerda se move para a direita? Não, se a barra desliza para a direita através da argola, a extremidade esquerda também se move para a direita? Vamos pensar em uma barra que passa por um anel fixo. Se a barra se expande uniformemente, seu centro de massa se desloca? Se a barra está apoiada em A (extremidade esquerda) e passa por um anel em B (que está a uma distância fixa de A? Não, A é um apoio no chão, que pode ser fixo horizontalmente? A Figura 1 mostra um apoio triangular, que geralmente é um apoio simples que impede movimento vertical, mas permite rotação e deslocamento horizontal? Na verdade, um apoio de cutelo (triângulo) em uma superfície horizontal permite rotação e deslizamento horizontal. Mas a barra está apoiada sobre ele, então ela pode deslizar? A observação diz "o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola". Isso sugere que o único deslizamento considerado é através da argola, e o apoio esquerdo é fixo? Ou o apoio esquerdo também permite deslizamento, mas como a argola está fixa, a barra desliza para a direita? Vamos analisar as forças e a geometria.
Se a barra dilata e a argola é fixa, o ponto da barra que está na argola muda. A extremidade esquerda pode se mover para a esquerda? Mas ele diz "desliza apenas à direita". Talvez signifique que a barra se move para a direita, ou seja, a extremidade esquerda se move para a direita, e a extremidade direita se move para a direita além da argola? Mas o apoio esquerdo está no chão; se a extremidade esquerda se move para a direita, ela perde contato com o apoio? A menos que o apoio seja um rolete que permite movimento, e a barra esteja sempre apoiada em algum ponto. Mas a figura mostra o apoio na extremidade esquerda. Se a barra se move para a direita, a extremidade esquerda se afasta do apoio, e a barra ficaria pendurada apenas pela argola? Isso não é possível porque a barra é rígida e o apoio é um ponto de suporte. Na verdade, a barra pode deslizar sobre o apoio, então o ponto de contato com o apoio pode mudar. Se a barra se expande para a direita, e a argola é fixa, a extremidade esquerda pode se mover para a esquerda (para fora do apoio) ou a barra pode deslizar para a direita sobre o apoio. A frase "desliza apenas à direita" pode significar que a barra se move para a direita em relação ao apoio e à argola? Vamos considerar que a barra está simplesmente apoiada à esquerda (pode deslizar) e passa pela argola à direita (pode deslizar). Quando ela aquece, ela se expande. Como a argola é fixa, a barra se expande para a esquerda? Mas ele diz "desliza apenas à direita". Talvez a barra se expanda e, para manter o equilíbrio, ela desliza para a direita através da argola, de modo que o comprimento à esquerda da argola aumenta? Não, se a barra desliza para a direita, o comprimento à esquerda da argola diminui? Vamos desenhar.
Temos a barra horizontal. A extremidade esquerda E está sobre um apoio A. A argola está em um ponto B, inicialmente na extremidade direita D da barra. A distância E-D = L. A distância E-B = L. Quando a barra dilata, seu comprimento aumenta para L(1+αΔT). A argola está fixa no espaço em B. A barra pode deslizar através da argola. Se a barra se expande uniformemente, e a argola está em B, então o ponto da barra que está em B inicialmente era D. Após a expansão, o ponto da barra que está em B será algum ponto interior. A extremidade esquerda E pode se mover? Se a barra desliza para a direita através da argola, isso significa que a barra se move para a direita. Então a extremidade E também se move para a direita. Mas E está sobre o apoio A. Se E se move para a direita, ela se afasta do apoio? A menos que o apoio seja um ponto fixo e a barra deslize sobre ele, então o ponto de contato com o apoio muda. Mas a figura mostra o apoio na extremidade esquerda. Se a barra se move para a direita, a extremidade esquerda se move para a direita, então o apoio não está mais na extremidade. Mas a barra continuaria apoiada em algum ponto à esquerda? Não, se a barra se move para a direita, a extremidade esquerda se move para a direita, e o apoio (que é um ponto fixo no chão) não estaria mais sob a extremidade; a barra poderia bascular. Para evitar isso, a barra deve deslizar para a esquerda? Vamos pensar em termos de conservação do centro de massa ou algo assim.
Talvez a frase "desliza apenas à direita" signifique que a barra se expande e, como a argola é fixa, a extremidade direita da barra se move para a direita além da argola, e a extremidade esquerda permanece no apoio (fixa? ou o apoio permite rotação mas não deslocamento horizontal?). Se a extremidade esquerda é fixa (não pode se mover horizontalmente), então a barra não pode se expandir para a esquerda. Ela se expande para a direita, então a extremidade direita se move para a direita. Mas a argola está fixa? Se a argola está fixa e a extremidade direita se move para a direita, então a barra desliza através da argola para a direita. Isso é consistente: a extremidade esquerda fica fixa no apoio; a barra se expande para a direita; a argola permanece fixa, então a barra desliza para a direita através da argola. Nesse caso, o ponto da barra que está na argola muda: inicialmente era a extremidade direita; após a expansão, a argola está em algum ponto interior, porque a extremidade direita se moveu para a direita além da argola. Portanto, a distância da extremidade esquerda à argola (que é o braço de alavanca para o peso) muda? Vamos ver.
Se a extremidade esquerda é fixa em A (não desloca), e a argola está fixa em B (a uma distância L de A), então a barra, ao se expandir, terá seu comprimento aumentado. Como a extremidade esquerda está fixa em A, e a argola está fixa em B, a barra não pode se expandir para a esquerda de A, nem para a direita de B? Mas se a barra se expande, e B é fixo, a barra teria que se expandir para a esquerda de A? Não, A é fixo. Então a barra se expande para a direita, além de B, e desliza através da argola. Isso significa que a parte da barra entre A e B permanece com comprimento L? Não, a barra é um corpo único. Se ela se expande, seu comprimento total aumenta. Se A e B são fixos (distância L entre eles), então a barra não pode ocupar o espaço entre A e B se seu comprimento total aumentar? Vamos pensar: A barra é um paralelepípedo. Ela está apoiada em A e passa pela argola em B. A argola é uma argola retangular que envolve a barra, permitindo que ela deslize. Se A é um apoio fixo (impede deslocamento horizontal), então a extremidade esquerda da barra está em A. A argola está em B, a uma distância L de A. Se a barra se expande, seu comprimento total aumenta. Como a extremidade esquerda está fixa em A, o aumento de comprimento ocorre para a direita. A barra desliza através da argola em B. Assim, a parte da barra à esquerda de B (entre A e B) tem comprimento L? Não, se a barra se expandiu, a parte entre A e B não pode ter comprimento L se a barra é homogênea e se expande uniformemente? Na verdade, a barra se expande uniformemente ao longo de todo o seu comprimento. Se a extremidade esquerda está fixa em A, então o ponto da barra que está em A é a extremidade esquerda. A argola está em B. O ponto da barra que está em B inicialmente era a extremidade direita. Após a expansão, o ponto da barra que está em B é um ponto interior, pois a extremidade direita se moveu para a direita de B. A distância entre o ponto da barra que está em A e o ponto da barra que está em B é, no material da barra, igual a L + αΔT * (x)? Vamos considerar coordenadas materiais.
Seja s a coordenada ao longo da barra no estado inicial, de 0 a L. A extremidade esquerda é s=0, extremidade direita é s=L. A argola está em s=L inicialmente. Após expansão, cada ponto s se move para x(s) = s(1+αΔT) + x0? Se a extremidade esquerda é fixa, x(0)=0. Então x(s) = s(1+αΔT). A argola está fixa na posição x=L. O ponto da barra que está na argola tem coordenada material s' tal que x(s') = L => s'(1+αΔT) = L => s' = L/(1+αΔT). Isso significa que o ponto material que está na argola é um ponto interior, e a parte da barra à esquerda da argola (entre s=0 e s=s') tem comprimento físico x(s') = L, mas comprimento material s' = L/(1+αΔT). A parte da barra à direita da argola é o restante, s' a L, cujo comprimento físico é x(L)-x(s') = L(1+αΔT) - L = L αΔT. Esses comprimentos físicos são medidos no espaço.
Agora, o peso da barra atua no centro de massa. O centro de massa material está em s=L/2. Sua posição física x_cm = (L/2)(1+αΔT) = L/2 (1+αΔT). A argola está em x=L. O apoio A está em x=0.
Para o equilíbrio de momentos em relação ao apoio A (ou em relação à argola), precisamos considerar a distribuição de massa. A barra tem densidade linear uniforme? A massa é homogeneamente distribuída ao longo do comprimento? Diz "o objeto permanece com a massa homogeneamente distribuída durante todo o aquecimento." Isso significa que a densidade é uniforme ao longo do comprimento. Portanto, o centro de massa está no ponto médio do comprimento material. Como a barra se expande uniformemente, o centro de massa material é s=L/2, que corresponde à posição física x_cm = L/2 (1+αΔT). A força peso atua nesse ponto.
A tração na haste atua na argola, que está em x=L. A reação no apoio A atua em x=0. A barra está em equilíbrio.
Vamos escrever as equações de equilíbrio.
Forças verticais: N_A + T = P_total, onde P_total = m g. A massa m = ρ V. O volume é dado? Dimensões: 2 m x 25 cm x 5 cm = 2 m x 0.25 m x 0.05 m. Volume = 2 * 0.25 * 0.05 = 0.025 m³. Densidade = 2000 kg/m³ => m = 2000 * 0.025 = 50 kg. Então P = m g.
A aceleração da gravidade no planeta é g = G M / R² = 12 m/s². Portanto, P = 50 * 12 = 600 N.
Mas cuiado: a densidade ao amanhecer é 2000 kg/m³. O volume é 0.025 m³. Massa = 50 kg. Peso = 600 N.
Agora, equilíbrio de momentos. Vamos escolher o apoio A como referência. O peso atua em x_cm = L/2 (1+αΔT). A tração T atua em x=L (a argola). A reação N_A atua em x=0, então momento zero.
Equilíbrio de momentos em relação a A:
T * L = P * x_cm = P * L/2 (1+αΔT)
=> T = (P/2) (1+αΔT).
Mas isso é para a barra rígida? Na verdade, se a barra está em equilíbrio, a soma dos momentos das forças externas em relação a A deve ser zero. Forças externas: peso P no centro de massa, tração T na argola (x=L), e reação N_A em A. O momento de T em relação a A é T * L (sentido horário? Vamos definir: A está à esquerda, B à direita. O peso puxa para baixo no centro de massa. A tração puxa para cima em B. Para equilibrar, T*L = P * x_cm. Sim.
Então T = P * x_cm / L = P * (L/2 (1+αΔT)) / L = (P/2)(1+αΔT).
No início (amanhecer), αΔT = 0, então T0 = P/2 = 600/2 = 300 N.
A reação no apoio à esquerda N_A = P - T = P - (P/2)(1+αΔT) = P/2 (1 - αΔT)? Vamos calcular: N_A = P - T = P - P/2 (1+αΔT) = P/2 (2 - 1 - αΔT) = P/2 (1 - αΔT). No início, N_A0 = P/2 = 300 N.
A questão a) pede a reação no apoio à esquerda ao amanhecer. Então N_A0 = 300 N. Mas vamos verificar se há algo mais. Ao amanhecer, a haste está quase se rompendo e só conseguirá suportar 0,1% a mais de tração. Isso nos dá a condição de que a tração inicial T0 é tal que T0 = T_max / 1,001, ou seja, T_max = 1,001 T0. Mas T_max é a tração de ruptura. Não conhecemos T_max, mas podemos determinar T0 a partir do equilíbrio. No entanto, a questão a) pede apenas a reação no apoio ao amanhecer. Já calculamos N_A = 300 N? Vamos ver se a densidade e as dimensões dão isso. Massa = 50 kg, g=12, P=600 N. T0 = P/2 = 300 N. N_A = 300 N. Mas será que a distribuição de massa e a geometria do apoio influenciam? O apoio à esquerda é uma reação vertical? A figura mostra o objeto apoiado à esquerda em um suporte triangular, que exerce uma força vertical para cima. A argola exerce uma força vertical para cima. Não há forças horizontais? A haste está vertical, então tração vertical. O apoio triangular pode exercer força normal perpendicular à superfície? O objeto é horizontal, então a normal é vertical. Não há atrito? "desliza apenas à direita e sem atrito pela argola" – o atrito na argola é desprezado. No apoio esquerdo, também não há atrito? A observação diz "desliza apenas à direita e sem atrito pela argola", mas não menciona atrito no apoio. Provavelmente o apoio é liso também? Mas a reação no apoio pode ter componente horizontal? Se não há forças horizontais, a reação horizontal é zero. Vamos assumir que é vertical.
Então a) N_A = 300 N.
Mas vamos pensar: a haste está quase se rompendo e só conseguirá suportar 0,1% a mais de tração. Isso significa que a tração T0 é 99,9% da tração de ruptura? Ou a tração de ruptura é T0 + 0,1% de T0? "só conseguirá suportar 0,1% a mais de tração" = T_max = T0 * 1,001. Isso é apenas uma informação para a parte b) e c), pois precisamos saber qual é o aumento de tração que causa a ruptura. O aquecimento aumenta a tração porque o centro de massa se desloca para a direita (a barra se expande para a direita), aumentando o braço de alavanca do peso. Então a tração aumenta com a temperatura. A ruptura ocorre quando T = T_max = 1,001 T0. Como T0 = P/2, então T_max = 1,001 * P/2. Mas T = (P/2)(1+αΔT). Igualando: (P/2)(1+αΔT) = 1,001 * P/2 => 1+αΔT = 1,001 => αΔT = 0,001 => ΔT = 0,001 / α = 0,001 / 10^{-5} = 100 °C. Então a variação de temperatura até o rompimento é 100 °C. Isso responde b) diretamente? Vamos ver.
A questão b) pede a variação da temperatura do objeto desde o amanhecer até o momento do rompimento da haste. Se o rompimento ocorre quando T = 1,001 T0, então ΔT = 100 °C. Mas precisamos considerar que a densidade e as dimensões variam com a temperatura? A densidade homogênea ao amanhecer é 2000 kg/m³. Com o aquecimento, o volume aumenta, a densidade diminui, mas a massa permanece constante. O peso permanece o mesmo. A fórmula T = (P/2)(1+αΔT) considerou que a massa e o peso não mudam, e o centro de massa se desloca devido à dilatação linear. Mas será que a dilatação afeta a posição do centro de massa? Sim, consideramos que o centro de massa material está no meio, e sua posição física é x_cm = (L/2)(1+αΔT). Isso é correto se a barra se expande uniformemente e a extremidade esquerda é fixa. A argola está fixa em L. Então T = P * x_cm / L = P/2 (1+αΔT). Portanto, T aumenta linearmente com αΔT. A condição de ruptura T = 1,001 T0 dá αΔT = 0,001. Então ΔT = 100 °C. Isso parece simples.
Mas vamos verificar se a dilatação da seção transversal afeta o braço de alavanca? Não, o comprimento L é na horizontal. A altura (5 cm) e largura (25 cm) não afetam o momento em relação ao eixo horizontal? O peso atua no centro de massa, que está a x_cm do apoio. A força peso é vertical. O momento depende da distância horizontal. A dilatação térmica é linear em todas as direções? O coeficiente de dilatação linear é 10^{-5} °C^{-1}. A barra se expande em comprimento, largura e altura. Mas o comprimento relevante para o momento é a distância horizontal do centro de massa ao apoio. Essa distância é metade do comprimento total da barra? Na verdade, se a barra se expande uniformemente em todas as direções, a coordenada x_cm é L/2 (1+αΔT). A argola está fixa em x=L. O apoio está em x=0. Então o momento é T*L = P * L/2 (1+αΔT). Isso é válido.
Mas espere: a argola está fixa em x=L. A barra desliza através dela. A extremidade esquerda está fixa em x=0? A observação diz "durante o processo de dilatação, o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola mantendo o ponto de sustentação fixo". Isso pode significar que a extremidade esquerda não está fixa, mas o objeto como um todo desliza para a direita? Vamos reler: "o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola mantendo o ponto de sustentação fixo". O ponto de sustentação é a argola/haste? "mantendo o ponto de sustentação fixo" = a argola está fixa. "o objeto desliza apenas à direita" = a barra se move para a direita. Se a barra se move para a direita, então a extremidade esquerda também se move para a direita. Mas o apoio esquerdo está no chão. Se a extremidade esquerda se move para a direita, ela se afasta do apoio? A menos que o apoio seja um rolete e a barra deslize sobre ele. Vamos considerar que a barra está apoiada à esquerda em um ponto fixo? A figura mostra o apoio na extremidade esquerda. Se a barra se move para a direita, a extremidade esquerda deixa o apoio. Isso não pode acontecer porque a barra cairia. Portanto, a interpretação correta é que a extremidade esquerda permanece no apoio (o apoio é fixo? ou a barra desliza sobre o apoio, mas o ponto de contato permanece na extremidade esquerda?).
Na verdade, "desliza apenas à direita" pode se referir ao movimento da barra em relação à argola: a barra desliza para a direita através da argola. Isso é consistente com a extremidade esquerda fixa no apoio. A barra se expande para a direita, então a extremidade direita se move para a direita. Como a argola está fixa, a barra desliza para a direita através da argola. A extremidade esquerda permanece no apoio. Então a posição da extremidade esquerda é fixa. Portanto, x=0 é a extremidade esquerda. A argola está em x=L. O centro de massa está em x_cm = L/2 (1+αΔT). Isso é o que usamos.
Mas vamos considerar se a barra se expande, o ponto de contato com o apoio pode mudar? A extremidade esquerda é a extremidade da barra. Se a barra se expande, a extremidade esquerda continua sendo a extremidade esquerda. Se ela está apoiada, ela não se move? A barra não pode se expandir para a esquerda se a extremidade esquerda está fixa no apoio. Então a expansão ocorre para a direita. Isso é consistente.
Agora, vamos calcular a massa e o peso. Volume = 2 m * 0,25 m * 0,05 m = 0,025 m³. Densidade = 2000 kg/m³ => massa = 50 kg. Peso = 50 * 12 = 600 N.
No amanhecer, αΔT = 0, então T0 = P/2 = 300 N. N_A0 = P - T0 = 300 N.
A reação no apoio à esquerda ao amanhecer é 300 N.
Agora, a questão b) pede a variação da temperatura desde o amanhecer até o rompimento. O rompimento ocorre quando a tração atinge T_max = 1,001 T0 = 1,001 * 300 = 300,3 N. Mas T = (P/2)(1+αΔT). Então (P/2)(1+αΔT) = 1,001 * (P/2) => 1+αΔT = 1,001 => αΔT = 0,001 => ΔT = 0,001 / 10^{-5} = 100 °C. Então b) ΔT = 100 °C.
Mas espera: a irradiação solar é absorvida na área superior. A área superior é a face de cima da barra? O objeto é um paralelepípedo. A área superior paralela ao plano horizontal. As dimensões são 2 m x 25 cm x 5 cm. A face superior tem área = comprimento * largura? O objeto está deitado? A Figura 1 mostra uma barra horizontal de comprimento L, com uma seção reta de 5 cm de altura. A largura (25 cm) é perpendicular ao plano da figura? A área superior seria 2 m * 0,25 m = 0,5 m²? Ou 2 m * 0,05 m = 0,1 m²? Precisamos saber qual face está para cima. O texto diz: "incide sobre o objeto, sendo totalmente absorvida em sua área superior paralela ao plano horizontal." A Figura 1 mostra o objeto como uma barra horizontal, com a argola na extremidade direita. A seção reta mostrada é um retângulo de 5 cm de altura. A largura do objeto (25 cm) não é mostrada na figura? A figura mostra uma vista lateral. O objeto é um paralelepípedo de dimensões 2 m x 25 cm x 5 cm. Provavelmente, a face superior é a de 2 m x 25 cm = 0,5 m². Porque a altura é 5 cm, então a face de cima tem largura 25 cm. A face frontal teria 2 m x 5 cm = 0,1 m². A face superior é a que está paralela ao plano horizontal, então é a face de 2 m x 25 cm. Vamos assumir que é 0,5 m². A irradiação é dada em W/m². O gráfico da Figura 2 mostra a irradiação incidente na barra (W/m²) em função do horário do dia (% do dia). O pico é 4000 W/m² às 50% do dia. A irradiação começa às 25% e termina às 75%. O formato é triangular.
A potência absorvida é P_abs = Irradiação * Área. A área superior é A_sup = 2 m * 0,25 m = 0,5 m². A irradiação varia com o tempo. Precisamos calcular a energia absorvida até o momento do rompimento. A questão c) pede o horário em % do dia em que ocorre o rompimento. Precisamos saber a taxa de aquecimento e o tempo necessário para atingir ΔT = 100 °C.
O calor específico é 1,0 J/(g·°C). A massa é 50 kg = 50000 g. A capacidade térmica C = m * c = 50000 g * 1,0 J/(g·°C) = 50000 J/°C = 50 kJ/°C. Para ΔT = 100 °C, a energia necessária Q = C * ΔT = 50000 * 100 = 5.000.000 J = 5 MJ.
A potência absorvida é P(t) = I(t) * A_sup. A área A_sup = 0,5 m². A irradiação I(t) é dada pelo gráfico. O gráfico é um triângulo com base de 25% a 75% (50% de largura) e altura 4000 W/m². A função I(t) em % do dia:
Para t entre 25% e 50%: I(t) = 4000 * (t - 25) / (50 - 25) = 4000 * (t - 25) / 25.
Para t entre 50% e 75%: I(t) = 4000 * (75 - t) / (75 - 50) = 4000 * (75 - t) / 25.
A duração de um dia é T_dia = 8 * 10^4 s. Então 1% do dia = 800 s. 25% = 20000 s, 50% = 40000 s, 75% = 60000 s.
A potência P(t) = I(t) * 0,5 = 2000 * I(t) / 4000? Vamos calcular: P(t) = 0,5 * I(t) = 0,5 * 4000 * (t - 25)/25 = 2000 * (t - 25)/25 = 80 * (t - 25) W, onde t está em % do dia? Cuidado com as unidades. Se t está em % do dia, a derivada dQ = P dt, mas dt em % do dia. Precisamos converter para segundos. Seja τ o tempo em segundos. τ = t * 800, onde t está em % (pois 1% = 800 s). Então dτ = 800 dt. A energia absorvida até o instante τ é ∫ P(τ) dτ = ∫ P(t) * 800 dt.
Vamos calcular a energia absorvida desde o amanhecer (25%) até o instante t (em %). A energia Q(t) = ∫_{25}^{t} P(t') * 800 dt', onde t' em %.
P(t') = 0,5 * I(t') = 0,5 * 4000 * (t' - 25)/25 = 80 (t' - 25) W, para 25 ≤ t' ≤ 50.
Então Q(t) = ∫_{25}^{t} 80 (t' - 25) * 800 dt' = 64000 ∫_{25}^{t} (t' - 25) dt' = 64000 * [ (t' - 25)^2 / 2 ]_{25}^{t} = 32000 * (t - 25)^2 J.
Igualando Q(t) = 5.000.000 J:
32000 * (t - 25)^2 = 5.000.000
(t - 25)^2 = 5.000.000 / 32.000 = 156,25
t - 25 = √156,25 = 12,5
t = 37,5 % do dia.
Mas espere: o rompimento ocorre quando a temperatura atinge ΔT = 100 °C. Isso ocorre em t = 37,5% do dia? Vamos verificar se a energia calculada está correta.
Q = m c ΔT = 50 kg * 1000 J/(kg·°C)? O calor específico é 1,0 J/(g·°C) = 1000 J/(kg·°C). Massa = 50 kg. ΔT = 100 °C. Q = 50 * 1000 * 100 = 5.000.000 J. Correto.
A área superior: 2 m x 25 cm = 2 * 0,25 = 0,5 m². Sim.
A irradiação máxima é 4000 W/m². A potência máxima = 4000 * 0,5 = 2000 W. No gráfico, a irradiação é 4000 no pico. Então a potência máxima é 2000 W.
A energia total absorvida durante todo o dia (do nascer ao pôr do sol) seria a área do triângulo em potência vs tempo. A base é 50% do dia = 40000 s. A altura é 2000 W. A área = 1/2 * base * altura = 0,5 * 40000 * 2000 = 40.000.000 J = 40 MJ. Nossa energia necessária é 5 MJ, que é 1/8 da energia total. O tempo para acumular 5 MJ: a energia acumulada é proporcional ao quadrado do tempo (desde o início). Como a energia total em 25% do dia (até o pico) é metade da energia total? Vamos calcular: até o pico (25% a 50% = 25% do dia = 20000 s), a energia é a área do triângulo até o pico: base 20000 s, altura 2000 W -> área = 0,5 * 20000 * 2000 = 20.000.000 J = 20 MJ. Nossa energia necessária é 5 MJ = 1/4 da energia até o pico. Como a energia acumulada cresce com o quadrado do tempo (para rampa linear), o tempo para 1/4 da energia é metade do tempo até o pico. O tempo até o pico é 25% do dia (de 25% a 50%). Metade de 25% = 12,5%. Então o tempo desde o amanhecer é 12,5% do dia, ou seja, t = 25 + 12,5 = 37,5%. Confere.
Então c) 37,5% do dia.
Mas vamos verificar se a dilatação afeta a tração de forma não linear? A tração T = (P/2)(1+αΔT). A condição de ruptura é T = 1,001 T0 => 1+αΔT = 1,001 => αΔT = 0,001. Como α = 10^{-5} °C^{-1}, ΔT = 100 °C. Isso é independente de qualquer outra coisa. Mas será que a dilatação da seção transversal altera a posição do centro de massa? A barra é homogênea, então o centro de massa está no ponto médio do comprimento. Se a barra se expande uniformemente em todas as direções, o comprimento L aumenta para L(1+αΔT). A extremidade esquerda está fixa, então a extremidade direita se move para a direita. O centro de massa está em L/2 (1+αΔT) da extremidade esquerda. A argola está fixa a uma distância L da extremidade esquerda? Não, a argola está fixa no espaço, inicialmente na extremidade direita, então sua posição é L da extremidade esquerda. Após a expansão, a extremidade esquerda permanece em 0, a argola permanece em L. O centro de massa está em L/2 (1+αΔT). Isso é maior que L/2. Portanto, o braço de alavanca do peso em relação à argola? Vamos recalcular o momento em relação à argola (ou ao apoio). O momento em relação ao apoio A: T * L = P * x_cm. T = P * L/2 (1+αΔT) / L = P/2 (1+αΔT). Correto.
Mas e se a barra deslizar de forma que a extremidade esquerda também se mova? A observação diz "o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola mantendo o ponto de sustentação fixo". Isso pode ser interpretado como: a barra se move para a direita, ou seja, a extremidade esquerda se move para a direita, e a argola permanece fixa. Se a extremidade esquerda se move para a direita, então o apoio não está mais na extremidade esquerda? Mas o apoio é um ponto fixo no chão. Se a barra se move para a direita, o ponto de contato com o apoio muda. A barra desliza sobre o apoio. Vamos analisar essa possibilidade.
Suponha que a barra deslize para a direita através da argola. A argola está fixa em B. A barra se move para a direita, então a extremidade esquerda se move para a direita. O apoio A está fixo no chão. A barra está apoiada em A, então o ponto de contato com A é a extremidade esquerda? Se a barra se move para a direita, a extremidade esquerda se afasta de A. Mas a barra não pode perder o apoio, senão ela cairia. Na verdade, a barra pode deslizar sobre o apoio, então o ponto de contato com o apoio pode ser um ponto interior da barra. Mas a figura mostra o apoio na extremidade esquerda. Se a barra se move para a direita, a extremidade esquerda se move para a direita, então o apoio (que está fixo) estaria sob um ponto interior da barra. A reação normal continuaria em A, mas o braço de alavanca do peso em relação a A mudaria? Vamos modelar.
Inicialmente, a barra tem comprimento L. A extremidade esquerda está em A (x=0). A argola está em B (x=L). A barra está em equilíbrio.
Quando a barra aquece, ela se expande. A observação diz: "durante o processo de dilatação, o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola mantendo o ponto de sustentação fixo". Isso sugere que a argola (ponto de sustentação) está fixa, e a barra desliza para a direita através dela. Isso implica que a barra como um todo se move para a direita. Se a barra se move para a direita, a extremidade esquerda se move para a direita. Mas o apoio A está fixo no chão. Se a extremidade esquerda se move para a direita, ela se afasta de A? A menos que A não esteja na extremidade, mas a barra deslize sobre A. Vamos supor que a barra está simplesmente apoiada em A, e A é um ponto fixo no chão. A barra pode deslizar sobre A. Se a barra se move para a direita, o ponto de contato com A muda. Inicialmente, a extremidade esquerda está em A. Após a expansão, a extremidade esquerda se move para a direita, então o ponto de A que estava em contato com a extremidade esquerda agora está em contato com um ponto interior da barra. A barra ainda está apoiada em A, mas o contato não é mais na extremidade. A força normal N_A atua em A, que está a uma distância x_A da extremidade esquerda? Ou a posição de A é fixa.
Vamos definir um sistema de coordenadas fixo no espaço. Seja x=0 a posição do apoio A. Inicialmente, a extremidade esquerda da barra está em x=0. A argola está em x=L. O comprimento da barra é L. Após a expansão, o comprimento total da barra é L(1+αΔT). A barra desliza para a direita através da argola, então a argola permanece em x=L. A extremidade esquerda da barra se move para a direita? Se a barra desliza para a direita, sim. Vamos supor que a barra se move para a direita de uma distância d, de modo que a extremidade esquerda esteja em x = d. A argola está em x=L. O comprimento da barra à esquerda da argola é L - d. Mas o comprimento físico da barra à esquerda da argola deve ser igual ao comprimento material correspondente. Como a barra se expande uniformemente, a relação entre comprimento material e físico é linear. Se a extremidade esquerda está em x=d, e a argola em x=L, então a parte da barra entre a extremidade esquerda e a argola tem comprimento físico L - d. O comprimento material correspondente é (L - d) / (1+αΔT). O restante da barra à direita da argola tem comprimento físico = L(1+αΔT) - (L - d) = L αΔT + d. Mas a barra se move para a direita, então d > 0? Se d > 0, a extremidade esquerda se move para a direita, então o comprimento físico entre a extremidade esquerda e a argola é L - d, que é menor que L. Mas a barra se expandiu, então o comprimento material entre a extremidade esquerda e a argola seria (L - d)/(1+αΔT). Inicialmente, a extremidade esquerda estava em x=0, então d=0. Após a expansão, se a barra desliza para a direita, d > 0. Isso significa que a argola está mais à direita em relação à extremidade esquerda? Não, a argola está fixa em L. A extremidade esquerda se moveu para a direita para d > 0, então a distância entre a extremidade esquerda e a argola é L - d, que é menor que L. Mas a barra se expandiu, então o comprimento material entre a extremidade esquerda e a argola seria (L - d)/(1+αΔT) < L. Isso significa que a parte da barra à esquerda da argola encolheu materialmente? Não, a barra inteira se expandiu. A parte à esquerda da argola não pode ter um comprimento material menor que o inicial, a menos que a argola tenha escorregado para a direita em relação à barra, ou seja, a barra deslizou para a esquerda através da argola. Vamos pensar melhor.
Se a barra se expande uniformemente e a argola é fixa, a barra não pode se mover para a direita sem que a parte à esquerda da argola se comprima? Na verdade, quando uma barra se expande e é restringida em um ponto, ela se expande para ambos os lados desse ponto, a menos que haja outro ponto fixo. Se a extremidade esquerda está apoiada (não fixa), ela pode se mover para a esquerda. Se a argola está fixa, a barra se expande para a esquerda e para a direita da argola. A extremidade esquerda se move para a esquerda, e a extremidade direita se move para a direita. Nesse caso, a barra desliza através da argola, mas a extremidade esquerda se afasta do apoio? Mas o apoio está à esquerda. Se a extremidade esquerda se move para a esquerda, ela se afasta do apoio? O apoio está na extremidade esquerda, então se a extremidade se move para a esquerda, ela deixa o apoio? A menos que o apoio seja um batente que impede o movimento para a esquerda. Mas a figura mostra o apoio como um triângulo sob a barra, que pode impedir movimento para baixo, mas não para a esquerda? Na verdade, um apoio simples permite rotação e deslocamento horizontal. Se a barra se expande, ela pode deslizar sobre o apoio. A observação diz "o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola". Isso sugere que o único deslizamento é através da argola, e é apenas para a direita. Isso significa que a barra não desliza para a esquerda através da argola. Portanto, a extremidade esquerda não se move para a esquerda? Vamos interpretar "desliza apenas à direita" como: o objeto se move para a direita, ou seja, a barra como um todo se desloca para a direita. Isso implicaria que a extremidade esquerda se move para a direita, e a argola permanece fixa, então a barra desliza para a direita através da argola. Nesse caso, a extremidade esquerda se move para a direita. Mas o apoio está à esquerda. Se a extremidade esquerda se move para a direita, ela se afasta do apoio. A menos que o apoio não esteja na extremidade, mas a barra deslize sobre ele. Vamos supor que a barra está apoiada em um ponto fixo A, e inicialmente a extremidade esquerda está em A. Quando a barra se move para a direita, a extremidade esquerda se move para a direita, então o ponto A passa a estar sob um ponto interior da barra. A barra ainda está apoiada em A, mas o contato não é mais na extremidade. A reação normal N_A atua em A. O centro de massa da barra está em algum lugar. A argola está em B, fixa. A barra se moveu para a direita, então a extremidade direita está mais à direita de B. O comprimento da barra é L(1+αΔT). A distância entre A e B é fixa (L). A barra se move para a direita de uma distância d. A extremidade esquerda está em x=d. A extremidade direita está em x = d + L(1+αΔT). A argola está em x=L. Para que a barra passe pela argola, a argola deve estar entre a extremidade esquerda e a direita: d < L < d + L(1+αΔT). Isso é possível. O centro de massa está em x_cm = d + L(1+αΔT)/2. O peso atua em x_cm. A tração T atua em x=L. A reação N_A atua em x=0 (o apoio A está em x=0? Vamos definir A em x=0). Inicialmente, a extremidade esquerda está em x=0, então d=0. Após a expansão, a extremidade esquerda se move para a direita, então d > 0. Mas a barra está apoiada em A (x=0). Se a extremidade esquerda está em x=d > 0, então o apoio A está à esquerda da extremidade esquerda? Não, A está em x=0, a extremidade esquerda está em x=d > 0, então a barra não está mais sobre A? Ela estaria flutuando? Não, a barra se moveu para a direita, então o ponto A que antes estava na extremidade esquerda agora está sob a barra, mas a extremidade esquerda está à direita de A. Isso significa que a barra se moveu para a direita, mas A ficou para trás. A barra não pode se mover para a direita sem que A esteja sob ela? Se A está em x=0, e a extremidade esquerda está em x=d > 0, então a barra não está mais apoiada em A? Ela está apoiada em A se A estiver sob a barra, ou seja, se d ≤ 0? Não, se d > 0, a extremidade esquerda está à direita de A, então A está à esquerda da extremidade esquerda. A barra não está sobre A. Portanto, a barra não pode se mover para a direita se A é um apoio fixo e a extremidade esquerda estava em A. A menos que A seja um apoio que permite que a barra deslize para a direita e A continue sob a barra. Para que A esteja sob a barra, a extremidade esquerda deve estar em x ≤ 0. Se a barra se move para a direita, d > 0, então a extremidade esquerda está em x > 0, então A (x=0) está à esquerda da extremidade esquerda, então a barra não está sobre A. Portanto, a barra não pode se mover para a direita se o apoio A está na extremidade esquerda e a barra deve permanecer apoiada em A. A única maneira é a barra se expandir para a esquerda, então a extremidade esquerda se move para a esquerda (d < 0), mas isso contraria "desliza apenas à direita". Ou a barra não se move como um todo, mas a extremidade direita se move para a direita, e a extremidade esquerda permanece em A. Isso é possível se a barra se expande para a direita, e a extremidade esquerda fica fixa em A. Nesse caso, a barra não desliza para a direita como um todo, mas seu ponto material que está em A permanece a extremidade esquerda? Na verdade, se a extremidade esquerda está fixa em A, então o ponto material da extremidade esquerda permanece em A. A barra se expande para a direita. A argola está fixa em B (x=L). A barra desliza através da argola para a direita. Isso significa que a barra se move para a direita em relação à argola? Vamos analisar: a extremidade esquerda está fixa em x=0. A barra se expande, então o comprimento total aumenta. A extremidade direita se move para a direita. A argola está fixa em x=L. Inicialmente, a extremidade direita estava em x=L. Após a expansão, a extremidade direita está em x = L(1+αΔT) > L. A argola permanece em x=L. Então, a barra passou pela argola? A argola agora está em um ponto interior da barra. A parte da barra à esquerda da argola tem comprimento físico L (de x=0 a x=L). A parte à direita da argola tem comprimento físico L αΔT. A barra não se moveu como um todo; sua extremidade esquerda permaneceu em x=0. O ponto material que estava em x=L (a extremidade direita) agora está em x = L(1+αΔT). A argola, que estava em x=L, agora está em contato com um ponto material que originalmente estava em s = L/(1+αΔT). Isso significa que a barra "deslizou" através da argola? Na verdade, a argola permaneceu fixa, e a barra se expandiu, então a argola efetivamente se moveu para a esquerda em relação ao material da barra. Mas a observação diz "o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola". Isso significa que o objeto (a barra) desliza para a direita através da argola. Nesse cenário, a barra não desliza para a direita como um todo; ela se expande, e a argola passa a contatar um ponto mais à esquerda do material da barra? Vamos ver: inicialmente, a argola contata a extremidade direita (s=L). Após a expansão, a argola contata o ponto s' = L/(1+αΔT) < L. Isso significa que a argola se moveu para a esquerda em relação ao material da barra. Ou seja, a barra deslizou para a direita através da argola? Se a argola se move para a esquerda em relação à barra, isso é equivalente à barra se mover para a direita em relação à argola. Sim, a barra desliza para a direita através da argola. Isso é consistente com "desliza apenas à direita". A extremidade esquerda permanece fixa no apoio. Portanto, a interpretação correta é: a extremidade esquerda está fixa no apoio (não se move), e a barra se expande para a direita, deslizando através da argola. O ponto de contato da argola com a barra se desloca ao longo da barra para a esquerda (em termos materiais), mas a barra como um todo não se move para a direita; apenas sua extremidade direita se move para a direita. A frase "desliza apenas à direita" pode ser interpretada como a barra desliza para a direita através da argola (ou seja, o movimento relativo é para a direita). Isso é o que usamos: x_cm = L/2 (1+αΔT), T = P/2 (1+αΔT). Portanto, a variação de temperatura para T aumentar 0,1% é 100 °C. E a energia necessária é 5 MJ.
Agora, vamos verificar se há alguma pegadinha com a densidade homogênea. A densidade é dada ao amanhecer: 2000 kg/m³. Com o aquecimento, o volume aumenta, a densidade diminui, mas a massa permanece 50 kg. O peso permanece 600 N. A tração T = P/2 (1+αΔT) não depende da densidade, mas da massa e do braço de alavanca. A massa é constante. Portanto, T0 = 300 N.
A reação no apoio à esquerda ao amanhecer: N_A0 = P - T0 = 300 N. Mas vamos verificar se a reação no apoio é vertical. Sim.
Agora, a questão b) pede a variação da temperatura do objeto desde o amanhecer até o momento do rompimento da haste. Já calculamos ΔT = 100 °C.
A questão c) pede o horário em % do dia no qual ocorre o rompimento. Calculamos 37,5%.
Mas vamos revisar os cálculos da energia.
Dados:
- irradiação incidente na barra (W/m²) - gráfico triangular.
- pico 4000 W/m² em 50% do dia.
- começa em 25% e termina em 75%.
- Área superior = 2 m * 0,25 m = 0,5 m².
- Massa = 50 kg = 50000 g.
- Calor específico = 1,0 J/(g·°C) => c = 1,0 J/g°C = 1000 J/kg°C.
- ΔT = 100 °C.
- Q = m * c * ΔT = 50000 g * 1,0 J/g°C * 100 °C = 5.000.000 J = 5 MJ.
A potência absorvida P(t) = I(t) * A. A irradiação I(t) em W/m². A área A = 0,5 m². Então P(t) = 0,5 * I(t). No pico, I = 4000 W/m², então P = 2000 W.
A função I(t) para 25% ≤ t ≤ 50%: I(t) = 4000 * (t - 25)/25. Então P(t) = 0,5 * 4000 * (t - 25)/25 = 2000 * (t - 25)/25 = 80 * (t - 25) W.
O tempo em segundos: t em % do dia. 1% = (8 * 10^4 s) / 100 = 800 s. Então dt_seg = 800 dt_%.
A energia absorvida desde 25% até t%:
Q(t) = ∫_{25}^{t} P(t') * 800 dt' = ∫_{25}^{t} 80 (t' - 25) * 800 dt' = 64000 ∫_{25}^{t} (t' - 25) dt' = 64000 * [ (t' - 25)^2 / 2 ]_{25}^{t} = 32000 * (t - 25)^2.
Igualando a 5.000.000:
32000 * (t - 25)^2 = 5.000.000
(t - 25)^2 = 5.000.000 / 32.000 = 156,25
t - 25 = 12,5
t = 37,5%.
Então c) 37,5% do dia.
Mas vamos verificar se a área superior é realmente 0,5 m². O objeto tem dimensões 2 m x 25 cm x 5 cm. A área superior paralela ao plano horizontal. A Figura 1 mostra o objeto como uma barra horizontal. A seção reta mostrada tem altura 5 cm. A largura é 25 cm. Então a face superior é a face de 2 m x 25 cm = 0,5 m². A face frontal seria 2 m x 5 cm = 0,1 m². A face lateral seria 25 cm x 5 cm = 0,0125 m². A observação diz: "para efeito de cálculo, não considere as áreas laterais e nem a área de baixo para a absorção da irradiação". Isso confirma que devemos considerar apenas a área superior. Qual é a área superior? A face que está voltada para cima é a de 2 m x 25 cm, pois a altura é 5 cm. Se a barra estivesse em pé, a área superior seria 25 cm x 5 cm, mas a figura mostra a barra deitada. Portanto, a área superior é 2 m * 0,25 m = 0,5 m². Correto.
Agora, vamos verificar se a dilatação afeta a área superior. A área superior aumenta com a temperatura: A = A0 (1 + 2αΔT)? A dilatação linear afeta as dimensões. A área superior é comprimento * largura. O comprimento L aumenta para L(1+αΔT), a largura w aumenta para w(1+αΔT). Então a área aumenta para A0 (1+2αΔT). Mas a observação diz "o objeto permanece com a massa homogeneamente distribuída durante todo o aquecimento". Não diz que a área é constante. No entanto, a variação de área é muito pequena: 2αΔT = 2 * 10^{-5} * 100 = 0,002 = 0,2%. Isso pode ser desprezado? A questão pode esperar que consideremos a área constante, ou talvez não. Vamos ver se a energia necessária para aquecer é calculada com a massa e calor específico constantes? A massa é constante, o calor específico é constante. A energia absorvida depende da área. Se a área aumenta ligeiramente, a potência absorvida aumenta. Mas o efeito é pequeno. Normalmente, em problemas de IME, eles consideram a área constante se não for mencionado. A observação diz "para efeito de cálculo, não considere as áreas laterais e nem a área de baixo para a absorção da irradiação". Não menciona variração de área. Provavelmente devemos considerar a área inicial constante. Vamos assumir área constante.
Agora, vamos verificar se a tração inicial T0 é realmente P/2. O objeto é um paralelepípedo homogêneo. O centro de massa está no centro geométrico. A barra tem comprimento L=2m. O apoio está na extremidade esquerda. A argola está na extremidade direita. Então o peso atua a L/2 do apoio. A tração na argola atua a L do apoio. Equilíbrio de momentos: T * L = P * L/2 => T = P/2 = 300 N. A reação no apoio: N_A = P - T = 300 N. Correto.
Agora, a condição de rompimento: "a haste está quase se rompendo e só conseguirá suportar 0,1% a mais de tração." Isso significa que a tração de ruptura T_rup = T0 * (1 + 0,1%) = T0 * 1,001. Portanto, a tração pode aumentar no máximo 0,1% antes de romper. Como T = P/2 (1+αΔT), igualando T = 1,001 T0, temos (P/2)(1+αΔT) = 1,001 P/2 => 1+αΔT = 1,001 => αΔT = 0,001 => ΔT = 0,001 / 10^{-5} = 100 °C. Correto.
Mas espere: a tração T depende do peso P. O peso P = m g. A massa m é constante? A densidade é dada ao amanhecer: 2000 kg/m³. Com o aquecimento, o volume aumenta, a densidade diminui, mas a massa permanece a mesma (50 kg). Portanto, o peso permanece 600 N. A tração T = P/2 (1+αΔT). Isso é independente da variação de densidade. Correto.
Agora, vamos calcular a energia necessária para aquecer o objeto de ΔT = 100 °C. Q = m c ΔT = 50 kg * 1000 J/kg°C * 100 °C = 5.000.000 J. Correto.
Agora, a irradiação. O gráfico da Figura 2 mostra a irradiação incidente na barra (W/m²) em função do horário do dia (% do dia). O eixo vertical é irradiação (W/m²). O pico é 4000 W/m². A base do triângulo vai de 25% a 75%. O formato é um triângulo isósceles. A irradiação é a potência por unidade de área. A área superior da barra é 0,5 m². Então a potência absorvida é I * 0,5.
A energia absorvida desde o amanhecer (25%) até o instante t% é a integral da potência no tempo. Vamos calcular a energia total até o pico (50%) para verificar se 5 MJ é razoável.
Até 50% (25% de duração = 20000 s), a irradiação média é metade do pico? A função é linear de 0 a 4000, então a média é 2000 W/m². A potência média é 2000 * 0,5 = 1000 W. A energia em 20000 s é 1000 * 20000 = 20.000.000 J = 20 MJ. Nossa energia necessária é 5 MJ, que é 1/4 disso. Como a potência cresce linearmente, a energia cresce com o quadrado do tempo. Então o tempo para 1/4 da energia é metade do tempo até o pico. O tempo até o pico é 25% do dia (de 25% a 50%). Metade é 12,5% do dia. Então o tempo desde o amanhecer é 12,5% do dia, ou seja, t = 25 + 12,5 = 37,5%. Correto.
Mas vamos verificar se o gráfico começa em 25% e o pico em 50%. A duração do dia é 8*10^4 s. 25% = 20000 s. 50% = 40000 s. 75% = 60000 s. A irradiação é zero antes de 25% e depois de 75%. O amanhecer é definido como 25% do dia. Então o aquecimento começa em 25%. Nosso cálculo está correto.
Agora, a questão a) pede a reação no apoio à esquerda ao amanhecer. Já calculamos 300 N. Mas vamos verificar se a reação no apoio é a força normal. Sim.
Vamos rever os dados:
- densidade homogênea do objeto ao amanhecer: 2000 kg/m³;
- dimensões do objeto: 2 m x 25 cm x 5 cm;
- comprimento do objeto: L = 2 m;
- coeficiente de dilatação linear e calor específico do objeto metálico: 10^{-5} °C^{-1} e 1,0 J/(g·°C);
- G·M/R² = 12 m/s².
Volume = 2 * 0,25 * 0,05 = 0,025 m³. Massa = 2000 * 0,025 = 50 kg. Peso = 50 * 12 = 600 N.
Reação no apoio ao amanhecer: N_A = 300 N.
Variação de temperatura até o rompimento: ΔT = 100 °C.
Horário do rompimento: 37,5% do dia.
Vamos verificar se há alguma consideração sobre a dilatação da área superior. Se a área superior aumenta, a potência absorvida aumenta, então o tempo para atingir 100 °C seria menor. Mas a questão provavelmente despreza essa variação, pois o coeficiente de dilatação é pequeno e o efeito é de segunda ordem. Além disso, a observação "para efeito de cálculo, não considere as áreas laterais e nem a área de baixo para a absorção da irradiação" sugere que devemos considerar apenas a área superior, mas não menciona variação. Normalmente, em provas, considera-se a área constante.
Vamos verificar se a tração T é realmente P/2 (1+αΔT). Isso assume que a barra se expande uniformemente e que a extremidade esquerda está fixa. Mas a observação diz: "durante o processo de dilatação, o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola mantendo o ponto de sustentação fixo, sendo que a haste se mantém na vertical". Isso confirma que a argola é fixa e a barra desliza. A extremidade esquerda está apoiada. Se a barra desliza para a direita através da argola, então a extremidade esquerda se move para a direita? Vamos analisar novamente.
Se a barra desliza para a direita através da argola, isso significa que a barra se move para a direita. Se a barra se move para a direita, a extremidade esquerda se move para a direita. Mas o apoio está à esquerda. Se a extremidade esquerda se move para a direita, ela se afasta do apoio. A menos que o apoio não esteja na extremidade, mas a barra deslize sobre o apoio. Vamos modelar essa situação.
Suponha que a barra está apoiada em um ponto fixo A, e a argola está em um ponto fixo B. Inicialmente, a extremidade esquerda da barra está em A, e a extremidade direita está em B. Então a distância entre A e B é L. Quando a barra aquece, ela se expande. Ela desliza para a direita através da argola B. Isso significa que a barra se move para a direita. Vamos supor que a barra se move para a direita de uma distância d. Então a extremidade esquerda está em A + d, e a extremidade direita está em B + d + LαΔT? Vamos calcular.
Seja x a coordenada ao longo do espaço. A está em x=0. B está em x=L. Inicialmente, a extremidade esquerda está em x=0, a extremidade direita em x=L. Após a expansão, a barra se move para a direita de uma distância d. O comprimento total da barra é L(1+αΔT). A extremidade esquerda está em x=d. A extremidade direita está em x = d + L(1+αΔT). A argola está fixa em x=L. Para que a barra passe pela argola, a argola deve estar entre a extremidade esquerda e a direita: d ≤ L ≤ d + L(1+αΔT). Como d > 0, a extremidade esquerda está à direita de A. A barra não está mais sobre A? A está em x=0. A extremidade esquerda está em x=d > 0. Então a barra não está apoiada em A, pois A está à esquerda da extremidade esquerda. Para que a barra esteja apoiada em A, A deve estar sob a barra, ou seja, d ≤ 0. Portanto, se d > 0, a barra não está mais sobre A. Isso significa que a barra não pode se mover para a direita sem perder o apoio A. A menos que o apoio A não seja um ponto fixo, mas um apoio que se move? Não.
Portanto, a única interpretação consistente é que a extremidade esquerda permanece em A (x=0). A barra se expande para a direita. A argola está fixa em B (x=L). A barra desliza através da argola para a direita? Vamos ver: a extremidade esquerda está fixa em x=0. A barra se expande, então o comprimento total aumenta. A extremidade direita se move para a direita. A argola está fixa em x=L. Inicialmente, a extremidade direita estava em x=L. Após a expansão, a extremidade direita está em x = L(1+αΔT) > L. A argola permanece em x=L. Então a argola agora está em contato com um ponto interior da barra. A parte da barra à esquerda da argola tem comprimento físico L (de x=0 a x=L). A parte à direita da argola tem comprimento físico LαΔT. A barra como um todo não se moveu para a direita; sua extremidade esquerda permaneceu em x=0. No entanto, a barra "deslizou" através da argola? Na verdade, a argola, que estava na extremidade direita, agora está em um ponto interior. Isso pode ser visto como a barra deslizando para a direita através da argola? Se a argola está fixa, e o ponto de contato da argola com a barra se move para a esquerda ao longo do material da barra, isso é equivalente à barra se mover para a direita através da argola. Sim, a barra desliza para a direita através da argola. A extremidade esquerda não se move. Portanto, a frase "o objeto desliza apenas à direita" se refere ao movimento relativo entre a barra e a argola. A barra não se move como um todo; ela se expande, e a argola passa a contatar um ponto mais à esquerda do material. Isso é consistente com "desliza apenas à direita" (a barra desliza para a direita através da argola). Portanto, nosso modelo com x_cm = L/2 (1+αΔT) está correto.
Vamos verificar o momento em relação ao apoio A. A força peso atua no centro de massa, que está em x_cm = L/2 (1+αΔT). A força de tração T atua na argola, que está em x=L. A reação N_A atua em x=0. Equilíbrio de momentos: T * L = P * x_cm => T = P * L/2 (1+αΔT) / L = P/2 (1+αΔT). Correto.
Agora, a reação no apoio à esquerda ao amanhecer: N_A = P - T = P - P/2 = P/2 = 300 N. Correto.
Agora, vamos verificar se a massa é realmente 50 kg. Volume = 2 m * 0,25 m * 0,05 m = 0,025 m³. Densidade = 2000 kg/m³. Massa = 50 kg. Peso = 50 * 12 = 600 N. Correto.
Agora, a questão b) pede a variação da temperatura do objeto desde o amanhecer até o momento do rompimento da haste. Já calculamos ΔT = 100 °C. Mas vamos verificar se a dilatação afeta a densidade e, portanto, o peso? A massa é constante, então o peso é constante. A densidade diminui, mas o peso não muda. O centro de massa se desloca devido à dilatação linear. Correto.
Agora, a questão c) pede o horário em % do dia no qual ocorre o rompimento. Calculamos 37,5%.
Vamos verificar se a irradiação é absorvida apenas pela área superior. A área superior é 2 m x 25 cm = 0,5 m². A irradiação é dada em W/m². O gráfico mostra a irradiação incidente na barra (W/m²). Então a potência absorvida é I * A. A = 0,5 m². Correto.
Vamos calcular a energia de forma mais precisa, considerando a variação da área. A área superficial A(t) = L(t) * w(t) = L0(1+αΔT) * w0(1+αΔT) = A0 (1+αΔT)^2 ≈ A0 (1+2αΔT). Para ΔT até 100 °C, 2αΔT = 0,002. A área aumenta 0,2%. Isso afetaria o tempo de aquecimento em menos de 0,1%? Na verdade, a potência absorvida seria 0,2% maior no final. O efeito é muito pequeno. Em problemas de olimpíada, geralmente se despreza. A questão não menciona variação de área. Portanto, consideramos área constante.
Agora, vamos verificar se o calor específico é dado em J/(g·°C). 1,0 J/(g·°C). Massa = 50 kg = 50000 g. Q = 50000 * 1,0 * 100 = 5.000.000 J. Correto.
A energia absorvida desde 25% até t% é 32000 (t-25)^2. Igualando a 5.000.000, t-25 = 12,5, t=37,5. Correto.
Vamos verificar a energia total até 75% para ver se o rompimento não ocorre depois do pôr do sol. A energia total até 75% é a área do triângulo: base = 50% do dia = 40000 s. Altura = 2000 W. Área = 0,5 * 40000 * 2000 = 40.000.000 J = 40 MJ. Nossa energia necessária é 5 MJ, então ocorre bem antes do pôr do sol. 37,5% está entre 25% e 50%, então está na fase de aumento. Correto.
Agora, vamos escrever a solução.
a) Reação no apoio à esquerda ao amanhecer.
Cálculo da massa: V = 2 * 0,25 * 0,05 = 0,025 m³. m = 2000 * 0,025 = 50 kg. P = m g = 50 * 12 = 600 N.
No amanhecer, a barra está na horizontal. O centro de massa está a L/2 = 1 m do apoio. A argola está a L = 2 m do apoio.
Equilíbrio de momentos em relação ao apoio:
T * L = P * L/2 => T = P/2 = 300 N.
Equilíbrio de forças verticais:
N_A + T = P => N_A = P - T = 600 - 300 = 300 N.
Portanto, a) N_A = 300 N.
b) A tração na haste é T = P/2 (1 + αΔT). No início, T0 = P/2 = 300 N. A haste rompe quando T = 1,001 T0 = 300,3 N.
Então P/2 (1 + αΔT) = 1,001 P/2 => 1 + αΔT = 1,001 => αΔT = 0,001.
ΔT = 0,001 / 10^{-5} = 100 °C.
Portanto, b) ΔT = 100 °C.
c) Energia necessária para aquecer o objeto: Q = m c ΔT = 50 kg * 1000 J/(kg·°C) * 100 °C = 5.000.000 J.
A potência absorvida é P(t) = I(t) * A, onde A = 2 * 0,25 = 0,5 m².
Para 25% ≤ t ≤ 50%, I(t) = 4000 * (t - 25)/25 W/m².
Então P(t) = 0,5 * 4000 * (t - 25)/25 = 80 (t - 25) W.
O tempo em segundos: 1% do dia = 8*10^4 / 100 = 800 s.
A energia absorvida desde 25% até t% é:
Q(t) = ∫_{25}^{t} 80 (t' - 25) * 800 dt' = 64000 ∫_{25}^{t} (t' - 25) dt' = 32000 (t - 25)^2 J.
Igualando a 5.000.000 J:
32000 (t - 25)^2 = 5.000.000
(t - 25)^2 = 156,25
t - 25 = 12,5
t = 37,5.
Portanto, c) 37,5% do dia.
Vamos verificar se a área superior é realmente 0,5 m². O objeto tem dimensões 2 m x 25 cm x 5 cm. A face superior é a de 2 m x 25 cm = 0,5 m². A face frontal seria 2 m x 5 cm = 0,1 m². A face lateral seria 25 cm x 5 cm = 0,0125 m². A observação diz: "para efeito de cálculo, não considere as áreas laterais e nem a área de baixo para a absorção da irradiação". Isso significa que a radiação incide apenas na área superior. A área superior é 0,5 m². Correto.
Agora, vamos considerar se a haste está quase se rompendo ao amanhecer. A frase "Neste momento, a haste está quase se rompendo e só conseguirá suportar 0,1% a mais de tração." Isso significa que a tração atual é T0, e a tração de ruptura é T_rup = T0 * 1,001. Portanto, a tração pode aumentar 0,1% antes de romper. Isso é o que usamos.
Agora, vamos pensar se a dilatação da barra afeta a posição do centro de massa de forma diferente. A barra é homogênea. Quando ela se expande uniformemente, a densidade permanece uniforme? A observação diz: "o objeto permanece com a massa homogeneamente distribuída durante todo o aquecimento." Isso significa que a densidade é uniforme, então o centro de massa está no ponto médio do comprimento. Como a extremidade esquerda está fixa, o comprimento L aumenta para L(1+αΔT), então o centro de massa está em L/2 (1+αΔT). Correto.
Agora, vamos verificar se a argola está fixa em L. A observação diz: "durante o processo de dilatação, o objeto desliza apenas à direita e sem atrito pela argola mantendo o ponto de sustentação fixo, sendo que a haste se mantém na vertical". O ponto de sustentação é a argola/haste. Ele está fixo. Inicialmente, a extremidade direita está rigorosamente abaixo da haste. Isso significa que a argola está na extremidade direita no início. Após a dilatação, a barra desliza para a direita através da argola, então a argola passa a contatar um ponto interior da barra, mas sua posição no espaço permanece a mesma (a L do apoio). Portanto, a tração T atua a uma distância L do apoio. Correto.
Agora, vamos considerar a possibilidade de que a barra se expanda para a esquerda e a extremidade esquerda se mova para a esquerda, mas o apoio é um batente que impede isso? Se a extremidade esquerda se move para a esquerda, ela se afasta do apoio? O apoio está à esquerda da barra? A Figura 1 mostra o apoio sob a extremidade esquerda. Se a barra se move para a esquerda, a extremidade esquerda se move para a esquerda, mas o apoio está lá. Na verdade, se a barra se expande, ela tende a se expandir para ambos os lados. Se a extremidade esquerda está apoiada em um cutelo, ela pode deslizar para a esquerda? O cutelo está sob a barra, então a barra pode deslizar sobre ele. Se a barra se expande, a extremidade esquerda pode se mover para a esquerda, e a extremidade direita para a direita. Mas a argola está fixa. Se a argola está fixa, a barra não pode se expandir para a direita além da argola? Na verdade, a barra pode se expandir para a esquerda e para a direita da argola. A argola está fixa, então a barra se expande simetricamente em relação à argola? Mas a extremidade esquerda está apoiada. Se a barra se expande para a esquerda, a extremidade esquerda se move para a esquerda. Mas o apoio está sob a barra; se a extremidade esquerda se move para a esquerda, ela pode sair do apoio? A menos que o apoio tenha um batente. A figura mostra um apoio triangular, que normalmente é um apoio simples que permite rotação e deslizamento horizontal. Se a barra se move para a esquerda, a extremidade esquerda desliza para a esquerda, mas o apoio permanece em contato com a barra? Não, se a extremidade esquerda se move para a esquerda, ela se afasta do apoio, pois o apoio está fixo no chão. A barra cairia. Portanto, a barra não pode se mover para a esquerda. A observação "desliza apenas à direita" confirma que a barra não se move para a esquerda. Portanto, a extremidade esquerda permanece no apoio (não se move para a esquerda). Mas se a barra se expande, ela precisa se expandir para algum lado. Como a extremidade esquerda não se move para a esquerda, ela se expande para a direita. A argola está fixa, então a barra desliza para a direita através da argola. Isso é consistente.
Agora, vamos verificar se a tração na haste é T = P/2 (1+αΔT). Suponha que a barra se expande para a direita. A extremidade esquerda está fixa em x=0. A barra tem comprimento L(1+αΔT). A argola está fixa em x=L. O centro de massa está em x_cm = L(1+αΔT)/2. O momento em relação ao apoio: T * L = P * x_cm = P * L(1+αΔT)/2 => T = P/2 (1+αΔT). Correto.
Agora, a questão a) pede a reação no apoio à esquerda ao amanhecer. N_A = P - T = P - P/2 = P/2 = 300 N. Correto.
Agora, vamos escrever a resposta final.
Resposta final: a) 300 N; b) 100 °C; c) 37,5% do dia.
Vamos formatar de acordo com o exemplo: "Resposta final: a) 300 N; b) 100 °C; c) 37,5% do dia."
Agora, vamos revisar se há alguma unidade que precisa ser convertida. A densidade é 2000 kg/m³. Dimensões em metros: 2 m x 0,25 m x 0,05 m. Volume = 0,025 m³. Massa = 50 kg. Peso = 50 * 12 = 600 N. T0 = 300 N. N_A = 300 N.
b) ΔT = 100 °C.
c) 37,5% do dia.
Tudo parece correto.
Vamos verificar se a área superior é 0,5 m². O objeto tem dimensões 2 m x 25 cm x 5 cm. A face superior é a de 2 m x 25 cm = 0,5 m². A irradiação é dada em W/m². O gráfico mostra o pico de 4000 W/m². A potência máxima é 4000 * 0,5 = 2000 W. A energia total até o pico é 20 MJ. Nossa energia necessária é 5 MJ. O tempo para 5 MJ é 12,5% do dia após o amanhecer, ou seja, 37,5% do dia. Correto.
Vamos considerar se a irradiação é absorvida por ambas as faces superior e inferior? A observação diz: "para efeito de cálculo, não considere as áreas laterais e nem a área de baixo para a absorção da irradiação". Portanto, apenas a área superior. Correto.
Agora, vamos verificar se a haste se rompe quando a tração aumenta 0,1%. "só conseguirá suportar 0,1% a mais de tração" significa que a tração de ruptura é 1,001 vezes a tração atual. Sim.
Agora, vamos escrever a solução passo a passo.
**a)** Cálculo da massa:
Volume = 2 m × 0,25 m × 0,05 m = 0,025 m³.
Massa = 2000 kg/m³ × 0,025 m³ = 50 kg.
Peso = 50 kg × 12 m/s² = 600 N.
No amanhecer, a barra está na horizontal. O centro de massa está a L/2 = 1 m do apoio. A argola está a L = 2 m do apoio.
Equilíbrio de momentos em relação ao apoio:
T0 × 2 = 600 × 1 ⇒ T0 = 300 N.
Equilíbrio de forças:
N_A + T0 = 600 ⇒ N_A = 300 N.
**b)** A tração na haste é T = P/2 (1 + αΔT). No início, T0 = 300 N. O rompimento ocorre quando T = 1,001 T0 = 300,3 N.
300,3 = 300 (1 + αΔT) ⇒ 1 + αΔT = 1,001 ⇒ αΔT = 0,001.
ΔT = 0,001 / 10^{-5} = 100 °C.
**c)** Energia necessária: Q = m c ΔT = 50000 g × 1,0 J/(g·°C) × 100 °C = 5.000.000 J.
Área superior: A = 2 m × 0,25 m = 0,5 m².
Para 25% ≤ t ≤ 50%, I(t) = 4000 (t - 25)/25 W/m².
Potência absorvida: P(t) = I(t) × 0,5 = 80 (t - 25) W.
Tempo em segundos: 1% = 800 s.
Energia absorvida desde 25% até t%:
Q(t) = ∫_{25}^{t} 80 (t' - 25) × 800 dt' = 32000 (t - 25)² J.
Igualando a 5.000.000 J:
32000 (t - 25)² = 5.000.000 ⇒ (t - 25)² = 156,25 ⇒ t - 25 = 12,5 ⇒ t = 37,5%.
Resposta final: a) 300 N; b) 100 °C; c) 37,5% do dia.