Como pensou
We need answer question in Portuguese. Need solve. Let's parse.
Question: "No texto 1, todos os termos abaixo são usados no texto para se referir ao livro herdado pelo Barão de Jacuecanga, EXCETO:" Options:
(A) calhamaço (linha 65)
(B) cartapácio (linha 70)
(C) vasconço (linha 71)
(D) alfarrábio (linha 72)
(E) crônicom (linha 79)
Need identify term NOT used to refer to inherited book by Barão de Jacuecanga in Text 1. Need read text.
Text 1 is "O Homem Que Sabia Javanês" by Lima Barreto. Story: narrator meets Castelo, who claims learned Javanese, gets employment, etc. There is a book inherited by Barão de Jacuecanga? Wait text mentions "livro herdado pelo Barão de Jacuecanga"? Actually the question asks "livro herdado pelo Barão de Jacuecanga". In story, the baron? Let's read portion.
From text around lines 60 onward: The narrator (Castelo?) is in a house? There is an old man? Let's identify.
Text excerpt:
"Era uma casa enorme..."
"O dono da casa. Tardou um pouco. Um tanto trôpego, com o lenço de alcobaça na mão, foi cheio de respeito que o vi chegar. Tive vontade de ir-me embora. Mesmo se não fosse ele o discípulo, era uma sempre crime mistificar aquele ancião, cuja velhice trazia à tona do meu pensamento alguma coisa de augusto, de sagrado. Hesitei, mas fiquei."
...
" — Sou de Canavieiras, na Bahia, insisti eu. — Onde fez os seus estudos?
— Em São Salvador.
— Em onde aprendeu o javanês? indagou ele, com aquela teimosia peculiar aos velhos.
Não contava com essa pergunta, mas imediatamente arquitetei uma mentira. Contei-lhe que meu pai era javanês. Tripulante de um navio mercante, viera ter à Bahia, estabelecera-se nas proximidades de Canavieiras como pescador, casara, prosperara e fora com ele aprendi javanês.
— O que eu quero, meu caro Senhor Castelo, é cumprir um juramento de família. Não sei se o senhor sabe que eu sou neto do Conselheiro Albernaz, aquele que acompanhou Pedro I, quando abdicou. Voltando de Londres, meu avô trouxe para aqui um livro em língua esquisita, a que tinha grande estimação. Ao morrer, chamou meu pai e lhe disse: 'Filho, tenho este livro aqui, escrito em javanês. Disse-me meu avô que eu devia decifrar e trazer felicidades para quem o tem. Eu não sei nada ao certo. Em todo o caso, guarda-o; mas, se queres que o fato me deixe o sábio oriental se cumpra, faze com que teu filho o entenda, para que sempre a nossa raça seja feliz'. Meu pai, continuou o velho barão, não acreditou muito na história; contudo, guardou o livro. Às portas da morte, ele me deu e disse-me que o prometera ao pai. Em começo, pouco caso fiz da história do livro. Cheguei a esquecer-me dele; mas, de uns tempos a esta parte, tenho passado por tanto desgosto, tantas desgraças têm caído sobre a minha velhice que me lembrei da talismã da família. Tenho que o ler, que o compreender, se não quero que os meus últimos dias anunciem o desastre da minha posteridade; e, para entendê-lo, é claro, que preciso entender o javanês. Eis aí. (...)
Veio o livro. Era um velho calhamaço, encadernado em couro, impresso em grandes letras, em papel amarelado e grosso. Faltava a folha do rosto e por isso não se podia ler a data da impressão. Tinha ainda umas páginas de prefácio, escritas em inglês, onde se li que se tratava das histórias do príncipe Kulanga, escritor javanês de muito mérito.
Logo informei disso o velho barão que, não percebendo que eu tinha chegado ao pelo inglês, ficou tendo em alta consideração o meu saber javanês. Estive ainda folheando o cartapácio, à laia de quem sabe magistralmente aquele espécie de vasconço, até que afinal contratamos as condições de preço e hora, comprometendo-me a fazer com que ele lesse o tal alfarrábio antes de um ano. (...)
O marido de Dona Maria da Glória (assim se chamava a filha do barão), era desembargador, homem relacionado e poderoso; mas não se pejava em mostrar diante de todo o mundo a sua admiração pelo meu javanês. Por outro lado, o barão estava contentíssimo. Ao fim de dois meses, desistira da aprendizagem e pedira-me que lhe traduzisse, um dia sim outro não, um trecho do livro encantado. Bastava entendê-lo, disse-me ele. Assim evitava a fadiga do estudo e cumpria o encargo.
Sabes bem que até hoje nada sei de javanês, mas compus umas histórias bem tolas e impingi-as ao velho como do crônicom. Como ele ouvia aquelas bobagens!...
Ficava extático, como se estivesse a ouvir palavras de um anjo. E eu crescia aos seus olhos!
Fez-me morar em sua casa, enchia-me de presentes, aumentava-me o ordenado. Passava, enfim, uma vida regalada.
Contribuiu muito para isso o fato de vir ele a receber uma herança de um seu parente esquecido que vivia em Portugal. O bom velho atribuiu a coisa ao meu javanês; e eu estive quase a crê-lo também.
Fui perdendo os remorsos; mas, em todo o caso, sempre tive medo que me aparecesse pela frente alguém que soubesse o tal patuá malaio. E esse meu temor foi grande, quando o doce barão me mandou com uma carta ao Visconde de Caruru, para que me fizesse entrar na diplomacia. ..."
So book inherited by Barão de Jacuecanga? Actually "Barão de Jacuecanga" maybe the old man? At line? The old man is "barão"? The book was inherited from his grandfather? He says "sou neto do Conselheiro Albernaz... meu avô trouxe para aqui um livro em língua esquisita... Ao morrer, chamou meu pai... guarda-o... faze com que teu filho o entenda... Meu pai... guardou o livro. Às portas da morte, ele me deu e disse-me..." So book inherited by barão (from father, originally grandfather). Yes Barão de Jacuecanga? In text line 92? "Visconde de Caruru"? Actually "Barão de Jacuecanga" maybe appears line 70? Let's locate: "Logo informei disso o velho barão..." Not named? Maybe earlier: "O dono da casa...". The old man is barão. At line 70? "Logo informei disso o velho barão..." line 68? Then "O marido de Dona Maria da Glória (assim se chamava a filha do barão)" etc. At line 70? The text has "cartapácio" line 70, "vasconço" line 71, "alfarrábio" line 72, "crônicom" line 79. The book is referred to as "calhamaço" line 65, "cartapácio" line 70, "vasconço" line 71? Actually "aquele espécie de vasconço" refers to language? Let's see: "Estive ainda folheando o cartapácio, à laia de quem sabe magistralmente aquele espécie de vasconço" - "vasconço" maybe means obscure language/jargon, not the book? It could refer to the language (Javanese?) But question asks all terms below used in text to refer to the book inherited by Barão de Jacuecanga, EXCEPT. Need check each term.
(A) calhamaço (linha 65): "Veio o livro. Era um velho calhamaço..." yes refers to book.
(B) cartapácio (linha 70): "folheando o cartapácio" refers to book.
(C) vasconço (linha 71): "aquele espécie de vasconço" refers to language? Let's check word "vasconço" in Portuguese means "linguagem obscura, gíria, calão"; not a book. It could refer to Javanese language, not book. So likely EXCEPT.
(D) alfarrábio (linha 72): "lesse o tal alfarrábio" refers to book.
(E) crônicom (linha 79): "impingi-as ao velho como do crônicom" maybe "crônicom" refers to book? Let's see "crônicom" maybe a chronicle/book? "como do crônicom" maybe "as if from the chronicle"? The book? The text: "Sabes bem que até hoje nada sei de javanês, mas compus umas histórias bem tolas e impingi-as ao velho como do crônicom. Como ele ouvia aquelas bobagens!..." So "crônicom" likely refers to the book? The word "crônicom" maybe a book (chronicle). But let's confirm: Maybe "crônicom" is a term for the book? In Text 1, "crônicom" line 79: "impingi-as ao velho como do crônicom." It could mean "as if they were from the chronicle" (the book). The book was "histórias do príncipe Kulanga, escritor javanês"? It is a book of stories. So "crônicom" refers to book. Thus vasconço is exception.
Need answer C.
But let's be thorough: The question: "No texto 1, todos os termos abaixo são usados no texto para se referir ao livro herdado pelo Barão de Jacuecanga, EXCETO:" Which term is not used to refer to book? Options with line numbers. Need verify each line in text.
From text excerpt:
Line 65: "Veio o livro. Era um velho calhamaço..." yes.
Line 70: "Estive ainda folheando o cartapácio..." yes.
Line 71: "à laia de quem sabe magistralmente aquele espécie de vasconço" - "vasconço" refers to language, not book. It is what he pretended to know? Actually "aquele espécie de vasconço" = that kind of obscure jargon/language. Not book.
Line 72: "até que afinal contratamos as condições de preço e hora, comprometendo-me a fazer com que ele lesse o tal alfarrábio antes de um ano." yes.
Line 79: "mas compus umas histórias bem tolas e impingi-as ao velho como do crônicom." The "crônicom" maybe book? The word "crônicom" maybe a book, likely "chronicle" (crônica) in archaic form; refers to the book? It could refer to "livro" as "crônicom". So yes.
Thus answer C.
Need provide explanation in Portuguese and final line "Resposta: C". Final answer desired oververbosity 5. We can concise.
Let's compose final in Portuguese: Explicar que no texto "vasconço" designa a língua javanesa/linguagem esquisita, não o livro. Os outros termos: calhamaço, cartapácio, alfarrábio, crônicom são usados para se referir ao livro herdado. Portanto alternativa C.
Need ensure format. Final line exactly "Resposta: C". Good.