Questões de Linguagens da UERJ
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Minha mãe, com Alzheimer, não se lembra do que comeu no café da manhã. Minha mãe, com Alzheimer, vê meu filho de um ano, que é a minha cara, e o reconhece. (p. 18-19)
(I) Mas, se a soltássemos ali, sozinha, naquela tarde abafada, ela estancaria e não saberia o caminho de volta. Se perderia num raciocínio circular, sob uma enchente de imagens, (...), que inundariam seu cérebro, fariam do conhecido, desconhecido, resultariam numa só pergunta: (...) – Onde é aqui? (p. 19)
(I) Turiaçu é um rio no Maranhão. A origem do nome vem de “tury” = “facho” + “assu” = “grande”. Facho grande, grande luz, grande fogueira. Uma fogueira num lugar elevado e vista de longe servia à pesca do camarão no mar. Em noites escuras, mostrava aos que se demoravam, mais afastados da costa, o ponto do regresso. (p. 20)
de Eduardo Simões para a revista Manchete, em 1971. dirigido por Walter Moreira Salles.
“Pós-verdade” foi eleita a palavra do ano de 2016 pela equipe do Dicionário Oxford. Trata-se de informação ou asserção que distorce deliberadamente a verdade ou algo real, influenciando a opinião pública e comportamentos sociais. O prefixo “pós”, aqui, não se refere a “tempo posterior”, mas a “tempo em que o conceito especificado [verdade] tornou-se sem importância ou irrelevante”.
No fim de 1979, sofri um acidente. Quando acordei na UTI, eu estava paralisado do pescoço para baixo. Ela ficou do meu lado.
No trecho citado do livro, apresenta-se, de maneira irônica, um dos argumentos mais recorrentes dos governos militares: quem era contra a ditadura tinha de ser comunista. Desse modo, tentava-se estigmatizar a pessoa em vez de discutir suas ideias.
Assim como no trecho citado, a tirinha de André Dahmer também constrói uma ironia. Ambas as ironias têm como alvo certo discurso oficial, que se pauta na ideia de:
Arriscou a família. Tinha cinco crianças. (...) Quem tem um filho faz de tudo para se preservar, para dar suporte e acompanhar o crescimento daquele que mais ama. O que eu fiz? Por quê? Onde você estava com a cabeça? Agora não dá para voltar atrás. Agora não dá para fazer nada. Agora não dá para evitar a dor. Agora não dá para salvar minha família. Agora não dá para fugir da morte. Eu vou morrer, sinto que vou, espero que me perdoem. (p. 107-108)
– Olha, queria que a senhora soubesse que eu não concordo. (...)
“Recorda-se então que na parte da tarde ouviu gritos de um homem sendo torturado. Lembra-se perfeitamente de que os agentes colocaram uma música do Roberto Carlos – ‘Jesus Cristo’ – em alto volume, possivelmente com o objetivo de abafar os gritos.” (p. 173)
Os atos eram monstruosos, mas o agente – ao menos aquele que estava agora em julgamento – era bastante comum, banal, e não demoníaco ou monstruoso, e a única característica notória que se podia perceber tanto em seu comportamento anterior quanto durante o próprio julgamento e o sumário de culpa que o antecedeu era algo de inteiramente negativo: não era estupidez, mas irreflexão.
“O conceito de crime contra a humanidade foi previsto inicialmente no art. 6o do Estatuto do Tribunal de Nuremberg, e depois ratificado pela Organização das Nações Unidas em dezembro de 1946. (...) Como fixado pelas Nações Unidas (...), o crime de lesa-humanidade constitui qualquer ato desumano cometido contra a população civil, no bojo de uma perseguição por motivos políticos, raciais ou religiosos.” (p. 289)
O BÊBADO E A EQUILIBRISTA
El texto discute el papel del fotógrafo y de la fotografía a partir de la defensa de que cabe al profesional un recorte subjetivo del registro.
Un autre titre que l’on pourrait accordé à ce texte, compte tenu des informations y comprises, c’est:
The role of photography in documenting history (title)
La fotografía es una de las ventanas (\ell. 1)
Le paradoxe visuel présenté dans le deuxième paragraphe met en opposition l’idée de durabilité à la notion suivante:
An interesting question, however, is whether people have ever truly grasped the real power of photography. (\ell. 3-4)