Questões de Linguagens da UERJ
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Sin embargo, también ha crecido en esa interconexión la discusión al respecto como una forma de resistencia ante el olvido. (\ell. 15-16)
En tant que témoin silencieux, (\ell. 17-18)
It’s a way to perpetuate authentic human experiences. (\ell. 16)
Por ser un testigo que suplanta la mirada del resto, (\ell. 16)
en offrant une preuve visuelle indiscutable. (\ell. 22)
Since the representation of events can shape opinions and influence politics, ethics in photojournalism is crucial. (\ell. 23-24)
Se puede decir, por lo tanto, que sus relatos visuales se convierten en insumos de nuevas narrativas (\ell. 37)
Mais dans un monde saturé d’images, peut-elle encore jouer ce rôle? (\ell. 31-32)
According to the last paragraph, it’s advisable that photographers observe the following principles:
Alguns críticos consideram que o próprio cortiço seria o personagem principal do romance de Aluísio Azevedo.
Em seu livro Cidade partida, publicado em 1994, o jornalista Zuenir Ventura aborda o que chama de apartheid social no Rio de Janeiro. O cortiço, publicado em 1890, já evidenciava essa conjuntura na cidade, um século antes. No romance, uma alusão a tal conjuntura é a presença de certo espaço próximo ao cortiço.
Por último, se alguém precisava tratar com ela qualquer negócio, nem mais se dava ao trabalho de procurá-la, ia logo direito a João Romão.
Por conta de interpretações elitistas, pelas famigeradas apostilas e resumos de obras para o vestibular, e porque poucos leram O cortiço, de Aluísio Azevedo, o romance passa impune como clássico, mas presta enorme desserviço ao favelado brasileiro. A obra foi lançada exatamente dois anos depois da Abolição da Escravatura, em 13 de maio de 1890. Ao contrário do chavão de que denuncia as condições de vida nos cortiços do Rio de Janeiro, embriões de favelas, o livro reforça ideias distorcidas, como a sensualidade inebriante e descontrolada da mulher negra (...).
De fato, Romão, a única das personagens principais a que se pode atribuir sucesso, é de longe a mais odiosa do livro, a mais imoral e mais pervertida, pois ele é não só avarento, mas ainda ladrão e falsificador, e tem como únicas molas da sua existência a obsessão do dinheiro e o desejo de poder. É uma figura, sem exagero, diabólica. Mas os que ele explora não são melhores do que ele: são brutos, inconscientes e capazes de semelhantes vícios e atrocidades, como mostra o caso de Jerônimo, transformado em assassino.
Outro que também, coitado! arrastava a vida muito triste, era o Bruno. A mulher, que a princípio não lhe fizera grande falta, agora o torturava com a sua distância; um mês depois da separação, o desgraçado já não podia esconder o seu sofrimento e ralava-se de saudades. A Bruxa, a pedido dele, tirou a sorte nas cartas e disse-lhe misteriosamente que Leocádia ainda o amava. (cap. XII)
Pensara fazer-se senhor do Brasil e fizera-se escravo de uma brasileira mal-educada e sem escrúpulos de virtude! Imaginara-se talhado para grandes conquistas, e não passava de uma vítima ridícula e sofredora!... Sim! No fim de contas qual fora a sua África?... Enriquecera um pouco, é verdade, mas como? A que preço? Hipotecando-se a um diabo, que lhe trouxera oitenta contos de réis, mas incalculáveis milhões de desgostos e vergonhas! Arranjara a vida, sim, mas teve de aturar eternamente uma mulher que ele odiava! E do que afinal lhe aproveitar tudo isso? Qual era afinal a sua grande existência? (cap. II)
Mas a sua grande paixão, o seu fraco, era a farda, adorava tudo o que dissesse respeito a militarismo (...); a presença de um oficial em grande uniforme tirava-lhe lágrimas de comoção; conhecia na ponta da língua o que se referia à vida de quartel; distinguia ao primeiro lance de olhos o posto e o corpo a que pertencia qualquer soldado e, apesar dos seus achaques, era ouvir tocar na rua a corneta ou o tambor conduzindo o batalhão, ficava logo no ar, e, muita vez, quando dava por si, fazia parte dos que acompanhavam a tropa. (cap. II)
Nascera no Rio de Janeiro, na Corte; militara dos doze aos vinte anos em diversas maltas de capoeiras; chegara a decidir eleições nos tempos do voto indireto. Deixou nome em várias freguesias e mereceu abraços, presentes e palavras de gratidão de alguns importantes chefes de partido. Chamava a isso a sua época de paixão política; mas depois desgostou-se com o sistema de governo e renunciou às lutas eleitorais, pois não conseguira nunca o lugar de contínuo numa repartição pública – o seu ideal! – Setenta mil-réis mensais: trabalho das nove às três. (cap. VII)
Jerônimo alheou-se de sua guitarra e ficou com as mãos esquecidas sobre as cordas, todo atento para aquela música estranha (...).
O Barão dos milhões! Vendeiro! Qual! Era o famoso, o enorme capitalista! (...)