PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 7 da UNICAMP 2015
‘Robótica não é filme de Hollywood', diz Nicolelis sobre o exoesqueleto.
Robô comandado por paraplégico foi mostrado na abertura da Copa. Equipamento transforma força do pensamento em movimentos mecânicos.
Em entrevista ao G1, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis comentou que inicialmente estava previsto um jovem paraplégico se levantar da cadeira de rodas, andar alguns passos e dar um chute na bola, que seria o “pontapé inicial” do Mundial do Brasil. Mas a estratégia foi revista após a Fifa informar que o grupo teria 29 segundos para realizar a demonstração científica.
Na última quinta-feira, o voluntário Juliano Pinto, de 29 anos, deu um chute simbólico na bola da Copa usando o exoesqueleto. Na transmissão oficial, exibida por emissoras em todo o mundo, a cena durou apenas sete segundos.
O neurocientista minimizou as críticas recebidas após a rápida apresentação na Arena Corinthians: “Tenham calma, não olhem para isso como se fosse um jogo de futebol. Tem que conhecer tecnicamente e saber o esforço. Robótica não é filme de Hollywood, tem limitações que nós conhecemos. O limite desse trabalho foi alcançado. Os oito pacientes atingiram um grau de proficiência e controle mental muito altos, e tudo isso será publicado”, garante.
(Adaptado de Eduardo Carvalho, ‘Robótica não é filme de Hollywood', diz Nicolelis sobre o exoesqueleto. Disponível em http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/06/robotica-nao-e-filme-de-hollywood-diz-nicolelis-sobre- o-exoesqueleto.html. Acessado em 18/06/2014.)
Considerando a notícia transcrita acima, pode-se dizer que a afirmação reproduzida no título (“Robótica não é filme de Hollywood”).
- Areitera a baixa qualidade técnica das imagens da demonstração com o exoesqueleto, depreciando a própria realização do experimento com voluntários.
- Bdestaca a grande receptividade da demonstração com o exoesqueleto junto ao público da Copa, superior à dos filmes produzidos em Hollywood.
- Caponta a necessidade de maiores investimentos financeiros na geração de imagens que possam valorizar a importância de conquistas científicas na mídia.
- Dsugere que os resultados desse feito científico são muito mais complexos do que as imagens veiculadas pela televisão permitiram ver.
Reportar erro na questão
Resolução comentada
A frase é dita por Nicolelis como resposta às críticas pela demonstração curta, que durou só sete segundos na transmissão. Os pontos do texto são estes:
- A Fifa deu ao grupo apenas 29 segundos, e por isso o plano original (levantar, andar e chutar) teve de ser revisto.
- Na transmissão, a cena durou só sete segundos, o que gerou críticas.
- O cientista pede calma: "Tem que conhecer tecnicamente e saber o esforço". Ele diz que a robótica tem limitações e que os oito pacientes alcançaram "proficiência e controle mental muito altos", o que será publicado.
A comparação com "filme de Hollywood" mostra que o público esperava um espetáculo, com efeitos e resultado imediato. A ciência real não funciona assim: ela é limitada e exige um trabalho técnico longo, que a imagem curta da TV não revela.
Assim, a afirmação sugere que o feito científico é bem mais complexo e trabalhoso do que as imagens veiculadas deixaram ver.
A alternativa D diz exatamente isso. As demais atribuem ao cientista ideias que o texto não traz: crítica à qualidade das imagens, elogio à recepção do público ou pedido de mais dinheiro.
Alternativa D.
Por que as outras alternativas estão erradas
- ANicolelis não critica a qualidade técnica das imagens nem deprecia o experimento; ele defende o trabalho e pede que se conheça o esforço por trás dele.
- BO texto fala em críticas à rápida apresentação, não em grande receptividade do público, e não compara o êxito com o de filmes.
- CNão há nenhuma menção a investimento financeiro em imagens; o problema foi o tempo curto concedido pela Fifa.
Assunto: Inferência e implícitos (pressupostos e subentendidos).
Reportar erro na resolução
Ver como caiu na prova
Fonte: Comvest/Vestibular Unicamp 2015. Prova oficial ↗