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Questão 53 (1º exame) da UERJ 2015

1º exame · Ciências Humanas · Geografia: Estado, nação, fronteiras e separatismos

Rússia formaliza anexação da Crimeia

A Rússia anexou formalmente a Península da Crimeia a seu território, depois de um duro discurso do presidente Vladimir Putin em meio a pesadas críticas aos E.U.A., à União Europeia e ao governo interino da Ucrânia. Nesse discurso que antecedeu a assinatura da anexação da Crimeia, Putin destacou a questão como vital para os interesses russos. Segundo ele, o Ocidente “cruzou uma linha vermelha” ao interferir na Ucrânia. “A Crimeia sempre foi e é parte inseparável da Rússia”, declarou o presidente.

Adaptado de estadao.com.br, 18/03/2014.

O evento abordado na reportagem está simultaneamente associado ao presente e ao passado dos povos envolvidos.

Para explicar essa ação russa em relação à Crimeia, são fundamentais os seguintes interesses do atual governo Putin:

  1. A
    superar o pan-eslavismo – reduzir a diversidade étnica
  2. B
    estimular a economia – ampliar a produção energética
  3. C
    combater a corrupção – reconstruir a geopolítica global
  4. D
    reforçar o nacionalismo – consolidar a geoestratégia militar
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Resolução comentada

A questão pede os interesses do governo Putin que explicam a anexação da Crimeia, e o enunciado dá a pista: o evento liga presente e passado.

  1. Passado: a Crimeia pertenceu ao Império Russo e depois à URSS. Em 1954 foi transferida à Ucrânia soviética. A maioria da população é de origem e língua russas. Putin usa esse histórico quando diz que a Crimeia "sempre foi e é parte inseparável da Rússia". Isso é nacionalismo: ele apela à identidade e à unidade do povo russo.

  2. Presente: na Crimeia fica Sevastopol, sede da Frota russa do Mar Negro. O porto dá à Rússia acesso ao Mar Negro e ao Mediterrâneo, em águas quentes. Com a queda do governo pró-Rússia na Ucrânia, Putin passou a temer uma aproximação com a União Europeia e a OTAN. Daí a menção à "linha vermelha" cruzada pelo Ocidente. Isso é geoestratégia militar: garantir a base naval e a área de influência.

  3. Conferindo as demais: o pan-eslavismo é algo que Putin quer usar, não superar. Energia e combate à corrupção não aparecem como motivo central no texto. Reconstruir a geopolítica global é amplo demais e não é o foco da ação.

Portanto, a combinação de nacionalismo com estratégia militar explica a anexação.

Alternativa D.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • APutin não quer superar o pan-eslavismo, e sim explorar a identidade russa e eslava; a anexação também não reduz a diversidade étnica.
  • BA questão energética existe na região, mas o texto destaca identidade histórica e disputa com o Ocidente, não a ampliação da produção de energia.
  • CO combate à corrupção não tem relação com a anexação, e reconstruir a geopolítica global é objetivo vago, sem apoio no texto.

Assuntos: Estado, nação, fronteiras e separatismos, Guerra Fria e nova ordem mundial.

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Ver como caiu na prova Questão 53 no caderno 1º Exame de Qualificação da UERJ 2015

Fonte: UERJ 2015 · 1º Exame de Qualificação. Prova oficial ↗