PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 19 (Português e Inglês) da 2ª fase do IME 2026
Texto-base das questões 11 a 20 · Português e Inglês
Texto 2
De volta ao básico: soldados finlandeses recorrem a mapas de papel para aprender a lidar com bloqueios de GPS
Soldados finlandeses estão treinando com mapas de papel e bússolas para garantir que consi- gam operar em locais onde a atividade inimiga torne o GPS indisponível. O coronel Matti Honko, comandante do Regimento Jaeger da Guarda Finlandesa, destacou que a ferramenta de navegação por satélite, conhecida como Sistema de Posicionamento Global, ou simplesmente GPS, é vulnerável a interferências. As informações são do Business Insider.
O conflito na Ucrânia tem sido marcado por uma intensa guerra cibernética de ambos os la- dos. Tanto Kiev quanto Moscou utilizam táticas como bloqueio de sinal, falsificação de GPS e outros métodos de interferência remota para confundir e desativar o armamento inimigo. A interferência no GPS, por exemplo, tem causado problemas para os sistemas de combate — desde drones baratos até munições guiadas sofisticadas.
Para garantir segurança e prontidão em locais onde o GPS não é uma opção, os soldados da Guarda Finlandesa estão usando mapas de papel. “Acho que todos reconheceram o fato de que o GPS pode ser falsificado, e você pode não ser capaz de confiar nele”, afirma Honko.
Apesar disso, o coronel disse que a Finlândia não está abandonando completamente o uso do GPS. Em vez disso, os soldados estão sendo ensinados a não depender exclusivamente dele e a aprender a verificar a veracidade dos dados fornecidos pelo sistema, já que podem ser facilmente falsificados e estar fora de sincronia com a situação real.
Honko afirma que esse treinamento está sendo realizado em todo o Exército Finlandês, bem como na Marinha e na Força Aérea do país. Segundo ele, a proximidade da Finlândia com a Rússia obriga o país a treinar alternativas, já que o bloqueio de sinal de GPS é uma estratégia comumente usada em áreas de defesa da cidade vizinha de São Petersburgo, na Rússia.
Os desafios trazidos pelos ataques cibernéticos não são exclusivos da guerra na Ucrânia. No Oriente Médio, por exemplo, a interferência de GPS tem ocorrido nos conflitos entre Israel e grupos aliados do Irã. A tática também tem sido um problema no Mar Vermelho, onde forças navais ocidentais passaram mais de um ano e meio defendendo rotas marítimas de ataques de rebeldes houthis no Iêmen.
Quanto aos militares finlandeses, eles estão monitorando de perto as práticas de guerra eletrônica em constante desenvolvimento e planejando cenários em que essas estratégias possam ser testadas em combate. E não estão sozinhos. Empresas do setor de defesa também estão se certificando de que seus produtos sejam mais resistentes a certos tipos de bloqueios e manipulações. Um exemplo disso é a Saildrone, uma empresa americana que fabrica embarcações de superfície não tripuladas para serviço de forças navais, incluindo a Marinha dos EUA.
Richard Jenkins, fundador e CEO da Saildrone, explicou que a empresa integrou tecnologia aos seus veículos de superfície não tripulados (USVs), permitindo que eles operem em ambientes onde o GPS e as comunicações estão comprometidos ou indisponíveis. Segundo Jenkins, alguns dos drones da empresa operados pelos militares dos EUA no Oriente Médio têm navegado em áreas com sinal falsificado há meses.
Jenkins disse acreditar que esse é o futuro da guerra. “Acho que, em um conflito real, os satélites serão a primeira coisa a desaparecer completamente.” Ele acrescenta ainda que todos precisam descobrir como sobreviver sem satélites, GPS e comunicações. E, para os militares, isso significa não apenas desenvolver novas tecnologias, mas também garantir que habilidades básicas sejam preservadas.
Disponível em https://epocanegocios.globo.com/tecnologia/noticia/2025/06/de-volta-ao-basico-soldados-finlandeses-recorrem-a-mapas-de-papel-para-aprender-a-lidar-com-bloqueios-de-gps.ghtml. Acesso em 11 set 25. (texto adaptado)
A metonímia é um recurso estilístico que consiste na substituição de um termo por outro com o qual mantém uma relação de proximidade ou contiguidade. Em “Canção do Expedicionário” (texto 1), a metonímia se faz presente em vários momentos – “Braços mornos de Moema,” (linha 31); “Venho do verde mais belo,” (linha 55) – numa tentativa de trabalhar com representações simbólicas do Brasil que se quer lembrar e homenagear no texto.
Assinale a alternativa que apresenta um fragmento do texto 2 em que também se tenha utilizado o recurso estilístico da metonímia.
- A“Os desafios trazidos pelos ataques cibernéticos não são exclusivos da guerra na Ucrânia.” (linha 22)
- B“O conflito na Ucrânia tem sido marcado por uma intensa guerra cibernética de ambos os lados.” (linhas 6 e 7)
- C“Apesar disso, o coronel disse que a Finlândia não está abandonando completamente o uso do GPS.” (linha 14)
- D“Ele acrescenta ainda que todos precisam descobrir como sobreviver sem satélites,[...]” (linhas 39 e 40)
- E“E, para os militares, isso significa não apenas desenvolver novas tecnologias, mas também garantir que habilidades básicas sejam preservadas.” (linhas 40 a 42)
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Resolução comentada
Metonímia é a troca de um termo por outro que tenha relação de proximidade com ele: o autor pelo livro, o continente pelo conteúdo, o lugar pelo povo ou governo, a parte pelo todo.
Vamos procurar essa troca em cada fragmento:
- (A) "guerra na Ucrânia": Ucrânia é o país onde a guerra acontece, sentido literal, sem substituição.
- (B) "o conflito na Ucrânia": de novo o lugar do conflito, em sentido próprio.
- (C) "a Finlândia não está abandonando o uso do GPS": quem decide não é o território, e sim o governo ou as Forças Armadas finlandesas. O nome do país (o lugar) foi usado no lugar de quem o representa. Isso é metonímia.
- (D) "sobreviver sem satélites": o termo é literal, refere-se aos satélites mesmos.
- (E) "os militares" e "habilidades básicas": ambos têm sentido próprio.
O fragmento (C) é o único em que o país aparece no lugar de seu governo e de suas instituições, o que é a relação de contiguidade típica da metonímia. Isso lembra o texto 1, em que o Brasil é representado por elementos a ele ligados.
Alternativa C.
Por que as outras alternativas estão erradas
- A"Ucrânia" indica o lugar real da guerra, em sentido literal, sem substituição.
- B"Conflito na Ucrânia" também usa o termo em sentido próprio; não há troca por contiguidade.
- D"Satélites" designa os próprios satélites, sem sentido figurado.
- E"Militares" e "habilidades básicas" estão em sentido literal, sem metonímia.
Assunto: Figuras de palavra: metáfora, comparação e metonímia.
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Fonte: IME 2ª fase 2026 · Português e Inglês. Prova oficial ↗