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PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS

Questão 13 (Português e Inglês) da 2ª fase do IME 2026

Português e Inglês · Português: Período composto: coordenação, orações substantivas, adjetivas e reduzidas

Texto-base das questões 11 a 20 · Português e Inglês

Texto 2

De volta ao básico: soldados finlandeses recorrem a mapas de papel para aprender a lidar com bloqueios de GPS

Soldados finlandeses estão treinando com mapas de papel e bússolas para garantir que consi- gam operar em locais onde a atividade inimiga torne o GPS indisponível. O coronel Matti Honko, comandante do Regimento Jaeger da Guarda Finlandesa, destacou que a ferramenta de navegação por satélite, conhecida como Sistema de Posicionamento Global, ou simplesmente GPS, é vulnerável a interferências. As informações são do Business Insider.

O conflito na Ucrânia tem sido marcado por uma intensa guerra cibernética de ambos os la- dos. Tanto Kiev quanto Moscou utilizam táticas como bloqueio de sinal, falsificação de GPS e outros métodos de interferência remota para confundir e desativar o armamento inimigo. A interferência no GPS, por exemplo, tem causado problemas para os sistemas de combate — desde drones baratos até munições guiadas sofisticadas.

Para garantir segurança e prontidão em locais onde o GPS não é uma opção, os soldados da Guarda Finlandesa estão usando mapas de papel. “Acho que todos reconheceram o fato de que o GPS pode ser falsificado, e você pode não ser capaz de confiar nele”, afirma Honko.

Apesar disso, o coronel disse que a Finlândia não está abandonando completamente o uso do GPS. Em vez disso, os soldados estão sendo ensinados a não depender exclusivamente dele e a aprender a verificar a veracidade dos dados fornecidos pelo sistema, já que podem ser facilmente falsificados e estar fora de sincronia com a situação real.

Honko afirma que esse treinamento está sendo realizado em todo o Exército Finlandês, bem como na Marinha e na Força Aérea do país. Segundo ele, a proximidade da Finlândia com a Rússia obriga o país a treinar alternativas, já que o bloqueio de sinal de GPS é uma estratégia comumente usada em áreas de defesa da cidade vizinha de São Petersburgo, na Rússia.

Os desafios trazidos pelos ataques cibernéticos não são exclusivos da guerra na Ucrânia. No Oriente Médio, por exemplo, a interferência de GPS tem ocorrido nos conflitos entre Israel e grupos aliados do Irã. A tática também tem sido um problema no Mar Vermelho, onde forças navais ocidentais passaram mais de um ano e meio defendendo rotas marítimas de ataques de rebeldes houthis no Iêmen.

Quanto aos militares finlandeses, eles estão monitorando de perto as práticas de guerra eletrônica em constante desenvolvimento e planejando cenários em que essas estratégias possam ser testadas em combate. E não estão sozinhos. Empresas do setor de defesa também estão se certificando de que seus produtos sejam mais resistentes a certos tipos de bloqueios e manipulações. Um exemplo disso é a Saildrone, uma empresa americana que fabrica embarcações de superfície não tripuladas para serviço de forças navais, incluindo a Marinha dos EUA.

Richard Jenkins, fundador e CEO da Saildrone, explicou que a empresa integrou tecnologia aos seus veículos de superfície não tripulados (USVs), permitindo que eles operem em ambientes onde o GPS e as comunicações estão comprometidos ou indisponíveis. Segundo Jenkins, alguns dos drones da empresa operados pelos militares dos EUA no Oriente Médio têm navegado em áreas com sinal falsificado há meses.

Jenkins disse acreditar que esse é o futuro da guerra. “Acho que, em um conflito real, os satélites serão a primeira coisa a desaparecer completamente.” Ele acrescenta ainda que todos precisam descobrir como sobreviver sem satélites, GPS e comunicações. E, para os militares, isso significa não apenas desenvolver novas tecnologias, mas também garantir que habilidades básicas sejam preservadas.

Disponível em https://epocanegocios.globo.com/tecnologia/noticia/2025/06/de-volta-ao-basico-soldados-finlandeses-recorrem-a-mapas-de-papel-para-aprender-a-lidar-com-bloqueios-de-gps.ghtml. Acesso em 11 set 25. (texto adaptado)

Sobre a estruturação do primeiro período do texto, é INCORRETO afirmar que:

  1. A
    se trata de um período composto constituído por cinco orações que se conectam por subordinação, ou seja, há uma relação de dependência sintática entre elas.
  2. B
    a primeira oração, que se estrutura a partir da locução verbal “estão treinando”, funciona como oração principal e não está subordinada a nenhuma outra oração.
  3. C
    a preposição “para” introduz uma oração subordinada adverbial com valor semântico de finalidade.
  4. D
    a conjunção “que” introduz duas orações subordinadas substantivas, estruturadas a partir dos verbos “conseguir” e “operar”, que estão coordenadas entre si.
  5. E
    a última oração do período é subordinada adjetiva, sendo introduzida pelo pronome relativo “onde”.
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Resolução comentada

O primeiro período é: "Soldados finlandeses estão treinando com mapas de papel e bússolas para garantir que consigam operar em locais onde a atividade inimiga torne o GPS indisponível."

Vamos separar as orações, uma por verbo ou locução verbal:

  1. "Soldados finlandeses estão treinando com mapas de papel e bússolas": oração principal.
  2. "para garantir": oração subordinada adverbial final, em forma reduzida de infinitivo.
  3. "que consigam": oração subordinada substantiva objetiva direta, que completa "garantir".
  4. "operar em locais": oração subordinada substantiva reduzida de infinitivo, objeto de "consigam".
  5. "onde a atividade inimiga torne o GPS indisponível": oração subordinada adjetiva, introduzida pelo pronome relativo "onde", que se refere a "locais".

São cinco orações, todas ligadas por subordinação, o que confirma A. A oração 1 é a principal e não depende de nenhuma outra, o que confirma B. "Para" indica finalidade, o que confirma C. A oração 5 é adjetiva, o que confirma E.

A alternativa D afirma que "que" introduz duas orações substantivas coordenadas entre si. Isso está errado: só "consigam" é introduzida por "que". "Operar" é uma oração reduzida de infinitivo, sem conjunção, e está subordinada a "consigam" como complemento verbal (conseguir operar). As duas não são coordenadas, pois não há relação de independência entre elas.

Portanto, a afirmação incorreta é a D.

Alternativa D.

Pegadinha: A alternativa D engana porque "consigam" e "operar" parecem paralelas, mas "operar" é um infinitivo subordinado a "consigam" e não é introduzido por "que".

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AEstá correta: são cinco orações, todas ligadas por subordinação.
  • BEstá correta: a primeira oração é a principal e não depende de nenhuma outra.
  • CEstá correta: "para garantir" é adverbial final.
  • EEstá correta: "onde" é pronome relativo e introduz oração adjetiva que retoma "locais".

Assunto: Período composto: coordenação, orações substantivas, adjetivas e reduzidas.

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Fonte: IME 2ª fase 2026 · Português e Inglês. Prova oficial ↗