Questão 44 da FUVEST 2026

1ª fase

Pintura de uma paisagem com a montanha de Sainte-Victoire ao fundo, sob um céu azul-claro, e campos, árvores e pequenas construções em primeiro plano, representados por pinceladas em tons de verde, amarelo, azul e ocre.

Paul Cézanne. A montanha de Sainte-Victoire, 1904.

Assim também o gênio de Cézanne consiste em fazer com que as deformações de perspectiva, pela disposição de conjunto do quadro, deixem de ser visíveis por si mesmas na visão global e contribuam apenas, como ocorre na visão natural, para dar impressão de uma ordem nascente, de um objeto que surge a se aglomerar sob o olhar. (...) O desenho deve então resultar da cor, se se quer que o mundo seja restituído em sua espessura, pois é uma massa sem lacunas, um organismo de cores, através das quais a fuga da perspectiva, os contornos, as retas, as curvas instalam-se como linhas de força, pois é vibrando que a órbita do espaço se constitui.

Merleau-Ponty. A dúvida de Cézanne.

Merleau-Ponty, filósofo francês do século XX, dedicou um espaço importante em sua filosofia à reflexão sobre a pintura e, em particular, à obra de Paul Cézanne.

Com base na proposição do filósofo e na observação da tela do artista, é correto afirmar que cabe à expressão por meio da pintura

  1. A
    encontrar uma forma de representação pictórica que se sobreponha ao mundo visível.
  2. B
    retratar a realidade, explicitando suas deformações de perspectivas.
  3. C
    fazer aparecer a espessura do mundo, especialmente pela ênfase à cor.
  4. D
    deixar o mundo se revelar, sem o recurso técnico a qualquer mediação.
  5. E
    destacar a cor sobre o desenho, para fazer aparecer as perspectivas.
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