Questão G02 da 2ª fase da FUVEST 2022

2º dia · Geografia

O Sistema Nacional de Meteorologia e demais órgãos responsáveis pelo monitoramento climático do país emitiram alerta de emergência hídrica associado à escassez de precipitação para a região hidrográfica da Bacia do Paraná, que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, para o período de junho a setembro/2021. A análise das chuvas de outubro/2019 a abril/2021 indica que houve predomínio de déficit de precipitação, principalmente a partir de fevereiro/2021.

INMET, 2021. Adaptado.

Com base nas informações apresentadas no texto e em seus conhecimentos sobre os aspectos socioeconômicos dessa região brasileira, responda:

a) Conceitue crise hídrica.

b) Indique dois impactos econômicos negativos resultantes da redução das precipitações.

c) Explique duas medidas de mitigação dos efeitos da crise hídrica que podem ser adotadas pela população residente nessa região.

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Resolução comentada

a) Crise hídrica é a situação em que a disponibilidade de água (em quantidade e/ou qualidade) é insuficiente para atender à demanda da população e das atividades econômicas. Pode ter causa natural, como o déficit de chuvas citado no texto, mas costuma se agravar por fatores humanos: consumo elevado, desperdício, poluição dos mananciais, desmatamento, má gestão e infraestrutura deficiente. Na Bacia do Paraná, região muito populosa e industrializada, a queda das chuvas reduz o nível de rios e reservatórios e pressiona os usos múltiplos da água.

Resposta: situação de escassez de água, por redução da oferta (natural ou por mau uso) ou aumento da demanda, que não atende às necessidades humanas e econômicas.

b) A região é o principal polo agrícola, industrial e energético do país, e depende da água em todos esses setores. Dois impactos:

  1. Queda na produção agropecuária: o déficit de chuvas prejudica lavouras de soja, milho, café, cana-de-açúcar e pastagens, reduzindo safras e elevando os preços dos alimentos.
  2. Aumento do custo da energia: a bacia concentra grandes usinas hidrelétricas (Itaipu, Furnas e outras), e com reservatórios baixos diminui a geração hidrelétrica. É preciso acionar termelétricas, mais caras e poluentes, o que eleva as tarifas (bandeira tarifária) e os custos da indústria.

Outros impactos aceitáveis: prejuízos à navegação na hidrovia Tietê-Paraná e racionamento que afeta a indústria.

Resposta: redução da produção agrícola (perdas de safra e alta de preços) e queda da geração hidrelétrica com aumento do custo da energia.

c) Duas medidas ao alcance da população:

  1. Uso racional e redução do desperdício: banhos mais curtos, consertar vazamentos, reaproveitar água (por exemplo, da máquina de lavar na limpeza de calçadas) e evitar lavar carros e calçadas com mangueira. Isso reduz a demanda e preserva os reservatórios.
  2. Captação e armazenamento de água da chuva em cisternas e caixas, para usos não potáveis (descarga, jardim, limpeza). Isso diminui a dependência do sistema público de abastecimento.

Também seria válido preservar nascentes e matas ciliares e manter a vegetação no entorno de casa, favorecendo a infiltração.

Resposta: economizar e evitar o desperdício de água no cotidiano; captar e reaproveitar água da chuva em cisternas para usos não potáveis.

Assuntos: crise hídrica, bacia hidrográfica do paraná, recursos hídricos e economia.

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