Questão G01 da 2ª fase da FUVEST 2022

2º dia · Geografia

Em 1975, as encostas de uma escarpa na Etiópia (África) foram severamente degradadas pelo pisoteio do gado. A recuperação dessas encostas degradadas pela erosão do solo pode ocorrer se a atividade humana respeitar os ciclos naturais e a resiliência de um ambiente, como mostram as imagens e o gráfico a seguir.

Duas fotografias de encostas de uma escarpa na Etiópia: à esquerda, em 1975, com solo degradado e desprovido de vegetação; à direita, em 2006, com degraus em curvas de nível ou terraceamento e recuperação da vegetação. Gráfico de barras intitulado "Perda de solo por erosão". O eixo vertical indica "% Mudança relativa", variando de 0 a 100. O eixo horizontal apresenta os anos 1975 (barra atingindo 100) e 2006 (barra atingindo aproximadamente 35).

Slaymaker, O., Spencer, T., Embleton-Hamann, C. Geomorphology and Global Environmental Change. Cambridge University Press, 2011. Adaptado.

Com base no exemplo e em seus conhecimentos, responda:

a) O que é resiliência de um ambiente?

b) Segundo os dados apresentados, o que houve com a erosão do solo e qual foi a prática conservacionista utilizada? Explique o que é erosão do solo e exemplifique uma prática agrícola conservacionista diferente da demonstrada na imagem de 2006.

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Resolução comentada

a) Resiliência é a capacidade de um ambiente de absorver uma perturbação, como o pisoteio do gado, o desmatamento ou a poluição, e voltar ao equilíbrio original ou a um equilíbrio semelhante, recompondo solo, vegetação e dinâmica hídrica. Isso só ocorre se a pressão cessar ou diminuir e se o uso respeitar os ciclos naturais, como mostra a escarpa etíope. Há um limite: se a degradação ultrapassar a capacidade de recuperação do ambiente, o dano pode ser irreversível.

Resposta: capacidade de um ambiente de se recuperar, total ou parcialmente, após uma perturbação, desde que o uso humano respeite seus limites e ciclos.

b) O gráfico mostra que a perda de solo por erosão caiu de 100% em 1975 para cerca de 35% em 2006, isto é, uma redução de aproximadamente 65%. A foto de 2006 mostra a prática usada: o terraceamento, com degraus em curvas de nível na encosta. Os degraus diminuem a velocidade do escoamento da água, favorecem a infiltração e retêm sedimentos. Com isso a vegetação voltou a se desenvolver.

Erosão do solo é o processo natural de desgaste, desagregação e transporte de partículas do solo pela água, pelo vento ou pelo gelo. Ele é acelerado pela ação humana quando o solo fica sem cobertura vegetal, como no pastoreio excessivo, no desmatamento e na agricultura mal manejada. Há perda de camada fértil, formação de ravinas e voçorocas e assoreamento dos rios.

Outra prática conservacionista é o plantio em curvas de nível, com fileiras de cultivo perpendiculares ao declive. Também servem a rotação de culturas, o plantio direto (sem revolver o solo, com palhada de cobertura), a cobertura vegetal permanente e a manutenção de matas ciliares.

Resposta: a erosão diminuiu (de 100% para cerca de 35%) com o uso do terraceamento. Erosão é o desgaste e o transporte das partículas do solo por água ou vento. Outro exemplo de prática conservacionista é o plantio direto ou em curvas de nível.

Assuntos: erosão do solo, práticas conservacionistas, resiliência ambiental.

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