Questão G06 da 2ª fase da FUVEST 2016
O estrato entre a crosta e a atmosfera, onde ocorre vida no planeta Terra, caracteriza-se por apresentar trocas de matéria e energia, o que influi na distribuição de biomassa e biodiversidade no planeta. Os fenômenos de radiação solar (R) e de precipitação (P) estão diretamente correlacionados com a distribuição da biomassa e da biodiversidade e variam, em grande medida, latitudinalmente. De modo geral, quanto mais quente e mais úmida for uma região, maiores serão a biomassa e a biodiversidade das espécies; por outro lado, quanto mais fria e mais seca for a região, menores serão tanto a biomassa quanto a biodiversidade das espécies.
a) Com base nas informações fornecidas e em seus conhecimentos, represente no gráfico da página de resposta a localização do extremo com maior biomassa e biodiversidade e os dois extremos com menor biomassa e biodiversidade. Para a representação, utilize a legenda indicada.
b) Indique outro fator, além da radiação solar e da precipitação, que pode afetar a distribuição de biomassa e de biodiversidade no planeta. Explique, apontando dois exemplos.
Reportar erro na questão
Resolução comentada
a) O gráfico da página de resposta não aparece aqui, mas o raciocínio de localização é este. A radiação solar (R) diminui do equador para os polos, porque a incidência dos raios fica mais inclinada. A precipitação (P) varia com a latitude de outra forma: é máxima na zona equatorial, onde a convergência intertropical (baixa pressão) favorece chuvas convectivas, e mínima nos desertos subtropicais, em torno de 20° a 30° de latitude, onde há alta pressão. Aumenta de novo nas latitudes médias e volta a cair nas regiões polares.
O critério do enunciado é: quanto mais quente e úmido, maior a biomassa e a biodiversidade.
- Maior biomassa e biodiversidade: a região com R e P altas, ou seja, a faixa equatorial (latitude próxima de 0°), com a Floresta Equatorial (Amazônica, do Congo, do Sudeste Asiático).
- Menor biomassa e biodiversidade, extremo 1: as regiões polares (latitudes próximas de 90° N e S), onde R é muito baixa, o frio é intenso e a precipitação é baixa. Aí estão a tundra e as calotas polares.
- Menor biomassa e biodiversidade, extremo 2: os desertos quentes, nas latitudes subtropicais (cerca de 20° a 30° N e S). Ali R é alta, mas P é mínima, como no Saara e no Atacama.
No gráfico, marque o máximo no equador e os dois mínimos nos polos e nas faixas desérticas subtropicais, conforme a legenda.
Máximo no equador (R e P altas); mínimos nos polos (frio e seco) e nos desertos subtropicais (quente, mas seco).
b) Outro fator importante é a altitude (relevo), que altera a temperatura: ela cai cerca de 0,6 °C a cada 100 m, e a distribuição da vegetação e da fauna acompanha isso. O relevo também condiciona a umidade, por meio das chuvas orográficas e das sombras de chuva.
Exemplos:
- Nos Andes e no Himalaia, mesmo em baixas latitudes, a biomassa e a biodiversidade diminuem com a altitude, passando de floresta a campos de altitude, depois a vegetação rasteira e por fim a neve e o gelo.
- Na Serra do Mar, a vertente voltada para o oceano recebe chuvas orográficas e abriga a Mata Atlântica densa. Já o lado oposto, a sotavento, é mais seco e tem vegetação menos exuberante.
Outros fatores aceitos seriam as correntes marítimas (a corrente de Humboldt contribui para o deserto do Atacama), os solos e a ação humana.
Altitude/relevo, com exemplos como os Andes (ou Himalaia) e a Serra do Mar.
Assuntos: biomassa e biodiversidade, clima e latitude, fatores climáticos.
Reportar erro na resolução
Ver como caiu na prova