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PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS

Questão 52 do ENEM 2001

Prova · Matemática: Tabelas e distribuição de frequências

A tabela apresenta a taxa de desemprego dos jovens entre 15 e 24 anos estratificada com base em diferentes categorias.

Região Homens Mulheres
Norte 15,3 23,8
Nordeste 10,7 18,8
Centro-Oeste 13,3 20,6
Sul 11,6 19,4
Sudeste 16,9 25,7
Grau de Instrução
Menos de 1 ano 7,4 16,1
De 1 a 3 anos 8,9 16,4
De 4 a 7 anos 15,1 22,8
De 8 a 10 anos 17,8 27,8
De 11 a 14 anos 12,6 19,6
Mais de 15 anos 11,0 7,3

Fonte: PNAD/IBGE, 1998.

Considerando apenas os dados acima e analisando as características de candidatos a emprego, é possível concluir que teriam menor chance de consegui-lo,

  1. A
    mulheres, concluintes do ensino médio, moradoras da cidade de São Paulo.
  2. B
    mulheres, concluintes de curso superior, moradoras da cidade do Rio de Janeiro.
  3. C
    homens, com curso de pós-graduação, moradores de Manaus.
  4. D
    homens, com dois anos do ensino fundamental, moradores de Recife.
  5. E
    mulheres, com ensino médio incompleto, moradoras de Belo Horizonte.
Escolha uma alternativa para conferir o gabarito.
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Resolução comentada

Quanto maior a taxa de desemprego do grupo, menor a chance de conseguir emprego. Então devemos achar, entre as alternativas, o grupo que combina as taxas mais altas na tabela.

Primeiro, associe cada característica a uma linha da tabela:

  1. São Paulo e Rio de Janeiro, Belo Horizonte: região Sudeste. Manaus: Norte. Recife: Nordeste.
  2. Concluintes do ensino médio: 11 anos de estudo, faixa de 11 a 14 anos.
  3. Ensino médio incompleto: menos de 11 anos de estudo, ou seja, faixa de 8 a 10 anos.
  4. Curso superior ou pós-graduação: mais de 15 anos de estudo.
  5. Dois anos do ensino fundamental: faixa de 1 a 3 anos.

Agora compare as taxas:

  • (A) Mulheres, 11 a 14 anos: 19,6; Sudeste: 25,7.
  • (B) Mulheres, mais de 15 anos: 7,3; Sudeste: 25,7.
  • (C) Homens, mais de 15 anos: 11,0; Norte: 15,3.
  • (D) Homens, 1 a 3 anos: 8,9; Nordeste: 10,7.
  • (E) Mulheres, 8 a 10 anos: 27,8; Sudeste: 25,7.

A alternativa E reúne as maiores taxas nas duas categorias (27,8 e 25,7), todas acima das demais combinações. Assim, essas candidatas têm a menor chance de conseguir emprego.

Alternativa E.

Pegadinha: A alternativa A engana ao tomar 'concluintes do ensino médio' (11 a 14 anos) por uma faixa de alto desemprego, quando o ensino médio incompleto (8 a 10 anos) é que tem as maiores taxas.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • ATaxa de 19,6 para 11 a 14 anos de estudo é menor que os 27,8 de quem tem 8 a 10 anos.
  • BMulheres com mais de 15 anos de estudo têm só 7,3, a menor taxa da tabela, ou seja, a maior chance.
  • CHomens com pós-graduação (11,0) em região Norte (15,3) têm taxas baixas.
  • DHomens com 1 a 3 anos (8,9) no Nordeste (10,7) têm taxas entre as mais baixas.

Assunto: Tabelas e distribuição de frequências.

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