Questão 69 do ENEM PPL 2018
Existe uma concorrência global, forçando redefinições constantes de produtos, processos, mercados e insumos econômicos, inclusive capital e informação.
CASTELLS, M. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
Nos últimos anos do século XX, o sistema industrial experimentou muitas modificações na forma de produzir, que implicaram transformações em diferentes campos da vida social e econômica. A redefinição produtiva e seu respectivo impacto territorial ocorrem no uso da
- Atécnica fordista, com treinamento em altas tecnologias e difusão do capital pelo território.
- Blinha de montagem, com capacitação da mão de obra em países centrais e aumento das discrepâncias regionais.
- Crobotização, com melhorias nas condições de trabalho e remuneração em empresas no Sudeste asiático.
- Dprodução just in time, com territorialização das indústrias em países periféricos e manutenção das bases de gestão nos países centrais.
- Efabricação em grandes lotes, com transferências financeiras de países centrais para países periféricos e diminuição das diferenças territoriais.
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Resolução comentada
O texto de Castells trata da economia globalizada, em que a concorrência força a redefinição constante de produtos, processos, mercados e capital. No fim do século XX isso corresponde à passagem do fordismo para a produção flexível, ou toyotismo, cujo símbolo é o sistema just in time: produz-se só o que a demanda pede, sem grandes estoques.
A questão pede a alternativa que una a nova forma de produzir ao seu impacto territorial. Passo a passo:
- Fordismo, linha de montagem e fabricação em grandes lotes são o modelo antigo, de produção em massa e estoques. Não representam a redefinição produtiva recente. Isso elimina A, B e E.
- A alternativa C atribui à robotização melhores condições de trabalho e remuneração no Sudeste asiático. Isso não procede: a automação tende a reduzir empregos, e a mão de obra asiática ficou conhecida pelos salários baixos.
- Na alternativa D, a produção flexível permitiu fragmentar as etapas produtivas e instalar fábricas em países periféricos, onde a mão de obra é mais barata e há incentivos fiscais. As sedes, a pesquisa e o comando financeiro e tecnológico ficaram nos países centrais.
O resultado é a descentralização da produção com centralização da gestão, exatamente o que a alternativa D descreve.
Alternativa D.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AO fordismo é o modelo anterior, de produção em massa, e não a redefinição produtiva do fim do século XX.
- BA linha de montagem é fordista, e a capacitação da mão de obra não é o traço central da reestruturação produtiva.
- CA robotização não trouxe melhores salários e condições de trabalho no Sudeste asiático, onde predominam salários baixos.
- EGrandes lotes são fordistas, e a transferência de fábricas não diminuiu as desigualdades territoriais.
Assuntos: toyotismo, globalização, divisão internacional do trabalho.
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