Questão 105 do ENEM PPL 2013

Lucio, Beto e Oscar: a cadeira e as poltronas de Sérgio Rodrigues, de linhas inspiradas na simplicidade brasiliense.
Foto: Acervo Sérgio Rodrigues.
A revolução estética brasiliense empurrou os designers de móveis dos anos 1950 e início dos 60 para o novo. Induzidos a abandonar o gosto rebuscado pelo colonial, a trocar Ouro Preto por Brasília, eles criaram um mobiliário contemporâneo que ainda hoje vemos nas lojas e nas salas de espera de consultórios e escritórios. Colada no uso de madeiras nobres, como o jacarandá e a peroba, e em materiais de revestimento como o couro e a palhinha, desenvolveu-se uma tendência feita de linhas retas e curvas suaves, nos moldes da capital no Cerrado.
Disponível em: http://veja.abril.com.br. Acesso em: 29 jul. 2010 (adaptado).
A reportagem e a fotografia apresentam os móveis elaborados pelo artista Sérgio Rodrigues, com um estilo que norteou o pensamento de uma geração, desafiando a arte a
- Aevidenciar um novo conceito estético por meio de formas e texturas inovadoras.
- Badaptar os móveis de Brasília aos modelos das escolas europeias do início do século XX.
- Celaborar a decoração dos palácios da nova capital do Brasil com conceitos de linha e perspectiva.
- Dprojetar para os palácios e edifícios da nova capital do Brasil a beleza do mobiliário típico de Minas Gerais.
- Ecriar o mobiliário para a capital do país com base no luxo e na riqueza dos edifícios públicos brasileiros.
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Resolução comentada
O texto diz que a "revolução estética brasiliense" levou os designers a abandonar o gosto rebuscado pelo colonial ("trocar Ouro Preto por Brasília") e a criar um mobiliário contemporâneo, feito de linhas retas e curvas suaves, com madeiras nobres e revestimentos como couro e palhinha.
A fotografia confirma isso: a cadeira e as poltronas têm estrutura simples, linhas retas, braços e encostos geométricos, e combinam materiais diferentes, como madeira escura, estofado claro e palhinha no encosto.
Assim, a arte foi desafiada a criar algo novo, com um conceito estético próprio, expresso em formas e texturas inovadoras.
Conferindo as demais:
- Não se fala em adaptar modelos europeus; o texto trata de novidade ligada a Brasília.
- Não se trata da decoração dos palácios, e sim de móveis que chegaram às lojas e consultórios.
- O mobiliário mineiro (Ouro Preto) é justamente o estilo colonial que foi abandonado.
- Luxo e riqueza contrariam a simplicidade das linhas descrita no texto.
Alternativa A.
Por que as outras alternativas estão erradas
- BO texto não menciona escolas europeias; fala de ruptura e novidade brasiliense.
- COs móveis não se limitam à decoração de palácios, e o texto não trata de perspectiva.
- DO estilo mineiro (Ouro Preto, colonial) é justamente o que foi abandonado.
- EContradiz a simplicidade de linhas retas e curvas suaves, sem luxo rebuscado.
Assuntos: design de mobiliário, arte brasiliense, interpretação de texto e imagem.
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