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levou 13 s
Como pensou
A alternativa correta é C. Camões aproxima o assassinato de Inês de Castro do banquete atroz em que Atreu serve a Tiestes a carne dos próprios filhos:
“Bem puderas, ó Sol, da vista destes,
Teus raios apartar aquele dia,
Como da seva mesa de Tiestes”
Segundo o texto II, o crime de Atreu foi tão terrível que fez o Sol alterar sua marcha, deixando o mundo em trevas. No poema, o narrador afirma que o Sol também poderia ter ocultado seus raios diante da morte de Inês. Assim, a comparação equipara o horror dos dois acontecimentos, apresentando-os como barbáries capazes de romper simbolicamente a harmonia universal.
As demais alternativas extrapolam ou distorcem essa relação:
- A: transforma a comparação mitológica em continuidade da herança dos tantálidas, o que não é sustentado pelo poema.
- B: transfere para o episódio camoniano a análise sobre a fragilização do governo presente no texto II, sem que esse seja o sentido da alusão.
- D: a referência a Atreu condena a atrocidade, não justifica a vingança posterior de D. Pedro.
- E: a onisciência divina aparece no relato sobre Tântalo, mas não constitui o foco da intertextualidade; tampouco a alusão comprova apropriação da estrutura dramática.
Resposta: C
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levou 16 s
Como pensou
**Evaluating Portuguese response structure**
I need to provide an articulate Portuguese response comparing the invocation of the sun fleeing from Atreu's food during a cosmic rupture. I could write maybe three paragraphs and list some eliminations if needed. It's crucial to distinguish sources without direct quotes from Seneca. I should incorporate a main idea with a quote, simplifying things. Also, I'll aim for a response of about 200 words in Portuguese while focusing on clarity without being overly complicated.**Analyzing the statement**
I’m thinking about this statement. It seems to address the idea that it’s not about genealogical ties but rather political consequences and legitimizing revenge within a dramatic structure. I feel like I need to clarify this further. Maybe I can expand on the relationship between these elements and discuss how they play a role in the drama. Overall, I want to convey that there's enough here to consider without overcomplicating things.
A alternativa correta é C. Camões aproxima o assassinato de Inês de Castro da atrocidade do banquete em que Atreu serviu a Tiestes a carne dos próprios filhos:
“Bem puderas, ó Sol, da vista destes,
Teus raios apartar aquele dia,
Como da seva mesa de Tiestes,
Quando os filhos por mão de Atreu comia!”
Segundo o texto II, o banquete foi tão terrível que fez o Sol alterar sua marcha, deixando o mundo em trevas. Ao afirmar que o astro também deveria ter retirado seus raios diante da morte de Inês, o narrador equipara o horror dos dois crimes: ambos constituem uma barbárie capaz de perturbar a própria ordem da natureza.
As demais alternativas extrapolam essa relação intertextual:
- A: não há vínculo de herança entre Inês e a dinastia dos tantálidas.
- B: o trecho não demonstra consequências do assassinato para a estabilidade do governo.
- D: a comparação condena a violência, não justifica a vingança de D. Pedro.
- E: a referência mitológica não comprova apropriação da estrutura dramática nem tem como foco a onisciência divina.
Resposta: C
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levou 17 s
Como pensou
**Analyzing cosmic themes**
I'm thinking about how horror might relate to cosmic harmony. There's a strong chance that D's justification for vengeance through Atreus's fury highlights crimes against innocents for past treacheries. Although D Pedro isn’t mentioned in this excerpt, I need to compare the exact text. The stanza refers to the Sun turning away from Thyestes’ feast, evoking horror at Inês's murder, paralleling Atreus' act of violence against his nephews. Both acts suggest a breakdown of universal harmony, while exploring intertextuality between Inês and Atreus is intriguing.**Considering Tantalid themes**
I'm pondering the idea of the Tantalid inheritance of torments. The second text describes Thyestes and his lineage, which seems significant. Meanwhile, the first text brings to mind the infamous table of Thyestes, which introduces themes of betrayal and tragedy. I’m curious how these connections reveal the cyclical nature of suffering within the Tantalid mythos. The interplay between lineage and horrific events might also suggest a deeper commentary on destiny and familial curses.
No texto I, Camões evoca o banquete de Tiestes — no qual Atreu serviu os próprios filhos ao irmão — para dar a medida do horror da morte de Inês. A imagem de o Sol afastar seus raios diante dos dois acontecimentos sugere que ambos constituem atos de barbárie capazes de ferir a ordem universal, como afirma a alternativa C.
Resposta: C
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A questão pede que se analise a intertextualidade no Texto I (episódio de Inês de Castro, em Os Lusíadas) à luz do Texto II (comentário sobre Tiestes, de Sêneca).
No excerto camoniano, o narrador invoca o Sol: "Bem puderas, ó Sol, da vista destes, / Teus raios apartar aquele dia, / Como da seva mesa de Tiestes, / Quando os filhos por mão de Atreu comia!". Ou seja, a morte de Inês é comparada ao banquete em que Atreu serve a Tiestes os próprios filhos — atrocidade que, segundo o Texto II, "faz o próprio sol retomar sua marcha, deixando o mundo em trevas". A função da alusão mitológica é, portanto, hiperbolizar o horror do crime cometido contra Inês: ambos os atos são tão bárbaros que a própria ordem natural (o Sol) deveria recuar diante deles, rompendo a harmonia do universo.
Análise das alternativas:
- A) Inês não é descendente dos tantálidas; não há "herança de suplícios" nem "arbítrio de governantes" que inviabilize a paz social no episódio. Incorreta.
- B) O poema não discute fragilização da governança nem "caos" político; a comparação é de intensidade do horror, não de consequências institucionais. Incorreta.
- C) Descreve exatamente a função da intertextualidade: equiparar o horror da morte de Inês à atrocidade do banquete de Atreu, barbárie que rompe a ordem/harmonia universal (o Sol deveria ocultar seus raios). Correta.
- D) O excerto não trata da vingança posterior de D. Pedro, e o crime contra Inês (inocente, "mansa ovelha") não é apresentado como justificado. Incorreta.
- E) Não há apropriação da estrutura dramática nem análise da onisciência divina; a referência é uma alusão/comparação mitológica. Incorreta.
Resposta: C
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levou 9 s
Como pensou
Camões invoking the Sun turning away its rays, as it did from Thyestes' table, equates Inês's death to Atreus's horrific banquet—a barbarity that breaks cosmic harmony. That points to answer C. Checking the alternatives: A fails since Inês isn't part of the Tantalid lineage, B overstates the passage as addressing governance chaos, and D isn't supported by the text either.
Raciocínio
O ponto de contato entre os textos está na estrofe: "Bem puderas, ó Sol, da vista destes, / Teus raios apartar aquele dia, / Como da seva mesa de Tiestes, / Quando os filhos por mão de Atreu comia!". Camões invoca o Sol e afirma que ele deveria ter desviado seus raios da morte de Inês, assim como, no mito, recuou diante do banquete atroz de Atreu. O Texto II confirma esse dado: o espetáculo "faz o próprio sol retomar sua marcha, deixando o mundo em trevas".
A intertextualidade, portanto, põe o assassinato de Inês no mesmo patamar de horror do banquete de Atreu. Os dois são crimes tão monstruosos que deveriam abalar a própria ordem do cosmo. Isso corresponde à alternativa C.
Por que as outras alternativas estão erradas
- A: Inês não pertence à dinastia dos tantálidas. O poema faz uma comparação, e não afirma nenhuma herança ou desdobramento dessa linhagem.
- B: O excerto camoniano não trata da fragilização da governança nem do caos político. Essa leitura transfere ao poema a tese do Texto II.
- D: O poema não justifica crime algum. Inês é apresentada como vítima inocente, e não há traição ou usurpação prévia que a ligue a Tiestes.
- E: A onisciência divina aparece no mito de Tântalo, que está no Texto II e não no excerto camoniano. Além disso, "comprova" é uma generalização indevida.
Resposta: C
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levou 6 s
Como pensou
O excerto do Canto III de Os Lusíadas narra a morte de Inês de Castro. Camões compara o episódio a outras atrocidades míticas: o sacrifício de Polixena e o banquete de Tiestes, em que Atreu serve a Tiestes os filhos dele. Na comparação, o poeta invoca o Sol, que na tragédia de Sêneca retrocede diante do horror, e pede que ele afaste os raios daquele dia. Os vales, por sua vez, repetem o nome de Pedro. O horror do assassinato de Inês, inocente e indefesa, é assim equiparado ao crime de Atreu, e a natureza inteira reage a ele. Esse movimento do cosmos, com o Sol que se retira, indica uma barbárie que rompe a ordem natural, ou seja, a harmonia universal.
Análise das alternativas:
- A: Camões não sugere que o martírio de Inês seja desdobramento da herança dos tantálidas. Ele apenas compara os dois casos. Errada.
- B: Não se pode dizer que haja "caos" ou repetição da tragédia de Sêneca no governo lusitano. O texto trata de uma comparação de horror, não de colapso da governança. Errada.
- C: Corresponde à leitura feita acima. A morte de Inês é equiparada ao banquete de Atreu, e a reação do Sol e da natureza mostra uma barbárie que rompe a ordem universal. Correta.
- D: O episódio de Atreu não justifica a vingança de D. Pedro, e Inês não cometeu traições nem usurpações. Errada.
- E: O texto não analisa a onisciência divina, e a epopeia não "comprova" nada sobre o gênero. Errada.
Resposta: C
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levou 21 s
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The question is in Portuguese. It concerns an excerpt from Os Lusíadas and a text about Seneca's Thyestes.
The excerpt from Canto III of Os Lusíadas compares Inês de Castro's death to the sacrifice of Polyxena and the cannibalism of Tiestes. This comparison is central to identifying the correct intertextual statement.
The excerpt also mentions the cry of Inês de Castro for her Pedro. Text II describes how Atreus killed his brother's children and served them in a banquet, causing the sun to turn back. The question asks which statement about intertextuality in Camões' epic is correct.
The four options are being evaluated. One links Inês's martyrdom to the Tantalid dynasty's inherited torments. Another suggests the Lusitanian episode blurs justice and tyranny, repeating Seneca's chaos. A third equates Inês's death with Atreus's banquet as a universal barbarity. The fourth justifies subsequent vengeance.
Option D frames Pedro's vengeance through Atreus's fury, suggesting the crime against innocents justified prior betrayals and usurpations. Option E claims the epic genre uses dramatic structure to analyze divine omniscience in the face of cruel monarchs' atrocities. The intertextual link is specifically drawn from Camões' apostrophe to the Sun, which should have withdrawn its rays from witnessing Inês's murder, just as it did during Thyestes's cannibalistic banquet.
The intertextual link equates Inês's death with Thyestes's cannibalism. Both acts disrupt universal harmony and cause the sun to withdraw its rays. This supports option C. Option A is incorrect because Inês's martyrdom does not represent an inheritance from the Tantalid dynasty.
Option B is incorrect. The comparison focuses on horror rather than the fading of justice and tyranny in the Lusitanian episode.
Option D is incorrect. The intertextual reference does not justify Pedro's vengeance through Atreus's fury.
O excerto de Camões invoca o Sol para que desviasse os raios da morte de Inês, tal como fizera diante da “seva mesa de Tiestes”, em que este comeu os próprios filhos por obra de Atreu. O Texto II esclarece que esse banquete foi tão atroz que o próprio Sol interrompeu o curso e deixou o mundo em trevas. A intertextualidade, portanto, aproxima os dois horrores e os apresenta como barbáries capazes de romper a ordem cósmica (a “harmonia universal”).
As demais alternativas extrapolam o cotejo: não há herança dos tantálidas no martírio de Inês (A), nem tese sobre fragilização da governança (B), nem justificativa da vingança de D. Pedro pela fúria de Atreu (D), nem apropriação da estrutura dramática para discutir a onisciência divina (E).
Resposta: C
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levou 11 s
Como pensou
A questão pede para analisar a intertextualidade na epopeia camoniana com base nos textos I e II.
Texto I: Excerto do Canto III de Os Lusíadas, que narra o martírio de Inês de Castro. Há referências a Polixena (filha de Príamo, sacrificada sobre o túmulo de Aquiles), e depois uma comparação com o banquete de Tieste (verso: "Como da seva mesa de Tiestes, / Quando os filhos por mão de Atreu comia!"). O sol é chamado a apartar seus raios daquele dia, como no banquete de Tieste. A morte de Inês é comparada à flor cortada.
Texto II: Fala sobre a tirania e o desvanecimento da linha entre justiça e arbítrio. Menciona a tragédia "Tieste" de Sêneca, o mito dos tantálidas, o banquete de Atreu (onde Atreu mata os filhos de Tieste e os serve em um banquete). Fala de fúria selvagem, insaciável, etc.
Agora analisando as alternativas:
A) sugere que o martírio de Inês é um desdobramento da herança de suplícios da dinastia dos tantálidas, em que o arbítrio dos governantes inviabiliza a paz social.
- No texto I, a referência a Tieste é uma comparação (intertextualidade) para ilustrar o horror do assassinato de Inês, mas não sugere que é um desdobramento da herança dos tantálidas. Inês não faz parte dessa dinastia. A comparação é apenas para enfatizar a atrocidade, pedindo que o sol esconda seus raios como fez no banquete de Tieste. Portanto, "desdobramento da herança de suplícios da dinastia dos tantálidas" é incorreto.
B) demonstra que o desvanecimento da linha entre justiça e tirania no episódio lusitano fragiliza a governança, repetindo o caos da tragédia de Sêneca.
- O texto II fala sobre a tirania em geral e usa Tieste como exemplo. No episódio de Inês, há arbítrio (o rei Afonso IV manda matá-la), mas o texto de Camões não discute a governança em si, mas critica a crueldade. A intertextualidade com Tieste é uma analogia poética para expressar o horror. Não necessariamente "repete o caos da tragédia de Sêneca" no sentido de governança. Além disso, a alternativa fala de "episódio lusitano", que é a morte de Inês. Mas o foco da intertextualidade é a atrocidade, não a questão da governança.
C) equipara o horror da morte de Inês à atrocidade do banquete de Atreu, indicando que ambos os atos representam uma barbárie que rompe a harmonia universal.
- No texto I, o eu lírico invoca o sol para se esconder, assim como fez no banquete de Tieste. A comparação é justamente para equiparar o horror. Ambos são atos bárbaros que rompem a harmonia (o sol se esconde). Esta parece ser a alternativa correta.
D) justifica a posterior vingança de D. Pedro sob a ótica da fúria de Atreu, enfatizando que o crime contra inocentes serviu para punir traições e usurpações prévias.
- O texto I não menciona a vingança de D. Pedro. A comparação com Atreu é sobre o banquete, não sobre a vingança posterior. D. Pedro de fato vingou Inês depois (matando os assassinos), mas o texto não fala disso. E a fúria de Atreu no mito é contra Tieste por causa da traição (Tieste seduziu a esposa de Atreu), mas no caso de Inês, ela é inocente. A alternativa distorce.
E) comprova que o gênero épico se apropria da estrutura dramática para analisar a onisciência divina diante de atrocidades praticadas por monarcas cruéis.
- O texto I é épico, mas usa uma referência trágica (Tieste) como intertexto. Não é sobre "onisciência divina", mas sobre o sol (Apolo) que testemunha. A estrutura dramática não é apropriada, é apenas uma referência. Além disso, não analisa onisciência divina.
Portanto, a alternativa correta é a C.
Vamos revisar a C: "equipara o horror da morte de Inês à atrocidade do banquete de Atreu, indicando que ambos os atos representam uma barbárie que rompe a harmonia universal." Isso está de acordo com o texto I, que pede ao sol que se esconda como fez no banquete de Tieste, estabelecendo uma equivalência de horror. E o texto II fala da barbárie e do sol que retoma sua marcha deixando o mundo em trevas. A harmonia universal é rompida.
Resposta: C.
A questão aborda a intertextualidade na epopeia camoniana, especialmente no episódio do martírio de Inês de Castro (Canto III de Os Lusíadas). O Texto I traz uma comparação explícita entre a morte de Inês e o banquete de Atreu (mito de Tieste), ao invocar o Sol para que esconda seus raios, tal como fez naquele episódio de horror. O Texto II, ao discutir a tragédia Tieste, de Sêneca, contextualiza a atrocidade do banquete como uma barbárie que rompe a ordem e a harmonia.
Analisando as alternativas:
- A está incorreta, pois Inês não pertence à dinastia dos tantálidas; a referência é analógica, não genealógica.
- B distorce a função da intertextualidade: o episódio lusitano não "repete o caos" da tragédia de Sêneca no plano da governança, mas serve como paralelo poético para expressar o horror.
- C é a correta: Camões equipara o horror da morte de Inês à atrocidade do banquete de Atreu, ambos configurando uma barbárie que rompe a harmonia universal (o Sol esconde-se, a natureza se comove).
- D fala de vingança de D. Pedro, tema ausente no excerto e na comparação com Atreu.
- E menciona "onisciência divina" e "estrutura dramática", conceitos que não correspondem ao uso feito por Camões no trecho.
Resposta: C
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**Analyzing the Texts**
I'm currently engaged with two texts and a multiple-choice question with five options. I've begun to carefully read the provided texts. My initial focus is on the excerpt from Canto III of *Os Lusíadas*, specifically the stanzas concerning Inês de Castro's assassination, drawing parallels to Polixena's sacrifice.
**Considering the Comparisons**
I am now focusing on the parallels between the provided text excerpts and Seneca's *Tiestes*. The brutality described in both contexts, Inês de Castro's assassination and Tiestes's tragic fate, are increasingly salient. I am analyzing how the dramatic genre is used to highlight the atrocities of tyrannical power and arbitrary justice. The comparison between the two texts, using the common themes, is proving fruitful.
**Examining the Intertextuality**
I'm now focusing on the intertextuality, particularly the direct relationship between the texts concerning the sun's reaction. Camões's invocation of the sun in *Os Lusíadas* mirrors the description in Seneca's *Tiestes*. The parallels in the imagery, specifically the sun recoiling from the horrific events, are becoming much more prominent. I'm exploring how both authors use this motif to emphasize the gravity and unnaturalness of the atrocities.
**Evaluating the Options**
I've just finished reviewing the provided multiple-choice options. Option A is off-base; the reference to Tiestes isn't about genetic inheritance, but a comparison. Option B feels vague and doesn't quite fit the context. I'm focusing on the need for more precision in understanding the relationship between the texts and the questions posed.
**Interpreting the Cosmic Horror**
My focus is now on the cosmic horror comparison, primarily the shared imagery of the sun reacting to the atrocities described. The referenced intertextuality emphasizes the Sun's recoil in both scenarios as a central symbol. I see that the shared imagery of the Sun recoiling from Inês's death and Atreus's banquet of Tiestes highlights how these events disrupt the cosmic/universal order, and this is the core of the intertextual reference.
Com base na leitura e no cotejo dos dois textos, a referência intertextual feita por Camões em Os Lusíadas encontra-se nos seguintes versos:
“Bem puderas, ó Sol, da vista destes,
Teus raios apartar aquele dia,
Como da seva mesa de Tiestes,
Quando os filhos por mão de Atreu comia!”
O Texto II elucida esse episódio mitológico, destacando que o banquete oferecido por Atreu foi um “espetáculo tão terrível que faz o próprio sol retornar sua marcha, deixando o mundo em trevas”.
Dessa forma, Camões equipara a atrocidade do assassinato de Inês de Castro ao banquete de Atreu: em ambas as situações, a crueldade humana é tão desmedida e chocante que provoca uma reação na própria natureza (o Sol recuar ou ocultar a sua luz), quebrando a ordem e a harmonia universal.
Portanto, a alternativa correta é a C.
Resposta: C
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levou 32 s
Como pensou
**Analyzing Textual Differences**
My current focus is on meticulously comparing the two provided excerpts. I'm dissecting each sentence, identifying nuanced variations in phrasing and detail to pinpoint the precise points of divergence.
**Observing Stylistic Parallels**
I'm closely examining Camões' description of Inês de Castro's murder, particularly the striking comparison he draws to the sun's aversion to the cannibalistic feast in Seneca's *Thyestes*. This parallel between Inês's sacrifice and the gruesome banquet is proving to be a pivotal point of comparison.
**Uncovering Thematic Connections**
I'm now integrating the analyses of both texts. The vivid imagery of Inês de Castro's demise and the chilling account of Thyestes' fate, particularly the cyclical nature of violence and its roots in familial betrayal and divine retribution, are becoming increasingly apparent as key thematic links.
**Connecting Mythological Parallels**
I'm confirming the direct intertextual link Camões established by referencing the Atreus and Thyestes myth. The gruesome banquet and the sun's aversion to it, as described in both texts, highlight the unnatural horror of Inês's murder.
**Synthesizing Thematic Threads**
I'm now consolidating the identified thematic links. The parallels between Inês's tragic end and the horrors of the Thyestes myth, particularly regarding divine displeasure and the disruption of natural order, are solidifying into a cohesive understanding of the texts' shared concerns.
**Refining Textual Interpretation**
I'm now distinguishing the specific focus of Camões' intertextual reference. Unlike Seneca's exploration of political decay, my analysis confirms Camões emphasizes the extreme horror and cruelty of Inês's murder, equating its barbarity to the Thyestes myth and its disruption of universal harmony.
**Refining Intertextual Connections**
I'm clarifying how Camões uses the Thyestes myth. My current thought is that the extreme barbarity of Inês's murder is so profound it causes cosmic disruption, like the sun hiding its rays, mirroring the natural world reacting to unnatural horror, rather than justifying Pedro's vengeance.
Para resolver a questão, devemos analisar como ocorre o diálogo intertextual entre o trecho de Os Lusíadas (Texto I) e o artigo sobre a tragédia Tiestes, de Sêneca (Texto II).
No Texto I, na terceira estrofe do excerto (Canto III, estrofe 133), o eu lírico camoniano dirige uma apóstrofe ao Sol diante do brutal assassinato de Inês de Castro:
"Bem puderas, ó Sol, da vista destes,
Teus raios apartar aquele dia,
Como da seva mesa de Tiestes,
Quando os filhos por mão de Atreu comia!"
No Texto II, o último parágrafo contextualiza exatamente esse episódio mitológico: para se vingar do irmão Tiestes, Atreu mata os próprios sobrinhos e os serve em um "banquete atroz que promove a Tiestes, espetáculo tão terrível que faz o próprio sol retomar sua marcha, deixando o mundo em trevas".
A partir do cotejo entre os dois textos, analisemos as alternativas:
- A) Incorreta. A alusão mitológica em Camões funciona como uma comparação poética (símile) para dimensionar a crueldade do crime contra Inês, e não como uma relação genealógica ou de continuidade histórica ("desdobramento da herança") da dinastia de Tântalo.
- B) Incorreta. Embora o Texto II aborde a tirania e a fragilização do governo no teatro de Sêneca, o excerto camoniano (Texto I) foca no lirismo trágico, na inocência de Inês e na brutalidade física dos algozes, sem desenvolver, nessa passagem intertextual, uma tese sobre a fragilização da governança lusitana.
- C) Correta. Ao afirmar que o Sol deveria ter desviado seus raios diante da morte de Inês tal como fez diante do banquete de Tiestes promovido por Atreu, Camões equipara o horror de ambos os crimes. O recuo do Sol diante da cena simboliza que tamanha barbárie humana ofende a própria natureza, rompendo a ordem e a harmonia cósmica/universal.
- D) Incorreta. A comparação com a atrocidade de Atreu recai sobre o ato dos assassinos de Inês ("os brutos matadores"), e não sobre a futura vingança de D. Pedro.
- E) Incorreta. O poema épico faz uma alusão temática ao mito clássico, sem se apropriar da estrutura formal do gênero dramático. Além disso, o teste à "onisciência divina" diz respeito ao mito de Tântalo (mencionado apenas no Texto II), não figurando no excerto de Camões.
Resposta: C