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A palavra “favela”, que originalmente nomeava uma árvore, passou a designar também um tipo de povoamento urbano. Como o sentido botânico foi mantido e um novo sentido surgiu, ocorreu uma ampliação semântica.
Essa mudança se deu por metonímia, pela relação de contiguidade entre a árvore, o local onde ela estava e as moradias ali construídas: o nome da planta passou ao Morro da Favela e, posteriormente, a outras áreas de ocupação semelhante.
Resposta: A
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A palavra “favela”, que originalmente nomeava uma árvore, passou a denominar o morro onde essa planta existia e, depois, áreas urbanas de moradias populares.
Essa transferência de nome ocorre por metonímia, pois se baseia na relação de proximidade entre a árvore e o lugar, e não em uma semelhança entre eles. Houve ampliação semântica, já que a palavra ganhou uma nova acepção sem perder o significado botânico original, como mostram os verbetes.
Resposta: A
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A palavra “favela” designava originalmente uma árvore. Pela associação com o morro onde havia uma árvore desse tipo, passou também a nomear uma área de moradias populares. Houve, portanto, ampliação de sentido por metonímia, baseada na relação de contiguidade entre a árvore e o lugar.
Resposta: A
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O texto relata que o Morro da Favela recebeu esse nome por causa de uma árvore que havia no local. Depois, “favela” passou a designar comunidades urbanas semelhantes. A palavra ampliou seu significado por associação entre o lugar nomeado e o tipo de povoamento — uma mudança por metonímia.
Resposta: A
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A palavra "favela" designava originalmente apenas uma árvore (sentido botânico, restrito). Como havia um pé de favela no alto do Morro da Providência, o morro passou a ser chamado de "Morro da Favela", e, a partir daí, a palavra passou a nomear qualquer área de povoamento urbano formada por moradias populares. Ou seja, o sentido se ampliou: de um referente específico (a planta) para um conceito mais abrangente (tipo de comunidade urbana).
O mecanismo dessa mudança é a contiguidade: o nome da planta que existia no lugar passou a designar o próprio lugar — relação de proximidade/associação entre a coisa (árvore) e o local onde ela estava. Essa transferência por contiguidade é característica da metonímia, não da metáfora (que exigiria semelhança), do eufemismo, da hipérbole ou da antítese.
Portanto, trata-se de uma ampliação de sentido por metonímia.
Resposta: A
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I'm tracing how "favela" went from naming a tree to naming a whole kind of settlement: the tree gave its name to the hill, and the name then spread to any community like it. I'm reading that shift as metonymy, since the tree at the place stands for the place itself. The expansion of meaning is the point I'm settling on, so I'll go with answer A.
Resposta: A, ampliação por metonímia.
Segundo o texto, "favela" nomeava apenas uma árvore (sentido registrado em favela₂). Havia um pé dessa árvore no alto do arraial de Canudos e outro no alto do Morro da Providência, no Rio de Janeiro. Por isso o morro passou a se chamar Morro da Favela. Depois a palavra passou a designar qualquer área urbana de moradias populares (sentido registrado em favela₁).
-
Metonímia. A troca de sentido se deu por contiguidade, não por semelhança. O nome da árvore passou para o lugar onde ela estava, porque havia ali uma relação espacial concreta. Não se trata de metáfora: a comunidade não é parecida com a árvore.
-
Ampliação. O significado se alargou. A palavra deixou de nomear só uma espécie vegetal, passou a nomear um morro específico e depois um tipo geral de povoamento. O sentido original também continua a existir.
As outras alternativas não se sustentam:
- B: não houve redução nem metáfora.
- C: não houve suavização de uma ideia desagradável, ou seja, não há eufemismo.
- D: não há exagero nem contradição.
- E: não houve limitação de sentido nem oposição de ideias.
Resposta: A
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O texto mostra que "favela" era, originalmente, o nome de uma árvore (favela₂). Em Canudos, havia um pé de favela no alto do arraial. Os soldados republicanos foram morar no Morro da Providência, onde também havia um pé de favela, e o morro passou a se chamar Morro da Favela. Depois, o nome do morro se estendeu às moradias populares em geral, e a palavra passou a designar as comunidades urbanas carentes (favela₁).
O processo é, portanto, uma mudança semântica por metonimia: o nome da árvore passou a designar o lugar onde ela estava (relação de contiguidade, planta → local), e depois o tipo de ocupação desse lugar. Quanto ao sentido da palavra, houve ampliação, porque a palavra deixou de nomear uma única árvore e passou a designar qualquer área de moradias populares precárias, com significado muito mais geral.
As demais alternativas não se sustentam:
- Metáfora exigiria uma relação de semelhança, e não é o caso.
- Eufemismo suavizaria algo, o que não ocorreu.
- Hipérbole e antítese não explicam a mudança.
Resposta: A
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The problem comes from the 2027 FUVEST exam, a Brazilian university entrance exam.
The question concerns the semantic change of "favela". The word derives from Latin "faba" via Portuguese "fava" and a diminutive form. Originally it named a tree that produced bean-like pods. A tree of this kind grew on the hill of the Canudos settlement.
Soldiers returned to Rio and built houses on Morro da Providência, where another favela tree grew. The area was renamed Morro da Favela, and the word acquired its current meaning of a slum or shantytown.
The dictionary lists two definitions: an urban settlement with popular housing, and a small tree.
The question asks which semantic change process applies to this shift.
The remaining options are (D) contradição por hipérbole and (E) limitação por antítese. The semantic shift from tree to hill to settlement suggests metonymy, a process where something is named after something associated with it.
The place was named after the tree that grew there. The settlement then took its name from that place. The word shifted from a specific tree to a type of urban area. This is not a simple ampliation or reduction of meaning.
The naming of the hill after the tree is metonymy. The settlement then took its name from that specific hill, and the word was later generalized to all similar places. This process of broadening through successive associations fits "ampliação por metonímia". The other options are being evaluated.
The change is not a reduction, metaphor, or euphemism. It is purely metonymic.
Antítese is ruled out because it implies narrowing or opposition, not broadening. The focus is now on whether "ampliação" is the correct label for this shift, and what that term means in Portuguese linguistics.
The word expanded from a specific plant to a general category of settlements. This broadening fits the definition of ampliação. The process is metonymic, with the tree standing for the place where it grew.
A palavra “favela” designava originalmente uma árvore (sentido registrado ainda hoje como favela₂). Pela presença dessa árvore no alto do arraial de Canudos e, depois, no Morro da Providência, o nome da planta passou, por contiguidade, a identificar o próprio morro e, em seguida, o tipo de ocupação que ali se formou. Essa transferência por associação espacial é uma metonímia; ao deixar de nomear apenas um lugar específico e passar a designar qualquer área urbana de moradias populares precárias, o sentido se ampliou. As demais alternativas não se sustentam: não houve redução, eufemismo, hipérbole nem antítese.
Resposta: A
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我们需要回答选择题。需要理解文本。题干:O processo de mudança semântica pelo qual passou a palavra “favelа” corresponde a uma. Alternativas: (A) ampliação por metonímia. (B) redução por metáfora. (C) evolução por eufemismo. (D) contradição por hipérbole. (E) limitação por antítese.
我们需要根据文本解释: palavra "favelа" originalmente nome de uma árvore (faveleira) que produzia vagens semelhantes às da fava. Depois passou a designar o morro/povoado no Rio devido à árvore no morro. Texto: "No alto do morro carioca, como no alto de Canudos, havia um pé de favela. Estavam assim reunidos todos os ingredientes necessários para que o Morro da Providência fosse rebatizado Morro da Favela, e para que a palavra favela ganhasse a significação que tem hoje no português do Brasil." Então mudança semântica: de árvore (espécie vegetal) para área de povoamento urbano. Provavelmente metonímia? A árvore deu nome ao morro (lugar), depois ao tipo de comunidade. Metonímia: relação de contiguidade (árvore que existia no morro; nome do morro passa a designar as habitações). Ampliação? Houve ampliação do sentido? Sim, passou de nome de árvore para designar um tipo de aglomerado urbano. Alternativa A: ampliação por metonímia. Isso parece correto. Mas verificar outras: B redução por metáfora (não); C eufemismo (não); D hipérbole (não); E antítese (não). Resposta A.
Precisamos explicar raciocínio em português e terminar com "Resposta: A". Deve conter explicação. Vou elaborar.
A palavra “favela” designava originalmente uma árvore (a faveleira) que existia no Morro da Providência. Como esse nome passou a designar o próprio morro e, depois, o tipo de aglomerado urbano que hoje conhecemos, houve uma ampliação de sentido. Essa ampliação ocorreu por metonímia, pois a relação entre a árvore e o local/modo de ocupação é de contiguidade: a árvore existente no morro deu nome ao morro e, por extensão, às moradias populares ali construídas.
As demais alternativas não correspondem ao processo descrito: não se trata de redução, eufemismo, hipérbole ou antítese.
Resposta: A
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**Analyzing FUVEST Question**
I'm currently focused on dissecting the FUVEST question you've provided. My initial steps involve understanding the linguistic evolution of *faba* to *fava* as presented in the text, and I'm preparing to analyze the subsequent parts of the question.
**Exploring Semantic Shifts**
I'm tracing the semantic journey of *fava*, from its Latin root *faba* and diminutive *fabella* to its Portuguese descendant *favela*. The text highlights its transition from a seed used for voting to a term for something of little value, and then to its specific historical and geographical meaning in Brazil.
**Unpacking Semantic Evolution**
I'm analyzing the shift of "favela" from a plant name to its current meaning. The text points to its origin with a specific plant (*Jatropha phyllacantha*) found on a hill, which then influenced the naming of other hills. This is paving the way to answering the question regarding the semantic change.
**Tracing Linguistic Shifts**
I'm focusing on the metonymic transfer from the plant *favela* to the hill named after it, and then generalizing to urban settlements. This process is a key aspect of the semantic shift I'm analyzing.
Com base na leitura do texto e nos conceitos de semântica histórica:
- Ampliação de sentido: Originalmente, o termo favela designava apenas uma espécie vegetal (árvore de pequeno porte). Com o passar do tempo, seu significado se expandiu para designar uma área de povoamento urbano/comunidade com habitações populares, ganhando um escopo semântico muito mais amplo e abrangente no vocabulário do português brasileiro.
- Metonímia (relação de contiguidade): A mudança semântica deu-se pela presença física da planta no morro habitado pelos soldados (a planta estava no morro \rightarrow o morro passou a ser chamado de Morro da Favela \rightarrow o tipo de habitação ali construída passou a ser chamado genericamente de favela). Essa transferência baseada na contiguidade espacial/física entre a planta e o local caracteriza um processo metonímico.
Portanto, trata-se de uma ampliação por metonímia.
Resposta: A
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**Analyzing Semantic Origins**
I'm now focusing on the semantic shift of "favela." I'm tracing its etymological path. I've noted the Latin root *faba*, and its Portuguese descendant *fava*. I'm still working through the implications of this information in the context of the question.
**Tracing Etymological Development**
I've been examining the etymological development of "favela" further. The Latin *faba* and the diminutive *fabella* are crucial. I've discovered *favela* initially referred to a tree with similar pods to the fava bean, *fava*. The tree's presence in Canudos and the subsequent construction on Morro da Providência led to a semantic shift. It seems to have been an extension of meaning.
**Defining Semantic Mechanism**
I've determined the semantic shift is an *ampliação* of meaning. My focus is now on the cognitive mechanism. It seems metonymy is at play here, where the tree's name transferred to the hill, then to the settlement. It's an extension of this concept, where contiguity, not similarity, is the relation. I'm leaning toward calling it an "ampliação por metonímia".
Para responder à questão, devemos analisar como o significado da palavra "favela" se transformou ao longo do tempo, de acordo com os textos de apoio:
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Ampliação de sentido: Conforme o primeiro texto, até o final do século XIX, a palavra favela designava apenas uma espécie de árvore (sentido registrado em favela₂). Posteriormente, o vocábulo adquiriu um novo significado — o de área de povoamento urbano formada por moradias populares (favela₁) — sem perder a acepção botânica original. Portanto, houve uma ampliação (ou extensão) semântica.
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Processo de metonímia: A mudança ocorreu por uma relação de contiguidade (proximidade espacial e associação contextual), característica da metonímia:
- Primeiro, a árvore (pé de favela) existente no alto do morro em Canudos e no Morro da Providência passou a dar nome ao próprio local no Rio de Janeiro (Morro da Favela — relação entre o lugar e o elemento nele contido).
- Em seguida, o nome próprio daquele morro específico passou a designar o tipo de habitação/comunidade que ali se formou e, por extensão, qualquer agrupamento urbano semelhante no Brasil.
Logo, o processo de mudança semântica corresponde a uma ampliação por metonímia.
Resposta: A