PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS

Questão 3 da UNICAMP 2014

1ª fase · História: Absolutismo e mercantilismo

À medida que as maneiras se refinam, tornam-se distintivas de uma superioridade: não é por acaso que o exemplo parece vir de cima e, logo, é retomado pelas camadas médias da sociedade, desejosas de ascender socialmente. É exibindo os gestos prestigiosos que os burgueses adquirem estatuto nobre. O ser de um homem se confunde com a sua aparência. Quem age como nobre é nobre.

(Adaptado de Renato Janine Ribeiro, A Etiqueta no Antigo Regime. São Paulo: Editora Moderna, 1998, p. 12.)

O texto faz referência à prática da etiqueta na França do século XVIII. Sobre o tema, é correto afirmar que:

  1. A
    A etiqueta era um elemento de distinção social na sociedade de corte e definia os lugares ocupados pelos grupos próximos ao rei.
  2. B
    O jogo das aparências era uma forma de disfarçar os conluios políticos da aristocracia, composta por burgueses e nobres, e negar benefícios ao Terceiro Estado.
  3. C
    Os sans-culottes imitavam as maneiras da nobreza, pois isso era uma forma de adquirir refinamento e tornar-se parte do poder econômico no estado absolutista.
  4. D
    Durante o século XIX, a etiqueta deixou de ser um elemento distintivo de grupos sociais, pois houve a abolição da sociedade de privilégios.
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Resolução comentada

O texto trata da etiqueta como instrumento de distinção social no Antigo Regime francês. Quanto mais refinadas as maneiras, mais elas marcam a superioridade de quem as pratica. Por isso os burgueses as imitam para ascender socialmente.

Na sociedade de corte, com Luís XIV e Versalhes como modelo, a etiqueta era um mecanismo de poder. Ela regulava quem podia estar perto do rei, quem assistia ao seu despertar e quem se sentava ou ficava em pé na sua presença. A posição de cada nobre na hierarquia aparecia nesses gestos e lugares. Com isso o rei controlava a nobreza e a mantinha dependente do seu favor.

Avaliando as alternativas:

  1. A (correta): a etiqueta distinguia os grupos sociais e definia os lugares dos próximos ao rei.
  2. B: a aristocracia era formada por nobres, não por burgueses, e o texto não fala de conluios políticos.
  3. C: os sans-culottes eram trabalhadores urbanos radicais da Revolução, que rejeitavam os hábitos aristocráticos, e quem imitava a nobreza era a burguesia.
  4. D: o século XIX não eliminou a etiqueta como marca de distinção; a sociedade burguesa a manteve como sinal de status.

Alternativa A.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • BA aristocracia não incluía burgueses, e o texto não trata de conluios políticos nem de negar benefícios ao Terceiro Estado.
  • COs sans-culottes eram artesãos e trabalhadores urbanos revolucionários, que rejeitavam os hábitos nobres; quem imitava a nobreza era a burguesia.
  • DA etiqueta continuou sendo marca de distinção social no século XIX, e a abolição dos privilégios não acabou com as desigualdades.

Assunto: Absolutismo e mercantilismo.

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Fonte: Comvest/Vestibular Unicamp 2014. Prova oficial ↗