PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 16 da UNICAMP 2013
A tabela abaixo traz informações sobre a percentagem de pessoas que residem fora de seu Estado de origem, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2001/2007 do IBGE.
| Pessoas residentes não naturais da Unidade da Federação de residência (em %) | ||||
|---|---|---|---|---|
| Regiões | 2001 | 2003 | 2005 | 2007 |
| Centro-Oeste | 37,4 | 36,3 | 36,5 | 35,2 |
| Norte | 22,8 | 23,1 | 23,1 | 22,5 |
| Nordeste | 7,5 | 7,8 | 7,9 | 7,5 |
| Sul | 12,1 | 12,2 | 12,2 | 12,2 |
| Sudeste | 18,9 | 18,7 | 18,6 | 17,8 |
Com base nas informações da tabela sobre a dinâmica migratória da população brasileira, é possível afirmar que:
- AOs Estados da região Nordeste do Brasil apresentaram, no período, a menor percentagem de população nascida em outras Unidades da Federação. Isso ocorre porque os Estados dessa região sempre apresentaram uma elevada taxa de imigração de sua população para outras unidades da federação.
- BOs Estados da região Centro-Oeste apresentaram, no período, a maior percentagem de pessoas residentes oriundas de outras Unidades da Federação. Isso ocorre porque esses Estados receberam, nas últimas décadas, elevados fluxos migratórios de população brasileira para a ocupação da fronteira agrícola.
- CNos Estados da região Sudeste houve um decréscimo da percentagem de pessoas residentes nascidas em outras Unidades da Federação. Isso ocorre porque todos os Estados dessa região sempre tiveram importantes fluxos emigratórios de população direcionados para a ocupação de outras regiões do país.
- DOs Estados da região Sul têm o segundo menor índice de pessoas residentes não naturais dessas Unidades da Federação. Isso ocorre porque esses Estados, historicamente, apresentam baixos fluxos emigratórios de sua população com destino a outras unidades da federação.
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Resolução comentada
A tabela mostra, para cada região, a porcentagem de residentes que nasceram em outro Estado. Quanto maior o valor, mais a região recebeu migrantes. Vamos conferir cada alternativa.
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Nordeste: tem os menores valores (7,5% a 7,9%), então a primeira parte da (A) está certa. A explicação, porém, não se sustenta: o valor baixo vem do fato de a região receber poucos migrantes e de grande parte da população ter nascido ali. A emigração nordestina é real, mas a tabela mede quem chega, não quem sai. A frase "sempre" também é exagerada.
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Centro-Oeste: tem os maiores valores em todos os anos (37,4%, 36,3%, 36,5% e 35,2%). A explicação também está correta: nas últimas décadas a região recebeu muitos migrantes, atraídos pela expansão da fronteira agrícola (soja, pecuária) e pela construção de Brasília.
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Sudeste: a queda de 18,9% para 17,8% é real, mas dizer que "todos os Estados" sempre tiveram emigração para outras regiões é um exagero. São Paulo e Rio de Janeiro são grandes polos de atração, e a explicação não decorre da tabela.
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Sul: com 12,1% a 12,2%, a região tem o segundo menor índice, atrás só do Nordeste. A justificativa, porém, é equivocada, porque o Sul teve forte emigração para o Centro-Oeste e o Norte, com o avanço da fronteira agrícola.
Só a (B) tem dado e explicação corretos.
Alternativa B.
Pegadinha: As alternativas A, C e D trazem um dado correto da tabela seguido de uma explicação falsa ou generalizada ("sempre", "todos"), o que leva o aluno a marcar só pelo número.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AO dado está certo, mas a causa é falsa: o valor baixo reflete pouca imigração para a região, e a tabela não mede emigração; "sempre" é exagero.
- CA queda existe, mas atribuí-la a emigração de "todos os Estados" do Sudeste é falso, pois SP e RJ são polos de atração.
- DO Sul tem o segundo menor índice, mas a justificativa é errada: o Sul teve intensa emigração para o Centro-Oeste e o Norte.
Assunto: Migrações internas e êxodo rural.
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Fonte: Comvest/Vestibular Unicamp 2013. Prova oficial ↗