PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 49 da UFPR 2026
A política brasileira, especialmente nas décadas de 2010 e 2020, tem sido marcada pelas tensões entre diferentes instâncias de poder legislativo, executivo e judiciário. Séculos atrás, durante o período colonial, a administração do território por parte da Coroa Portuguesa também envolvia a tensão entre diferentes mecanismos de controle. Com base nessa reflexão, assinale a alternativa que descreve corretamente uma instância administrativa do Brasil Colonial e sua função.
- ACapitanias Hereditárias: amplos lotes de terra, de controle administrativo público, com função de avanço da economia agrária.
- BPadroados: instituições religiosas de direta autoridade papal, com função de conversão e treinamento burocrático de indígenas.
- CCâmaras Municipais: fundamentadas nas Ordenações do Reino, com função de administração local e dotadas de variadas competências.
- DGoverno-Geral: órgão descentralizador, cuja função era desonerar a administração metropolitana e tornar o empreendimento colonial menos custoso.
- ETribunal do Santo Ofício: mecanismo de cunho religioso, cuja função era a nomeação de clérigos de ordens atuantes na Colônia, como os jesuítas.
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Resolução comentada
A questão pede a instância administrativa do Brasil Colonial associada corretamente à sua função. Vamos testar cada uma.
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Capitanias Hereditárias: eram lotes de terra doados a donatários, de caráter privado e hereditário, e não de "controle administrativo público". Os donatários tinham poderes amplos, mas o sistema era uma concessão da Coroa a particulares.
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Padroado: era o acordo entre a Igreja e a Coroa, que dava ao rei o direito de nomear bispos e administrar a Igreja e seus recursos nos territórios descobertos. Não era uma instituição de autoridade papal direta nem de treinamento burocrático de indígenas.
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Câmaras Municipais: eram o governo local das vilas e cidades, previstas nas Ordenações do Reino (Manuelinas e Filipinas). Cuidavam de abastecimento, obras, justiça de primeira instância, tributos e ordem urbana, sendo compostas pelos "homens bons". Têm, portanto, competências variadas, e a descrição bate com a alternativa.
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Governo-Geral (1548): foi criado para centralizar a administração, não para descentralizar. Ele não desonerava a metrópole, pois reforçava a presença da Coroa.
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Tribunal do Santo Ofício: era a Inquisição, que investigava e punia heresias. Não nomeava clérigos nem tinha relação com as ordens religiosas.
Só a descrição das Câmaras Municipais está correta.
Alternativa C.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AAs capitanias eram concessões hereditárias a donatários particulares, não terras de controle administrativo público.
- BO padroado era um acordo entre Coroa e Igreja, dando ao rei a nomeação de religiosos, e não uma instituição sob autoridade papal direta nem de treinamento burocrático de indígenas.
- DO Governo-Geral foi criado para centralizar a administração colonial, não para descentralizá-la ou baratear o empreendimento.
- EA Inquisição julgava heresias; a nomeação de clérigos cabia ao padroado, não ao Santo Ofício.
Assunto: Colonização portuguesa: pau-brasil, capitanias e Governo-Geral.
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Fonte: UFPR 2026 · 1ª fase. Prova oficial ↗