PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS

Questão 28 da UFPR 2009

1ª fase · Geografia: IDH, desigualdade social e pobreza

Considere a seguinte tabela:

Estados Unidos Alemanha Brasil Índia Etiópia
População – 2007 302,2 milhões 82,3 milhões 183,3 milhões* 1.131,9 milhões 77,1 milhões
População – 2025 (projetada) 349,4 milhões 79,6 milhões 228,9 milhões 1.391,2 milhões 108,7 milhões
Índice de crescimento natural 0,6 –0,2 1,4 1,6 2,5
Percentagem de população abaixo de 15 anos 20% 14% 28% 33% 43%
Percentagem de população acima de 65 anos 12% 19% 6% 5% 3%
Expectativa de vida ao nascer 78 anos 79 anos 72 anos 64 anos 49 anos
Taxa de mortalidade infantil 6,5 3,8 27 58 77
Percentagem de adultos com AIDS (2005) 0,6% 0,1% 0,5% 0,7% 1,4%
Percentagem de crianças com até 5 anos abaixo do peso 1% - 4% 46% 35%
PIB per capita ($) 46.600 34.400 9.700 2.700 700

FONTE: http:www.prb.org/; http://www.worldbank.org/; http://www.cia.gov/.
*www.ibge.gov.br

O processo de globalização atrelado ao mercado tem produzido efeitos muito favoráveis ao desenvolvimento de países e blocos econômicos, preferencialmente para aqueles que já detinham um mínimo de condições para sair da linha da pobreza. Sobre o tema, com o auxílio da tabela acima, é correto afirmar:

  1. A
    Uma das condições para que um país saia da linha da pobreza e faça parte do mundo globalizado é o tamanho de sua população.
  2. B
    Um percentual elevado de pessoas abaixo de 15 anos é o fator definidor para que um país saia da condição de subdesenvolvido e seja considerado emergente.
  3. C
    Tanto nos paises emergentes como nos desenvolvidos a pirâmide etária é invertida, ou seja, a base é menor que o topo.
  4. D
    O Brasil, embora seja considerado um país emergente, já apresenta índices de IDH comparáveis aos dos países desenvolvidos.
  5. E
    A solução para que os países subdesenvolvidos reduzam a sua situação de pobreza é a busca do crescimento vegetativo negativo.
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Resolução comentada

O IDH avalia o desenvolvimento humano por três dimensões: saúde, educação e renda. Por isso, o tamanho da população ou seu ritmo de crescimento, isoladamente, não determina o nível de desenvolvimento de um país.

A tabela não apresenta o IDH diretamente, mas permite comparar indicadores relacionados a ele. O Brasil tem expectativa de vida de 72 anos, relativamente próxima à dos Estados Unidos (78 anos) e da Alemanha (79 anos), e superior à da Índia (64 anos) e da Etiópia (49 anos).

Isso sustenta a alternativa D: o Brasil apresenta avanços que permitem comparações com países desenvolvidos. Ser comparável não significa ter condições idênticas: a mortalidade infantil brasileira, de 27, ainda supera bastante os valores norte-americano (6,5) e alemão (3,8), assim como sua renda por habitante é menor.

As demais afirmações estabelecem relações incorretas. Uma população numerosa ou jovem não garante desenvolvimento. Também não há inversão generalizada da pirâmide etária: no Brasil, 28% têm menos de 15 anos e apenas 6% têm mais de 65. Por fim, crescimento vegetativo negativo não resolve, por si só, a pobreza.

Alternativa D.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AO tamanho da população não determina a superação da pobreza nem a inserção na globalização.
  • BUma elevada proporção de jovens não define a passagem de país subdesenvolvido para emergente.
  • CGeneraliza a inversão da pirâmide etária, embora países como o Brasil tenham muito mais jovens que idosos.
  • ECrescimento vegetativo negativo não garante redução da pobreza, que depende de condições econômicas e sociais.

Assuntos: IDH, desigualdade social e pobreza, Transição demográfica e pirâmides etárias.

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Fonte: UFPR 2009 · 1ª fase. Prova oficial ↗