PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 63 da UFPR 2007
Sobre algumas das obras selecionadas, é correto afirmar:
- AOs focos narrativos de Leão-de-chácara representam uma visão de mundo distanciada do universo retratado: ambientes e pessoas marginalizados pela parcela mais rica da sociedade.
- BEm Como e por que sou romancista, descobrimos que a literatura, para José de Alencar, deve reproduzir fielmente sua visão de mundo, pois ela é, antes de tudo, um documento político.
- CO pagador de promessas – ao contrário de O santo e a porca, que apresenta uma compreensão política do mundo – faz uma opção pela religiosidade como condutora da moral social.
- DSeminário dos ratos apresenta uma multiplicidade de personagens e diferentes contextos sociais, mas há um fio condutor para o conjunto de contos: uma sensação de absurdo e de deslocamento característicos do nosso tempo.
- EEm Terras do sem fim, a violenta luta pela terra é um ingrediente em uma história em que a afetividade e a sensualidade definem o enredo.
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Resolução comentada
A questão cobra a leitura de obras da lista do vestibular da UFPR. Vamos avaliar cada afirmação com o que se sabe das obras.
Seminário dos ratos, de Lygia Fagundes Telles (1977), reúne contos com personagens e ambientes sociais muito variados. O que os une é o clima de estranhamento, de absurdo e de deslocamento do indivíduo na sociedade contemporânea. Em vários contos, o fantástico e o insólito invadem o cotidiano, como no conto que dá título ao livro, uma sátira política com os ratos e o poder. A afirmação da alternativa D bate com isso.
As demais falham:
- Em Leão-de-chácara (Rubem Fonseca), o narrador em primeira pessoa está dentro do universo marginal, não distanciado dele.
- Alencar, em Como e por que sou romancista, trata de sua formação e de sua obra literária, não de literatura como documento político.
- O pagador de promessas (Dias Gomes) critica o dogmatismo religioso e a intolerância, e O santo e a porca (Ariano Suassuna) é uma comédia popular, não uma obra de compreensão política.
- Terras do sem fim (Jorge Amado) tem a luta pela terra como eixo central do enredo, e não como mero ingrediente.
Alternativa D.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AEm Leão-de-chácara o foco narrativo é de dentro do universo marginal, não distanciado dele.
- BEm seu texto autobiográfico Alencar fala de sua formação como romancista, não de literatura como documento político.
- CInverte o sentido: a peça de Dias Gomes critica a intolerância religiosa e O santo e a porca é comédia popular, não obra de compreensão política.
- EA luta pela terra é o eixo central do enredo de Terras do sem fim, não apenas um ingrediente.
Assuntos: Teatro brasileiro moderno e contemporâneo, Prosa romântica e José de Alencar, Conto e romance pós-45: Lygia Fagundes Telles e outros.
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Fonte: UFPR 2007 · 1ª fase. Prova oficial ↗