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Questão 52 (2º exame) da UERJ 2026

2º exame · Ciências Humanas · História: Era Vargas: Revolução de 1930 e Governo Constitucional

Revolta comunista de 1935

Movimento armado, também conhecido como Intentona Comunista. Esta última designação foi cunhada pelos meios oficiais militares com uma intenção depreciativa, já que o termo intentona significa “intento louco, plano insensato”. O movimento foi deflagrado a 23 de novembro de 1935, em Natal, pelos sargentos, cabos e soldados do 21o Batalhão de Caçadores. No dia 24 de novembro, sublevou-se o 29o Batalhão de Caçadores, sediado na Vila Militar de Socorro, a 18 km de Recife. No dia 27, a revolta eclodiu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no 3o Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha, e na Escola de Aviação Militar, no Campo dos Afonsos. Todos esses levantes foram promovidos em nome de uma revolução popular e da Aliança Nacional Libertadora (ANL).

Reprodução da primeira página do jornal A Manhã, com a manchete superior “IRROMPEU A REVOLUÇÃO EM PERNAMBUCO E NO RIO G. DO NORTE”. Abaixo, o cabeçalho do jornal indica “DIRECÇÃO DE PEDRO MOTTA LIMA”, ao lado de foto de Getúlio Vargas com a legenda “Desde as 11 horas se acha reunido no palacio Guanabara o ministerio, sob a presidencia do snr. Getulio Vargas”. Em destaque maior, a manchete “DEPOSTO O GOVERNADOR DO RIO GRANDE DO NORTE” e o subtítulo “PROSEGUEM AS LUTAS ENCARNIÇADAS EM AMBAS AS CAPITAES CONVULSIONADAS”.

Manchete de A Manhã, 25 de novembro de 1935

cafehistoria.com.br

Alzira A. de Abreu
Adaptado de atlas.fgv.br.

As polarizações políticas ampliaram-se no período entre as grandes guerras (1918-1939), afetando inclusive as forças armadas em diversas sociedades.

No Brasil, as repercussões da revolta comunista de 1935 estabeleceram um contexto favorável à seguinte ação:

  1. A
    liberação da propaganda fascista
  2. B
    implantação do regime do Estado Novo
  3. C
    reformulação do código de Direito Civil
  4. D
    reestruturação da legislação trabalhista
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Resolução comentada

A Intentona de 1935 foi usada pelo governo Vargas como argumento para reforçar a repressão. Depois do levante, o Congresso aprovou a Lei de Segurança Nacional, decretou estado de sítio e estado de guerra e perseguiu comunistas, aliancistas e opositores em geral. Era a fabricação de um clima de pânico social, o "perigo vermelho".

Esse clima serviu de base para a propaganda anticomunista, e foi explorado em 1937 com o Plano Cohen, um suposto plano comunista de tomada do poder, na verdade forjado. Com esse pretexto, Vargas deu o golpe de 10 de novembro de 1937, fechou o Congresso, outorgou a Constituição de 1937 e implantou o Estado Novo, ditadura centralizadora e autoritária.

Conferindo as demais opções:

  1. A liberação da propaganda fascista não ocorreu: o clima era de repressão a ideologias de oposição, e o governo controlava a propaganda pelo DIP, depois de 1939.
  2. O Código Civil só foi reformulado em 1916 (o antigo) e em 2002 (o novo), sem relação com 1935.
  3. A legislação trabalhista foi estruturada principalmente de 1930 a 1943 (CLT), mas não como consequência da revolta de 1935.

Portanto, o contexto de medo do comunismo favoreceu a implantação do Estado Novo.

Alternativa B.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AA revolta gerou mais repressão e controle, não liberação de propaganda de qualquer ideologia, inclusive a fascista.
  • CO Código Civil não foi reformulado em função da revolta de 1935; as datas não batem (1916 e 2002).
  • DA legislação trabalhista vinha desde 1930 e foi consolidada na CLT de 1943, sem relação causal com a Intentona.

Assuntos: Era Vargas: Revolução de 1930 e Governo Constitucional, Estado Novo e trabalhismo.

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