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Questão 54 (2º exame) da UERJ 2025

2º exame · Ciências Humanas · Geografia: Efeito estufa e mudanças climáticas

ENCHENTES EM PORTO ALEGRE: IMAGENS AÉREAS DO MERCADO PÚBLICO

1941 2024

Duas fotografias aéreas comparativas do Mercado Público de Porto Alegre e seu entorno durante as enchentes históricas: à esquerda, fotografia em preto e branco de 1941 mostrando a cidade alagada; à direita, fotografia colorida de 2024 mostrando a mesma região submersa por águas turvas e barrentas.

Após 83 anos, a cidade de Porto Alegre voltou a registrar uma grande enchente. Em 1941, a capital gaúcha enfrentou um alagamento histórico, que deixou cerca de 70 mil pessoas desabrigadas. Na ocasião, o nível do Guaíba, cuja cota de inundação é de 3 metros, chegou a uma altura entre 4,75 e 4,76 metros, segundo registros da época. Desta vez, o nível do Guaíba passou de 5,3 metros e, no dia 8 de maio de 2024, atingiu 5,07 metros.


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As grandes enchentes que afetaram Porto Alegre, nos anos de 1941 e 2024, mencionadas na reportagem, indicam a incidência desse problema na capital gaúcha.

Na atualidade, o agravamento desse problema está relacionado ao contexto de:

  1. A
    intensificação da crise climática
  2. B
    exploração de recursos minerais
  3. C
    degradação do bioma do Pampa
  4. D
    permeabilização do solo da cidade
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Resolução comentada

A questão pede o fator atual que agrava as enchentes, que a reportagem mostra se repetirem em 1941 e 2024. Para isso, vale separar o que é causa natural recorrente do que é agravante recente.

O Guaíba e a bacia hidrográfica do Rio Grande do Sul sempre receberam grandes volumes de água. O que mudou nas últimas décadas foi a frequência e a intensidade dos eventos extremos de chuva. Isso se liga às mudanças climáticas, que aquecem a atmosfera e o oceano. Com mais calor e mais umidade, os temporais ficam mais volumosos e persistentes, e há mais episódios de chuva concentrada no Sul do Brasil.

As demais opções não se encaixam:

  1. Exploração mineral não é a causa principal de cheias urbanas na capital gaúcha.
  2. A degradação do Pampa afeta a biodiversidade, mas não explica o nível do Guaíba.
  3. "Permeabilização" do solo ajudaria a reduzir enchentes, pois solo permeável absorve água. O problema real é a impermeabilização, e a alternativa traz o termo oposto.

Portanto, o agravamento atual está ligado à intensificação da crise climática.

Alternativa A.

Pegadinha: A alternativa D engana por trocar impermeabilização por permeabilização, termo de sentido oposto.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • BA mineração não é o fator central das cheias urbanas em Porto Alegre.
  • CA degradação do Pampa é um problema ambiental, mas não explica o aumento do nível do Guaíba.
  • DPermeabilizar o solo reduziria o alagamento; o agravante seria a impermeabilização.

Assunto: Efeito estufa e mudanças climáticas.

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Ver como caiu na prova Questão 54 no caderno 2º Exame de Qualificação da UERJ 2025

Fonte: UERJ 2025 · 2º Exame de Qualificação. Prova oficial ↗