Questão 69 da FUVEST 2026

1ª fase

Texto para as questões de 68 a 70 · V1

Think for a minute about the little bumps on your tongue. You probably saw a diagram of those taste bud arrangements once in a biology textbook — sweet sensors at the tip, salty on either side, sour behind them, bitter in the back.

Diagrama de uma língua humana com diferentes regiões coloridas indicando os sabores: Bitter na parte posterior, Sour nas laterais intermediárias, Umami no centro, Salt nas laterais anteriores e Sweet na ponta da língua.

But the idea that specific tastes are confined to certain areas of the tongue is a myth that “persists in the collective consciousness, despite decades of research debunking it”, according to a review published this month in The New England Journal of Medicine. Also wrong: the notion that taste is limited to the mouth.

The old diagram, which has been used in many textbooks over the years, originated in a study published by David Hanig, a German scientist, in 1901. But the scientist was not suggesting that various tastes are segregated on the tongue. He was actually measuring the sensitivity of different areas, said Paul Breslin, a researcher at Monell Chemical Senses Center in Philadelphia. “What he found was that you could detect things at a lower concentration in one part relative to another,” Dr. Breslin said. The tip of the tongue, for example, is dense with sweet sensors but contains the others as well.

The map’s mistakes are easy to confirm. If you place a lemon wedge at the tip of your tongue, it will taste sour, and if you put a bit of honey toward the side, it will be sweet.

The perception of taste is a remarkably complex process, starting from that first encounter with the tongue. Taste cells have a variety of sensors that signal the brain when they encounter nutrients or toxins. For some tastes, tiny pores in cell membranes let taste chemicals in.

Such taste receptors aren’t limited to the tongue; they are also found in the gastrointestinal tract, liver, pancreas, fat cells, brain, muscle cells, thyroid and lungs. We don’t generally think of these organs as tasting anything, but they use the receptors to pick up the presence of various molecules and metabolize them, said Diego Bohórquez, a self-described gut-brain neuroscientist at Duke University. For example, when the gut notices sugar in food, it tells the brain to alert other organs to get ready for digestion.

New York Times. May 29, 2024. Adaptado.

O texto informa que, de acordo com Paul Breslin, a interpretação do estudo de Hanig foi equivocada, porque

  1. A
    a representação gráfica dos resultados foi elaborada décadas depois sem base científica.
  2. B
    o autor original investigou limiares de sensibilidade, sem defender a exclusividade de sabores em regiões da língua.
  3. C
    o foco da pesquisa foi o comportamento alimentar em diferentes culturas.
  4. D
    o objetivo central concentrou-se na classificação bioquímica dos receptores gustativos.
  5. E
    a análise dos dados priorizou a resposta cerebral em vez de aspectos periféricos.
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O texto diz que o diagrama clássico da língua vem de um estudo de David Hanig, de 1901. Segundo Paul Breslin, porém, Hanig "não estava sugerindo que os vários sabores são segregados" na língua.

O que ele fazia era medir a sensibilidade de diferentes áreas. Nas palavras de Breslin: "você conseguia detectar coisas em uma concentração mais baixa em uma parte do que em outra". Ou seja, Hanig comparava limiares de detecção entre regiões, e não mapeava onde cada sabor existe. O exemplo do texto reforça isso: a ponta da língua é densa em sensores de doce, mas também tem os outros.

A interpretação equivocada foi, portanto, transformar uma diferença de sensibilidade em exclusividade de sabor por região.

Conferindo as alternativas:

  1. A trata da época e da base científica do desenho, algo que o texto não afirma.
  2. C, D e E citam culturas, bioquímica de receptores e resposta cerebral, temas que Breslin não associa ao estudo de Hanig.
  3. B resume exatamente o que Breslin diz: investigação de sensibilidade, sem defender que cada sabor fica restrito a uma área.

Alternativa B.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AO texto não diz que o diagrama foi feito décadas depois sem base científica; ele apenas diz que se originou no estudo de Hanig, mal interpretado.
  • CComportamento alimentar em diferentes culturas não é mencionado no texto como foco de Hanig.
  • DHanig media sensibilidade de áreas da língua, não classificava bioquimicamente receptores.
  • EO texto não diz que Hanig analisou resposta cerebral; ele media detecção em partes da língua.

Assuntos: interpretação de texto, inglês.

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