Questão 88 da FUVEST 2024
The main players in the Spanish–Aztec War (1519–21) are well known: Hernán Cortés and Montezuma. Lesser-known, though no less important, is a multilingual exiled Aztec woman who was enslaved, then served as a guide and interpreter, then became Cortés’s mistress. She was known as Doña Marina, and as La Malinche.
Scholar and researcher Cordelia Candelaria writes: her paramount value to the Spaniards was not merely linguistic. She was an interpreter/liaison who served as a guide to the region, as an advisor on native customs and beliefs, and as a strategist.
La Malinche was the daughter of an Aztec cacique (chief). This gave her an unusual level of education, which she would later leverage as a guide and interpreter for the Spanish. Throughout Cortés’s travels, she became indispensable as a translator, not only capable of functionally translating from one language to the other, but of speaking compellingly, strategizing, and forging political connections.
Integral as she was to Spain’s success, La Malinche is a controversial figure. Candelaria quotes T. R. Fehrenbach as saying, “If there is one villainess in Mexican history, she is La Malinche. She was to become the ethnic traitress supreme.” But Candelaria argues that La Malinche’s act of turning her back on her own people makes more psychological sense when we consider that, at a young age, she had been sold by her own mother into slavery. Candelaria asks, “What else could this outcast from the Aztecs, ‘her own people,’ have done?”
Disponível em https://daily.jstor.org/. Adaptado.
Segundo o texto, em relação à imagem de La Malinche como traidora do povo Asteca, a pesquisadora Cordelia Candelaria argumenta que a intérprete
- Ahavia sido preterida no seio da própria família.
- Bfez uso de idiomas em proveito próprio.
- Cera invejada pelos privilégios alcançados.
- Dignorou as vulnerabilidades do povo mexicano.
- Etentou se sobrepor aos líderes da época.
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Resolução comentada
O trecho pede o argumento de Candelaria diante da acusação de traição. Ela aparece no último parágrafo: a pesquisadora diz que o ato de La Malinche de "virar as costas" ao próprio povo faz mais sentido psicológico quando lembramos que, ainda jovem, ela foi vendida pela própria mãe como escrava.
Em seguida, Candelaria pergunta: "What else could this outcast from the Aztecs, 'her own people,' have done?", ou seja, "o que mais essa excluída dos astecas, 'seu próprio povo', poderia ter feito?". A palavra outcast (excluída, rejeitada) mostra que ela foi rejeitada pelos seus.
Portanto, o argumento é que a intérprete havia sido preterida, deixada de lado, dentro da própria família. Por isso a lealdade aos astecas não era esperada.
Confira as demais: o texto não diz que ela usou os idiomas em proveito próprio, nem que era invejada, nem que ignorou a vulnerabilidade de seu povo, nem que tentou superar os líderes. Esses pontos não fazem parte da defesa de Candelaria.
Alternativa A.
Por que as outras alternativas estão erradas
- BO texto destaca o valor dela como intérprete para os espanhóis, mas Candelaria não diz que usou os idiomas em proveito próprio.
- CNão há menção a inveja nem a privilégios como explicação da acusação de traição.
- DCandelaria não afirma que ela ignorou a vulnerabilidade de seu povo; explica sua atitude pela rejeição que sofreu.
- ENada no texto indica que ela tentou se sobrepor aos líderes; ela é descrita como guia, conselheira e estrategista.
Assuntos: interpretação de texto em inglês, inferência.
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