PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 38 da FUVEST 2016
No heredograma ao lado, a menina II-1 tem uma doença determinada pela homozigose quanto a um alelo mutante de gene localizado num autossomo.

A probabilidade de que seu irmão II-2, clinicamente normal, possua esse alelo mutante é
- A0
- B\frac{1}{4}
- C\frac{1}{3}
- D\frac{1}{2}
- E\frac{2}{3}
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Resolução comentada
A doença é autossômica recessiva: só aparece em quem tem dois alelos mutantes (aa). A menina II-1 é aa, então recebeu um a de cada genitor. Como os pais são normais, ambos são heterozigotos (Aa).
O cruzamento Aa \times Aa gera:
- \frac{1}{4} AA;
- \frac{2}{4} Aa;
- \frac{1}{4} aa.
O irmão II-2 é clinicamente normal, ou seja, sabemos que ele não é aa. Isso exclui uma possibilidade e o espaço amostral passa a ser só AA e Aa, com \frac{3}{4} do total original.
A probabilidade de ele ser Aa (portador do alelo mutante) é:
Portanto, a chance de II-2 possuir o alelo mutante é \frac{2}{3}.
Alternativa E.
Pegadinha: A alternativa D engana quem usa \frac{2}{4}=\frac{1}{2} para Aa sem aplicar a condição de que o irmão é normal, o que exige dividir por \frac{3}{4}.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AIgnora que os pais são heterozigotos e que o irmão normal pode ser portador.
- BÉ a chance de ser afetado (aa) sem condicionar, não a de ser portador.
- CÉ a chance de ser AA dado que é normal, o inverso do pedido.
- DUsa a probabilidade de Aa sem descontar que ele é normal (não aa).
Assuntos: Heredogramas e probabilidade, 1ª Lei de Mendel.
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