Questão 46 da FUVEST 2009

1ª fase

Mapa da poluição atmosférica no Estado de São Paulo, destacando com uma mancha a área aproximada do ar mais poluído ao redor de Campinas, São Paulo e Santos, com setas indicando a dispersão de poluentes para o interior e para o Oceano Atlântico.

Segundo a CETESB, depois de cinco anos de melhora, a qualidade do ar na metrópole de São Paulo voltou a piorar nos últimos dois anos. O número de vezes em que a qualidade do ar ficou inadequada ou má foi 54% maior em 2007, se comparada à de 2006. Dentre possíveis causas e conseqüências, é correto afirmar que a gravidade do problema da poluição, a partir de 2006,

  1. A
    aumentou, em função do forte crescimento das taxas de industrialização na capital e no litoral e em razão da desobediência legal das indústrias dessas áreas.
  2. B
    teve desdobramentos, como a expansão da área mais poluída, em função do aumento da emissão de poluentes por veículos automotores e outras fontes.
  3. C
    aumentou, em virtude de um novo fenômeno, o da emissão de gás ozônio pela frota de automóveis bicombustíveis, concentrada na região metropolitana.
  4. D
    teve desdobramentos sobre a formação das ilhas de calor, cujos efeitos de aquecimento foram atenuados no centro da região metropolitana.
  5. E
    aumentou, em função do crescimento econômico do interior do Estado e em virtude da ausência de legislação sobre emissão de poluentes nessa região.
Reportar erro na questão
O que está errado?
Sem cadastro: não guardamos quem enviou.
Resolução comentada

O texto diz que a qualidade do ar na metrópole piorou em 2006-2007. O mapa mostra a mancha de ar mais poluído alongada entre Campinas, São Paulo e Santos, com setas indicando que os poluentes se dispersam para o interior (noroeste) e para o oceano (sul).

A principal fonte de poluição na Região Metropolitana de São Paulo é a frota de veículos automotores, somada a outras fontes, como as indústrias. Se a emissão aumenta, a poluição se acumula e é transportada pelos ventos predominantes, o que amplia a área afetada. Esse é o desdobramento que a alternativa B descreve.

As demais alternativas trazem afirmações falsas ou sem apoio no texto e no mapa:

  1. O crescimento industrial forte e a desobediência legal generalizada não são causas indicadas, e a indústria paulista se desconcentrou.
  2. O ozônio é um poluente secundário, formado por reações na atmosfera, e não é emitido diretamente pelos carros bicombustíveis.
  3. As ilhas de calor são mais intensas no centro da metrópole, e não atenuadas.
  4. A legislação ambiental vale para todo o Estado, e não há ausência dela no interior.

Alternativa B.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AAtribui a piora a um forte crescimento industrial e à desobediência legal das indústrias, o que não tem apoio no texto nem no mapa.
  • CO ozônio é poluente secundário, formado na atmosfera, e não é emitido diretamente pelos automóveis, e não é um fenômeno novo.
  • DAs ilhas de calor tendem a se intensificar no centro da metrópole, e não a ser atenuadas.
  • EAfirma ausência de legislação sobre emissões no interior, o que é falso, pois a legislação ambiental vale em todo o Estado.

Assuntos: poluição atmosférica, geografia urbana, ilhas de calor.

Reportar erro na resolução
O que está errado?
Sem cadastro: não guardamos quem enviou.
Ver como caiu na prova Questão 46 no caderno  da FUVEST 2009