PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS

Questão 62 da FUVEST 2008

1ª fase · Geografia: Localização e desconcentração industrial

Desempenho Industrial Estadual – Taxas anuais reais de crescimento.

Gráfico de barras verticais exibindo as taxas anuais reais de crescimento industrial (%) nos anos de 2004, 2005 e 2006 para os estados CE, PE, BA, MG, ES, RJ, SP, PR, SC e RS, com eixo vertical de -5% a 15% e fonte IBGE, 2007

Com o auxílio do gráfico e considerando seus conhecimentos, é possível afirmar que, no período representado,

  1. A
    a região sul mostra sensível decréscimo das taxas de produção industrial, fato que provoca êxodo da população em busca de emprego nas atividades agrárias.
  2. B
    a região sul apresenta taxas altas e baixas de crescimento, devido ao esgotamento do modelo baseado em indústrias alimentícias.
  3. C
    os estados selecionados do Nordeste revelam tendência à estagnação da produção industrial e à retração das atividades agrárias.
  4. D
    os dados apontam para o fenômeno da desconcentração industrial no Sudeste, em razão da liderança assumida pelo agronegócio nessa região.
  5. E
    a região sudeste ainda apresenta concentração industrial expressiva, apesar da diminuição das taxas de crescimento de parte de seus estados.
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Resolução comentada

O gráfico mostra a taxa de crescimento da produção industrial, não o volume produzido. Uma taxa que cai indica que a indústria cresce menos, não que deixa de existir ou de ser grande. Vamos checar cada região.

  1. Sul (PR, SC, RS): as taxas caem de 2004 (cerca de 7% a 12%) para 2005 e 2006, chegando a valores negativos em PR e RS. Há queda, mas nada no gráfico liga isso a êxodo para atividades agrárias, e a explicação de "esgotamento das indústrias alimentícias" também não aparece. As alternativas A e B inventam causas.

  2. Nordeste (CE, PE, BA): as taxas são positivas quase sempre (só CE em 2005 fica negativo) e voltam a subir em 2006 no CE e em PE. Isso não é estagnação, e o gráfico nada diz sobre atividades agrárias. A alternativa C está errada.

  3. Sudeste (MG, ES, RJ, SP): as taxas de SP e RJ diminuem ao longo do período, e as de MG caem em 2006. O ES, porém, cresce em 2006. Como SP é o maior parque industrial do país, a região segue com forte concentração industrial, mesmo com menor ritmo de crescimento. A alternativa D atribui a desconcentração ao agronegócio, o que não tem base no gráfico.

A alternativa E une o que o gráfico mostra (queda das taxas em parte dos estados) ao conhecimento de que o Sudeste concentra a indústria nacional.

Alternativa E.

Pegadinha: A alternativa D engana ao confundir queda da taxa de crescimento com desconcentração industrial, que só ocorreria se o peso do Sudeste na produção total diminuísse.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AAtribui a queda industrial no Sul a um êxodo para atividades agrárias, relação que o gráfico não sustenta.
  • BExplica as oscilações por um suposto esgotamento da indústria alimentícia, sem base nos dados.
  • CAs taxas no Nordeste são em geral positivas e até sobem em 2006, não indicam estagnação, e nada se diz sobre retração agrária.
  • DAtribui a suposta desconcentração à liderança do agronegócio, o que o gráfico não mostra, e o Sudeste segue concentrado.

Assunto: Localização e desconcentração industrial.

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