Questão 4 da FUVEST 2007
Alguns problemas de saúde, como bócio endêmico e retardo mental, são causados pela ingestão de quantidades insuficientes de iodo. Uma maneira simples de suprir o organismo desse elemento químico é consumir o sal de cozinha que contenha de 20 a 60 mg de iodo por quilograma do produto. No entanto, em algumas regiões do País, o problema persiste, pois o sal utilizado ou não foi produzido para consumo humano, ou não apresenta a quantidade mínima de iodo recomendada.
A fonte de iodo utilizada na indústria do sal é o iodato de potássio, \ce{KIO3}, cujo custo é de R$ 20,00/kg.
Considerando que o iodo representa aproximadamente 60% da massa de \ce{KIO3} e que 1 kg do sal de cozinha é comercializado ao preço médio de R$ 1,00, a presença da quantidade máxima de iodo permitida por lei (60 miligramas de iodo por quilograma de sal) representa, no preço, a porcentagem de
- A0,10 %
- B0,20 %
- C1,20 %
- D2,0 %
- E12 %
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Resolução comentada
A ideia é descobrir quanto de \ce{KIO3} é preciso colocar em 1 kg de sal para fornecer 60 mg de iodo, calcular o custo disso e comparar com o preço do sal.
- O iodo é cerca de 60% da massa do \ce{KIO3}. Então, para ter 60 mg de iodo:
- Custo dessa massa, sabendo que o \ce{KIO3} custa R$ 20,00/kg:
- O sal custa R$ 1,00/kg, então a fração do preço é:
Portanto, adicionar o iodo no limite máximo permitido encarece o quilo do sal em apenas 0,2%.
Alternativa B.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AErra a conta do custo por um fator 2, por exemplo usando 50 mg de \ce{KIO3} ou esquecendo de dividir por 0,6 e ainda arredondando mal.
- CMultiplica o valor por 6 ao errar a conversão de mg para kg, chegando a 1,2%.
- DErro de uma casa decimal na conversão de massa, dando 10 vezes o valor correto.
- EConsidera 60% como se fosse a proporção de custo, ou erra duas casas decimais na conversão.
Assuntos: porcentagem em massa, cálculo de custo, conversão de unidades.
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