Questão G01 da 2ª fase da FUVEST 2026

2º dia · Geografia

Na nação insular de Tuvalu, na Polinésia, mais de 3 mil pessoas – quase um terço da população local – estão se candidatando para deixar a ilha. Sua terra natal, uma cadeia de nove atóis no Oceano Pacífico situados a apenas 4,5 metros acima do nível médio do mar, está sendo gradualmente submersa pela água. As imagens indicam a situação das áreas da capital do país em 2024 e projeções para 2050 e 2100.

Funafuti, capital de Tuvalu: imagens da faixa de terra em 2024 e projeções de submersão para 2050 e 2100.

Em 2021, o então ministro das Relações Exteriores de Tuvalu, Simon Kofe, colocou-se de pé, com água até os joelhos e gravou seu discurso para a 26a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-UNFCCC), realizada em Glasgow, Escócia, de 31 de outubro a 12 de novembro de 2021.

Simon Kofe discursando em um púlpito dentro do mar com água até os joelhos, com bandeiras ao fundo.

Fonte: Tuvalu Foreign Ministry/Reuters. Adaptado.

Com base nas informações apresentadas e em seus conhecimentos sobre a dinâmica climática global, responda:

a) Que fenômeno é possível identificar nas imagens?

b) Explique dois impactos negativos que esse fenômeno pode representar para os países com baixas altitudes.

c) Indique uma ação ambiental, a ser adotada pela população, e uma ação política, a ser adotada pelos governantes, para mitigar o impacto desse fenômeno.

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Resolução comentada

Resolução comentada

a) As imagens de Funafuti mostram a faixa de terra em 2024 e, nas projeções de 2050 e 2100, cada vez mais coberta pela água. O fenômeno é a elevação do nível médio dos oceanos, que submerge áreas costeiras. Ela decorre do aquecimento global, que provoca a expansão térmica da água do mar e o derretimento de geleiras continentais e das calotas polares. A foto do ministro com água nos joelhos reforça a ideia.

b) Dois impactos negativos para países de baixa altitude:

  1. Perda de território e deslocamento populacional: a submersão de áreas habitadas e de infraestrutura (aeroporto, casas, estradas) obriga a população a migrar. Surgem os chamados refugiados climáticos, além de riscos à soberania do país, que pode perder território e até zonas econômicas exclusivas.
  2. Salinização e prejuízo econômico: a água salgada contamina aquíferos e solos agrícolas, comprometendo o abastecimento de água potável e a produção de alimentos. Além disso, ressacas e tempestades ficam mais destrutivas, prejudicando pesca, turismo e outras atividades.

c) Ações de mitigação:

  • Ação ambiental da população: reduzir as emissões de gases de efeito estufa no dia a dia, por exemplo usando mais transporte coletivo ou bicicleta, economizando energia e combatendo o desmatamento e as queimadas (consumo consciente e plantio de árvores).
  • Ação política dos governantes: adotar e cumprir metas de redução de emissões de acordo com acordos internacionais, como o Acordo de Paris, incentivando a transição energética de combustíveis fósseis para fontes renováveis (solar, eólica) e fiscalizando o desmatamento.

Resposta: elevação do nível do mar; perda de território com migração forçada e salinização da água e do solo; reduzir emissões individuais e adotar metas de redução de emissões com energias renováveis.

Assuntos: aquecimento global, elevação do nível do mar, acordos ambientais.

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