Questão 1 (2º dia) da 2ª fase da FUVEST 2015

2º dia · Inglês

Vista da copa de árvores da floresta amazônica com diversas espécies e alturas

In 1998 Fernando Henrique Cardoso, then Brazil’s president, said he would triple the area of the Amazonian forest set aside for posterity. At the time the ambition seemed vain: Brazil was losing 20,000 square kilometres of forest a year. Over the next 15 years loggers, ranchers, environmentalists and indigenous tribes battled it out – often bloodily – in the world’s largest tropical forest. Yet all the while presidents were patiently patching together a jigsaw of national parks and other protected patches of forest to create the Amazon Region Protected Areas (ARPA), a protected area 20 times the size of Belgium. Now, less than 6,000 sq km of Brazil’s Amazonian forest is cleared each year. In May the government and a group of donors agreed to finance ARPA for 25 years. It is the largest tropical-forest conservation project in history.

This matters because of Brazil’s size: with 5m sq km of jungle, it has almost as much as the next three countries (Congo, China and Australia) put together. But it also matters for what it may signal: that the world could be near a turning point in the sorry story of tropical deforestation.

The Economist, August 23, 2014. Adaptado.

Redigindo em português, atenda ao que se pede.

a) Com base no texto, compare a situação da floresta amazônica em 1998 com a de 2014.

b) Segundo o texto, o que é o projeto ARPA e qual a importância que ele pode vir a ter para a floresta amazônica?

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a) Em 1998, o então presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que triplicaria a área de floresta amazônica reservada para a posteridade, mas a meta parecia vã, porque o Brasil perdia cerca de 20 mil km² de floresta por ano. Houve ainda, nos 15 anos seguintes, disputas, muitas vezes violentas, entre madeireiros, pecuaristas, ambientalistas e povos indígenas.

Em 2014, a situação era bem melhor: o desmatamento anual caíra para menos de 6 mil km², ou seja, menos de um terço do nível de 1998. Além disso, sucessivos presidentes haviam reunido, aos poucos, parques nacionais e outras áreas protegidas, formando uma extensa área de proteção.

Em 1998, o desmatamento era de cerca de 20 mil km² por ano e a meta de proteção parecia irrealista; em 2014, ele havia caído para menos de 6 mil km² anuais e havia uma ampla rede de áreas protegidas.

b) Segundo o texto, o ARPA (Amazon Region Protected Areas) é um conjunto de parques nacionais e outras áreas de floresta protegidas, reunidas como num quebra-cabeça. Essa área equivale a cerca de 20 vezes o tamanho da Bélgica. Em maio de 2014, o governo e um grupo de doadores acordaram financiá-lo por 25 anos, o que o torna o maior projeto de conservação de floresta tropical da história.

Sua importância vem do tamanho do Brasil, que tem cerca de 5 milhões de km² de floresta, quase tanto quanto os três países seguintes (Congo, China e Austrália) somados. Além disso, o projeto pode sinalizar que o mundo estaria perto de um ponto de virada na triste história do desmatamento das florestas tropicais.

O ARPA é uma rede de áreas protegidas na Amazônia, 20 vezes maior que a Bélgica e financiada por 25 anos, o maior projeto de conservação de floresta tropical da história; pode ajudar a preservar a floresta e indicar uma virada global contra o desmatamento tropical.

Assuntos: interpretação de texto em inglês, desmatamento da amazônia, áreas de proteção ambiental.

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