Questão G05 da 2ª fase da FUVEST 2012

3º dia · Geografia

Dois gráficos de colunas sobre a dinâmica demográfica brasileira de 2000 a 2050: à esquerda, participação dos grupos etários no conjunto da população (0 a 14 anos, 15 a 59 anos e 60 anos ou mais); à direita, participação dos idosos (60 a 75 anos) e "super idosos" (mais de 75 anos).

IBGE, 2010 e Boletim Mundo, abril, 2011. Adaptado.

Com base nos gráficos e em seus conhecimentos,

a) caracterize o processo de transição demográfica em curso no Brasil;

b) cite e explique dois possíveis impactos da transição demográfica brasileira sobre políticas públicas.

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Resolução comentada

a) A transição demográfica é a passagem de um regime de natalidade e mortalidade altas para outro, com os dois índices baixos. No Brasil, a mortalidade caiu primeiro, por saneamento, vacinação e avanços da medicina. Depois a natalidade também caiu, por urbanização, maior escolaridade e inserção da mulher no mercado de trabalho, além do uso de métodos contraceptivos.

Os gráficos mostram o resultado disso: o grupo de 0 a 14 anos cai de 29{,}8\% (2000) para 13{,}1\% (2050). Já os de 60 anos ou mais sobem de 8{,}1\% para 29{,}8\%, e os "super idosos" (mais de 75 anos) ganham peso. A população de 15 a 59 anos cresce até 2020 (66{,}3\%), o chamado bônus demográfico, e depois diminui, chegando a 57{,}1\% em 2050. Ou seja, o crescimento vegetativo desacelera, a base da pirâmide se estreita e a população envelhece.

O Brasil vive o envelhecimento populacional: queda da natalidade e da mortalidade, menos jovens, mais idosos e, após 2020, redução da população em idade ativa.

b) Dois impactos possíveis:

  1. Previdência social: há mais aposentados e pensionistas e, depois de 2020, menos pessoas em idade ativa contribuindo. Isso pressiona as contas públicas e leva a reformas, como a fixação de idade mínima e o aumento do tempo de contribuição.
  2. Saúde: os idosos, sobretudo os acima de 75 anos, sofrem mais de doenças crônicas e degenerativas e precisam de atendimento mais longo e caro. Isso exige ampliar geriatria, cuidados continuados e programas de prevenção no SUS.

Outros impactos aceitos: menor demanda por vagas escolares, com reorientação dos gastos em educação, e adaptação de transporte e moradia aos idosos.

Previdência (mais beneficiários e menos contribuintes) e saúde (mais demanda por tratamento de doenças crônicas e geriatria).

Assuntos: transição demográfica, envelhecimento populacional, políticas públicas.

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