Questão G04 da 2ª fase da FUVEST 2011

Com base no mapa e em seus conhecimentos:
a) Analise os principais fluxos de turistas pelo mundo, relacionando-os com aspectos da Divisão Internacional do Trabalho.
b) Faça uma análise sobre a posição do Brasil na distribuição dos fluxos internacionais de turistas.
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Resolução comentada
a) O mapa mostra que o turismo internacional se concentra em América do Norte e Europa, regiões de chegada e partida de 82% dos turistas. Os fluxos mais intensos (setas grossas) são entre elas, sobretudo no Atlântico Norte, e dentro da própria Europa. Há também um fluxo relevante no Leste Asiático e Pacífico, com Japão, Austrália e Nova Zelândia.
A Divisão Internacional do Trabalho (DIT) explica esse padrão. Os países centrais, desenvolvidos e industrializados, têm renda alta, tempo livre, infraestrutura de transportes e agências de turismo. Por isso são os principais emissores de turistas. Mas eles também são grandes receptores, graças ao patrimônio histórico e cultural e à infraestrutura.
Os fluxos que partem do centro para a periferia (América Latina, África, Sudeste Asiático, Caribe, Oriente Médio) mostram os países periféricos como receptores de turistas, com oferta de natureza, clima tropical, praias e preços mais baixos. Esses países entram na DIT como fornecedores de serviços turísticos, com empregos de baixa qualificação e boa parte da renda retida pelas empresas do centro (redes de hotéis, companhias aéreas e operadoras). Os fluxos entre periferias são pequenos.
Os fluxos se concentram entre países centrais (América do Norte, Europa e Leste Asiático/Pacífico); o centro emite turistas para a periferia, que fornece natureza e serviços baratos, reproduzindo a DIT.
b) No mapa, a América do Sul aparece com poucas setas e finas, e o Brasil está à margem dos grandes fluxos, que ficam no hemisfério Norte. O país recebe poucos turistas internacionais em comparação com sua extensão e seu potencial natural e cultural (praias, Amazônia, Pantanal, carnaval).
Os turistas que chegam vêm principalmente da Europa, dos Estados Unidos e de vizinhos, como a Argentina. Fluxos de saída para o exterior existem, mas são modestos.
Posição periférica explica isso: distância dos grandes emissores, custo das passagens, infraestrutura deficiente, violência urbana, pouca divulgação no exterior e fraca integração a redes turísticas globais. O Brasil é, portanto, um receptor secundário e dependente do turismo doméstico, que é maior que o internacional.
O Brasil ocupa posição periférica: receptor modesto, sobretudo de turistas da Europa, da América do Norte e do Cone Sul, com baixo peso nos fluxos mundiais, apesar do grande potencial.
Assuntos: turismo internacional, divisão internacional do trabalho, brasil no turismo mundial.
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