PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 50 do ENEM 2008
Texto para as questões 50 e 51 · Amarela
A vida na rua como ela é
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) realizou, em parceria com a ONU, uma pesquisa nacional sobre a população que vive na rua, tendo sido ouvidas 31.922 pessoas em 71 cidades brasileiras. Nesse levantamento, constatou-se que a maioria dessa população sabe ler e escrever (74%), que apenas 15,1% vivem de esmolas e que, entre os moradores de rua que ingressaram no ensino superior, 0,7% se diplomou. Outros dados da pesquisa são apresentados nos quadros abaixo.

As informações apresentadas no texto são suficientes para se concluir que
- Aas pessoas que vivem na rua e sobrevivem de esmolas são aquelas que nunca estudaram.
- Bas pessoas que vivem na rua e cursaram o ensino fundamental, completo ou incompleto, são aquelas que sabem ler e escrever.
- Cexistem pessoas que declararam mais de um motivo para estarem vivendo na rua.
- Dmais da metade das pessoas que vivem na rua e que ingressaram no ensino superior se diplomou.
- Eas pessoas que declararam o desemprego como motivo para viver na rua também declararam a decepção amorosa.
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Resolução comentada
Vamos testar cada afirmação com os dados do texto e dos gráficos.
O ponto central está no primeiro gráfico, "Por que vive na rua?". Somando as porcentagens dos motivos:
Se cada pessoa tivesse dado apenas um motivo, a soma seria exatamente 100\%. Como deu 132\%, é impossível que todos tenham citado um só motivo: algumas pessoas apontaram mais de um. Logo, a afirmação da alternativa C é conclusão necessária dos dados.
Agora, por que as outras não se sustentam:
- Os dados não cruzam esmola com escolaridade. Sabe-se que 15,1\% vivem de esmolas e que 15,1\% nunca estudaram, mas a coincidência dos números não significa que sejam as mesmas pessoas.
- Não há cruzamento entre saber ler e escrever e ter cursado o fundamental. Além disso, quem "nunca estudou" também pode saber ler.
- Sobre o ensino superior, apenas 0,7\% se diplomou, contra 1,4\% que ingressaram. Isso é a metade (0,7 = 1,4 \div 2), e não "mais da metade".
- Não há como saber quem declarou desemprego e decepção amorosa ao mesmo tempo, pois os gráficos não cruzam motivos.
Alternativa C.
Pegadinha: A alternativa D engana: 0,7% e 1,4% fazem parecer que a metade é ultrapassada, mas é exatamente a metade; a A também engana pela coincidência de 15,1%.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AOs dois valores são 15,1%, mas os dados não cruzam esmola com escolaridade; a coincidência numérica não prova que sejam as mesmas pessoas.
- BNão há cruzamento entre saber ler e escrever e o nível de escolaridade, então não se pode afirmar isso.
- D0,7% diplomados em relação a 1,4% que ingressaram é exatamente a metade, não mais da metade.
- EOs gráficos não cruzam os motivos, então não é possível afirmar que quem citou desemprego citou também decepção amorosa.
Assuntos: Leitura e interpretação de gráficos, Porcentagem.
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