Questão 113 do ENEM PPL 2017
O heredograma mostra a incidência de uma anomalia genética em um grupo familiar.


O indivíduo representado pelo número 10, preocupado em transmitir o alelo para a anomalia genética a seus filhos, calcula que a probabilidade de ele ser portador desse alelo é de
- A0\%.
- B25\%.
- C50\%.
- D67\%.
- E75\%.
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Resolução comentada
1. Tipo de herança. Os pais 7 e 8 são normais e tiveram a filha 11 afetada. Logo, a anomalia é recessiva. Como 11 é mulher afetada e o pai (7) é normal, o gene não pode estar no cromossomo X: uma filha afetada (X^aX^a) receberia o alelo do pai, que seria afetado. Portanto a herança é autossômica recessiva.
2. Genótipo dos pais. A filha 11 é aa, então recebeu um a de cada genitor. Assim, 7 e 8 são Aa (heterozigotos).
3. Probabilidade de 10. O indivíduo 10 é normal, então só pode ser AA ou Aa. Cruzando Aa \times Aa:
- Como 10 não tem a anomalia, descartamos aa e o espaço amostral passa a ter \tfrac34:
É uma probabilidade condicional: sabemos que 10 é normal, então o denominador é 3/4, e não 1.
Alternativa D.
Pegadinha: A alternativa C (50%) engana quem esquece a condição de que 10 é normal e não elimina o genótipo aa do cálculo.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AIgnora que os pais são heterozigotos; um indivíduo normal pode sim carregar o alelo.
- BUsa a probabilidade de ser afetado (1/4), que nem se aplica, pois 10 é normal.
- CUsa 2/4 sem excluir o genótipo aa, esquecendo que 10 é fenotipicamente normal.
- EUsa 3/4, a probabilidade de ser normal, e não a de ser portador dado que é normal.
Assuntos: heredograma, herança autossômica recessiva, probabilidade condicional.
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