Questão 20 do ENEM PPL 2016

OITICICA, H. Parangolé. Disponível em: www.muhka.be. Acesso em: 23 maio 2012.
Inspirada em fantasias de Carnaval, a arte apresentada se opunha à concepção de patrimônio vigente nas décadas de 1960 e 1970 na medida em que
- Ase apropriava das expressões da cultura popular para produzir uma arte efêmera destinada ao protesto.
- Bresgatava símbolos ameríndios e africanos para se adaptar a exposições em espaços públicos.
- Cabsorvia elementos gráficos da propaganda para criar objetos comercializáveis pelas galerias.
- Dvalorizava elementos da arte popular para construir representações da identidade brasileira.
- Eincorporava elementos da cultura de massa para atender às exigências dos museus.
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Resolução comentada
Hélio Oiticica criou os Parangolés nos anos 1960: capas, estandartes e tendas feitos de tecidos, sacos e materiais pobres, que só ganham sentido quando alguém os veste e se move, como no samba e no Carnaval. Ele frequentava a Mangueira e se inspirou nas fantasias e na cultura popular das favelas.
A concepção de patrimônio da época valorizava a obra durável, o objeto de museu, contemplado a distância e ligado à arte erudita. Para saber como o Parangolé se opõe a isso, siga os passos:
- Materiais: tecidos e sacos, simples e perecíveis, em vez de suportes nobres e duráveis.
- Origem: fantasias de Carnaval, ou seja, expressão popular, não arte de elite.
- Existência: a obra depende do corpo e do movimento, então é efêmera e não se preserva como peça fixa de museu.
- Mensagem: a frase "incorporo a revolta" mostra o caráter de protesto, num período de ditadura militar.
Logo, a arte se apropria da cultura popular, é efêmera e serve ao protesto, o que rompe com a ideia tradicional de patrimônio. Isso corresponde à alternativa A.
Alternativa A.
Por que as outras alternativas estão erradas
- BOs Parangolés não resgatam símbolos ameríndios e africanos nem visam adaptação a exposições públicas.
- CNão há elementos de propaganda nem objetos feitos para venda em galerias; a obra é de protesto.
- DO foco não é construir representações da identidade nacional, e sim protestar e envolver o corpo; não explica a oposição ao patrimônio.
- EA obra rejeita as exigências dos museus, em vez de atendê-las, e não parte da cultura de massa.
Assuntos: arte contemporânea brasileira, patrimônio cultural, Hélio Oiticica.
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