Questão 42 do ENEM PPL 2014
Os desequilíbrios que se registram nas encostas ocorrem, na maioria das vezes, em função da participação do clima e de alguns aspectos das características das encostas que incluem a topografia, geologia, grau de intemperismo, solo e tipo de ocupação.
CUNHA, S. B.; GUERRA, A. J. T. Degradação ambiental. In: GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S. B. (Org.). Geomorfologia e meio ambiente. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996.
Os desequilíbrios resultantes da atuação humana junto às vertentes íngremes do relevo são fortemente ligados ao(à)
- Aaumento da atividade industrial.
- Bcrescimento populacional urbano desordenado.
- Cdesconcentração das atividades comerciais e dos serviços.
- Dinstalação de equipamentos urbanos na periferia da cidade.
- Econstrução de projetos habitacionais voltados à população de baixa renda.
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Resolução comentada
O texto trata de desequilíbrios nas encostas (deslizamentos, erosão) causados pela combinação de clima, topografia, solo e, principalmente, pelo tipo de ocupação. A pergunta pede o fator humano ligado à ocupação de vertentes íngremes.
Encostas de forte declividade são áreas inadequadas para construir. Ainda assim, elas são ocupadas quando a cidade cresce sem planejamento, pois falta oferta de moradia acessível e de controle do uso do solo. A população se instala em morros, sem drenagem, sem contenção e com retirada da vegetação. Isso aumenta a infiltração e o escoamento da água, o que favorece deslizamentos.
Assim, o vínculo mais direto é o crescimento urbano desordenado, que empurra a ocupação para áreas de risco.
As demais opções não têm relação direta com as vertentes íngremes: a indústria, a desconcentração comercial e os equipamentos na periferia não explicam a ocupação de encostas. Os projetos habitacionais, quando planejados, seguem normas de engenharia e não são a causa central do problema.
Alternativa B.
Por que as outras alternativas estão erradas
- Aa atividade industrial não é o fator ligado à ocupação de encostas íngremes citada no texto.
- Ca desconcentração de comércio e serviços não se relaciona com a ocupação de vertentes.
- Dequipamentos urbanos na periferia não explicam a ocupação de áreas de risco nas encostas.
- Eprojetos habitacionais planejados não são a causa; o problema vem da ocupação desordenada e irregular.
Assuntos: ocupação de encostas, urbanização, impactos ambientais urbanos.
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