Questão 13 do ENEM PPL 2014

1º dia · Ciências Humanas

A introdução da organização científica taylorista do trabalho e sua fusão com o fordismo acabaram por representar a forma mais avançada da racionalização capitalista do processo de trabalho ao longo de várias décadas do século XX.

ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2009 (adaptado).

O objetivo desse modelo de organização do trabalho é o alcance da eficiência máxima no processo produtivo industrial que, para tanto,

  1. A
    adota estruturas de produção horizontalizadas, privilegiando as terceirizações.
  2. B
    requer trabalhadores qualificados, polivalentes e aptos para as oscilações da demanda.
  3. C
    procede à produção em pequena escala, mantendo os estoques baixos e a demanda crescente.
  4. D
    decompõe a produção em tarefas fragmentadas e repetitivas, complementares na construção do produto.
  5. E
    outorga aos trabalhadores a extensão da jornada de trabalho para que eles definam o ritmo de execução de suas tarefas.
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Resolução comentada

O taylorismo propõe a "administração científica" da fábrica: o processo produtivo é estudado, cronometrado e dividido em movimentos simples, para eliminar o tempo ocioso e o "desperdício" de gestos. O fordismo incorpora essa ideia e a combina com a linha de montagem, a produção em massa e a padronização.

Nesse modelo:

  1. o trabalho é parcelado: cada operário executa uma única tarefa, curta e repetitiva;
  2. o ritmo é imposto pela gerência e pela esteira, não pelo trabalhador;
  3. o conjunto das tarefas fragmentadas se completa na montagem do produto final;
  4. o trabalhador precisa de pouca qualificação, pois não domina o processo inteiro.

É isso que gera a "eficiência máxima" citada no enunciado: produção em grande escala, com custo menor por unidade.

As demais alternativas descrevem o toyotismo, modelo posterior e flexível, que usa terceirização, trabalhador polivalente, produção conforme a demanda e estoques mínimos. Apenas a alternativa D descreve a divisão em tarefas fragmentadas e repetitivas que caracteriza taylorismo-fordismo.

Alternativa D.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AEstruturas horizontalizadas e terceirização são características do toyotismo; o fordismo era verticalizado, concentrando toda a produção na fábrica.
  • BTrabalhadores polivalentes e flexíveis à demanda pertencem ao toyotismo; taylorismo-fordismo usa operários especializados em uma só tarefa.
  • CProdução em pequena escala com estoques baixos é o modelo just in time toyotista; o fordismo é produção em massa.
  • ENo taylorismo-fordismo o ritmo é controlado pela gerência e pela linha de montagem, não definido pelos trabalhadores.

Assuntos: taylorismo e fordismo, organização do trabalho, toyotismo.

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