Questão 5 do ENEM PPL 2013
Hobbes realiza o esforço supremo de atribuir ao contrato uma soberania absoluta e indivisível. Ensina que, por um único e mesmo ato, os homens naturais constituem-se em sociedade política e submetem-se a um senhor, a um soberano. Não firmam contrato com esse senhor, mas entre si. É entre si que renunciam, em proveito desse senhor, a todo o direito e toda liberdade nocivos à paz.
CHEVALLIER, J. J. As grandes obras políticas de Maquiavel a nossos dias.
Rio de Janeiro: Agir, 1995 (adaptado).
A proposta de organização da sociedade apresentada no texto encontra-se fundamentada na
- Aimposição das leis e na respeitabilidade ao soberano.
- Babdicação dos interesses individuais e na legitimidade do governo.
- Calteração dos direitos civis e na representatividade do monarca.
- Dcooperação dos súditos e na legalidade do poder democrático.
- Emobilização do povo e na autoridade do parlamento.
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Resolução comentada
O texto trata do contrato social em Hobbes. Para ele, no estado de natureza os homens vivem em guerra de todos contra todos, e por isso precisam de um poder que garanta a paz.
O ponto central do trecho é como isso acontece:
- Os homens firmam o contrato entre si, e não com o soberano.
- Nesse mesmo ato, renunciam ao direito e à liberdade que são nocivos à paz, ou seja, abrem mão de seus interesses individuais.
- Essa renúncia é feita em proveito do soberano, que passa a deter poder absoluto e indivisível.
Como o soberano nasce do consentimento dos próprios homens, seu poder é legítimo: a legitimidade vem do pacto. Assim, a sociedade proposta se apoia em dois pilares: a abdicação dos interesses individuais e a legitimidade do governo.
As demais alternativas falham: o soberano não é criado por imposição de leis, não há democracia nem parlamento no texto, e o monarca não é um representante, pois não é parte do contrato.
Alternativa B.
Por que as outras alternativas estão erradas
- AO texto fala de pacto entre os homens que origina o soberano, e não de imposição de leis previamente existentes.
- CNão há alteração de direitos civis nem representação: os homens renunciam a direitos e o soberano não é representante.
- DHobbes defende soberania absoluta e indivisível, e o texto não menciona poder democrático nem cooperação dos súditos.
- EO parlamento e a mobilização popular não aparecem; o poder é concentrado no soberano, sem divisão.
Assuntos: contrato social, Hobbes, filosofia política.
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