PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 44 do ENEM PPL 2012

Cenas do filme Tempos Modernos (Modern Times), EUA, 1936,
Direção: Charles Chaplin, Produção: Continental.
A figura representada por Charles Chaplin critica o modelo de produção do início do século XX, nos Estados Unidos da América, que se espalhou por diversos países e setores da economia e teve como resultado
- Aa subordinação do trabalhador à máquina, levando o homem a desenvolver um trabalho repetitivo.
- Ba ampliação da capacidade criativa e da polivalência funcional para cada homem em seu posto de trabalho.
- Ca organização do trabalho que possibilitou ao trabalhador o controle sobre a mecanização do processo de produção.
- Do rápido declínio do absenteísmo, o grande aumento da produção conjugado com a diminuição das áreas de estoque.
- Eas novas técnicas de produção que provocaram ganhos de produtividade, repassados aos trabalhadores como forma de eliminar as greves.
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Resolução comentada
O filme Tempos Modernos (1936) critica o taylorismo/fordismo, modelo de produção do início do século XX nos EUA. Nele, o trabalho é dividido em tarefas mínimas e cronometradas, e o ritmo é ditado pela linha de montagem (a esteira).
Nas imagens, isso aparece de duas formas:
- Na foto superior, o operário está preso entre engrenagens gigantes. A cena simboliza o trabalhador "engolido" pela máquina, tratado como uma peça dela.
- Na foto inferior, os operários estão enfileirados na esteira, cada um repetindo o mesmo gesto com a ferramenta. O ritmo da máquina impõe a velocidade do trabalho, e o personagem, ao tentar acompanhá-lo, gesticula de modo frenético.
O resultado desse modelo, portanto, foi a subordinação do trabalhador ao ritmo da máquina e a repetição de movimentos, com perda de autonomia e de criatividade. Isso corresponde exatamente à alternativa A.
As demais descrevem o oposto (criatividade, controle do operário sobre a máquina) ou características de outros modelos, como o toyotismo (estoques reduzidos), ou ainda um benefício que a crítica do filme não trata.
Alternativa A.
Por que as outras alternativas estão erradas
- BAfirma ampliação da criatividade e polivalência, o oposto da fragmentação e repetição de tarefas do fordismo; polivalência é traço do toyotismo.
- CInverte a relação: o trabalhador é quem era controlado pelo ritmo da máquina, não o contrário.
- DRedução de estoques e de áreas de armazenagem é característica do toyotismo (just in time), não é o tema da crítica do filme.
- EOs ganhos de produtividade não eram repassados para eliminar greves; o filme critica a exploração e a desumanização, não uma partilha de ganhos.
Assunto: Taylorismo, fordismo e toyotismo.
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