PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS

Questão 25 do ENEM PPL 2011

1º dia · Ciências Humanas · Sociologia: Movimentos sociais

Em uma das reuniões do GPH (Grupo de Pais de Homossexuais) na rua Major Sertório, no centro de São Paulo, mais de 80 jovens ocupam uma sala. Sentados em cadeiras, sofás ou em almofadas no chão, conversam, esclarecem dúvidas e falam sobre as dificuldades e prazeres típicos desta fase da vida. No final, participam de uma confraternização com lanche e música. O que os une nesta tarde de domingo não é política ou religião, mas a orientação sexual: eles são LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) ou querem conhecer pessoas que sejam, por conta de dúvidas quanto à própria sexualidade.

FUHRMANN, L. Mães e filhos: um grupo em São Paulo ajuda familiares a lidar com a homossexualidade de jovens e adolescentes. Carta Capital. Nº 589, São Paulo: Confiança, mar. 2010.

Tendo em conta as formas de incompreensão e intolerância que ainda marcam certas visões sobre o tema da diversidade sexual, o que embasa a criação de movimentos sociais como o GPH e de outros grupos LGBT com o mesmo perfil?

  1. A
    A liberalidade frequente dos pais de homossexuais.
  2. B
    As normas legais que amparam os homossexuais.
  3. C
    A participação político-partidária dos grupos LGBT.
  4. D
    A necessidade de superar o medo e a discriminação.
  5. E
    As tentativas de atrair os consumidores gays.
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Resolução comentada

O texto descreve um grupo de apoio em que jovens e famílias conversam, esclarecem dúvidas e falam das dificuldades e dos prazeres da fase da vida. O próprio texto diz que o que une os participantes "não é política ou religião, mas a orientação sexual". O enunciado pergunta o que embasa a criação desses movimentos, "tendo em conta as formas de incompreensão e intolerância" que ainda existem.

Movimentos sociais desse tipo surgem de uma necessidade concreta de seus integrantes. Aqui, a necessidade é acolhimento: um espaço seguro, onde se possa trocar experiências e enfrentar o preconceito.

Análise do raciocínio:

  1. O enunciado aponta a intolerância como ponto de partida.
  2. O texto mostra o grupo como espaço de diálogo e esclarecimento, não de militância partidária.
  3. Logo, o grupo nasce para superar o medo e a discriminação que cercam a diversidade sexual.

As demais alternativas trazem fatores que não aparecem no texto ou o contradizem: a liberalidade dos pais não é regra (o grupo ajuda justamente pais a lidar com a homossexualidade), as leis e o mercado consumidor não são mencionados, e a política partidária é expressamente negada.

Alternativa D.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • AOs pais não são tidos como liberais; o grupo existe para ajudá-los a lidar com a homossexualidade dos filhos.
  • BO texto não menciona normas legais; o motivo do grupo é a incompreensão social, não amparo jurídico.
  • CO texto afirma que o que une os participantes não é política, e sim a orientação sexual.
  • EAtrair consumidores é uma lógica de mercado que não aparece no texto, que trata de acolhimento.

Assuntos: Movimentos sociais, Gênero e divisão sexual do trabalho.

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