PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS
Questão 133 do ENEM PPL 2010
São 68 milhões num universo de 190 milhões de brasileiros conectados às redes virtuais. O e-mail ainda é uma ferramenta imprescindível de comunicação, mas já começa a dar espaço para ferramentas mais ágeis de interação, como MSN, Orkut, Facebook, Twitter e blogs. A campanha dos principais pré-candidatos à Presidência da República, por exemplo, não chegou às ruas, mas já se firma na rede.
O marco regulatório da Internet no Brasil é discutido pela sociedade civil e parlamentares no Congresso Nacional, numa queda de braço pela garantia de um controle do que alguns consideram “uma terra sem lei”.
Por abrir um canal, apresentar instrumentos e diversificar as ferramentas de interação na troca de informações, a Internet levanta preocupações em relação aos crimes cibernéticos, como roubos de senha e pedofilia.
F. JÚNIOR, H. Internet cresce no país e preocupa. Jornal Hoje em Dia. Brasília, 25 abr. 2010 (adaptado).
Ao tratar do controle à Internet, o autor usou a expressão “uma terra sem lei” para indicar opinião sobre
- Aa falta de uma legislação que discipline o uso da Internet e a forma de punição dos infratores.
- Ba liberdade que cada político tem de poder atingir um número expressivo de eleitores via Internet.
- Co constante crescimento do número de pessoas que possuem acesso à Internet no Brasil.
- Do ponto de vista de parlamentares e da sociedade civil que defendem um controle na Internet.
- Eos possíveis prejuízos que a Internet traz, apesar dos benefícios proporcionados pelas redes sociais.
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Resolução comentada
A expressão "uma terra sem lei" aparece no segundo parágrafo, que trata do marco regulatório da Internet: a sociedade civil e os parlamentares discutem uma regulamentação, numa "queda de braço pela garantia de um controle".
Se o controle ainda está em discussão, a Internet é vista por "alguns" como um espaço sem regras, ou seja, onde faltam leis. O sentido figurado é este: "terra sem lei" = lugar onde não há legislação que organize o comportamento das pessoas.
O terceiro parágrafo reforça a ideia ao mencionar crimes cibernéticos, como roubo de senha e pedofilia. São situações em que é preciso uma lei que defina o crime e a punição de quem o comete.
Assim, a expressão indica a ausência de uma legislação que discipline o uso da rede e puna os infratores.
O que as outras alternativas dizem não é o que a expressão comenta: o uso político da rede, o crescimento do número de usuários, a posição de quem quer o controle e os prejuízos em geral são assuntos próximos, mas não são o sentido da expressão.
Alternativa A.
Por que as outras alternativas estão erradas
- BA liberdade dos políticos de atingir eleitores aparece no primeiro parágrafo e não tem relação com a expressão, que trata de regras.
- CO crescimento do número de usuários é dado estatístico do início do texto, sem ligação com a ausência de lei.
- DParlamentares e sociedade civil discutem o controle, mas a expressão descreve a situação atual de falta de lei, que é o que "alguns consideram".
- EOs prejuízos (crimes) são consequência citada depois; a expressão trata especificamente da falta de legislação, não do balanço entre prejuízos e benefícios.
Assunto: Denotação, conotação e expressões idiomáticas.
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