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IA ao vivo / FUVEST 2027 · 1ª fase

COMPARE OS RACIOCÍNIOS

Questão 14

Gabarito oficial: A. ← 13 15 →

A questão

Questão 14

Respostas das IAs

GPT-6 Astra

A

Respondeu

levou 13 s

Como pensou

A alternativa A interpreta corretamente o contraste entre as personagens.

Em O Cortiço, Pombinha é apresentada por um narrador em terceira pessoa e aparece socialmente integrada à comunidade: é querida, respeitada e recebe presentes. Embora sua aparência e seus hábitos a distingam dos demais moradores, ela encontra acolhimento naquele ambiente.

Em Memórias de Martha, a narração em primeira pessoa privilegia a interiorização da experiência vivida. Martha relata as humilhações que sofre, seu estranhamento diante da moradia e o peso da vigilância materna. A descrição do espaço insalubre associa-se ao sofrimento da personagem, evidenciando uma relação de desconforto com aquele meio, coerente com a busca de outros caminhos.

As demais alternativas apresentam generalizações indevidas: não há determinismo biológico em ambos os excertos (B); a introspecção de Martha não elimina a dimensão social (C); os textos não sustentam nem a incapacidade reflexiva de Pombinha nem a plena emancipação de Martha (D). Além disso, as semelhanças — fragilidade, controle materno e vida em habitação coletiva — permitem claramente a comparação entre elas (E).

Resposta: A

GPT-6.1 Sol

A

Respondeu

levou 8 s

Como pensou

A alternativa correta é a A.

Em O Cortiço, Pombinha é caracterizada por um narrador em terceira pessoa, que destaca sua aparência, seus hábitos e sua posição na comunidade. Embora tenha “modos de menina de boa família”, ela está integrada à convivência do cortiço: é “muito querida”, respeitada e recebe presentes dos moradores.

Em Memórias de Martha, a narração em primeira pessoa privilegia a interiorização da experiência. Martha recorda as humilhações sofridas, o estranhamento diante da moradia e a vigilância materna. Assim, o ambiente aparece filtrado por seus sentimentos de desconforto e inadequação, que apontam para o desejo de outros caminhos.

As demais alternativas apresentam generalizações indevidas: não há determinismo biológico comum aos dois trechos (B), a introspecção de Martha não elimina a dimensão social (C), nem significa plena emancipação do meio (D). A comparação entre as personagens é claramente possível (E).

Resposta: A

GPT-6.1 Terra

A

Respondeu

levou 5 s

Como pensou

Pombinha é apresentada por um narrador em terceira pessoa como alguém integrada ao cortiço: é querida pelos moradores e recebe deles respeito e presentes. Apesar de sua aparência distinta, faz parte daquela comunidade.

Já Martha narra sua experiência em primeira pessoa, destacando o desconforto com a moradia, a hostilidade que sofre e o controle exercido pela mãe. Essa perspectiva privilegia a interiorização da experiência e se relaciona à busca de outros caminhos desenvolvida na narrativa.

Assim, a alternativa A é a que melhor interpreta o contraste entre as personagens. As demais atribuem aos textos afirmações excessivas, como a ausência de preocupação social ou a plena emancipação de Martha.

Resposta: A

GPT-6 Luna

A

Respondeu

levou 6 s

Como pensou

No primeiro excerto, Pombinha é caracterizada sobretudo por sua aparência, seus modos e os privilégios que a distinguem das demais pessoas do cortiço. Já no trecho de Memórias de Martha, a narradora relata em primeira pessoa como a moradia e o olhar da mãe afetam sua experiência íntima: sente-se vigiada e constrangida. Assim, a alternativa A identifica corretamente o contraste entre a caracterização de Pombinha e a interiorização da experiência vivida pela narradora de Júlia Lopes de Almeida.

Resposta: A

Claude Fable 5.1

A

Respondeu

levou 8 s

Como pensou

A questão compara dois excertos: em O Cortiço, Pombinha é apresentada por um narrador em terceira pessoa, de fora, descrita como frágil, protegida pela mãe e pela comunidade, bem vestida — alguém que, apesar de "não parecer" moradora de cortiço, está perfeitamente integrada àquele ambiente ("muito querida por toda aquela gente"). Já em Memórias de Martha, a narração é em primeira pessoa: Martha relata o estranhamento diante do cortiço ("estranhava aquela moradia"), as humilhações sofridas ("chamavam-me lesma!"), o peso da vigilância materna sentida "como brasas" — ou seja, há interiorização da experiência vivida, subjetividade e sinais de inadequação ao meio, que sugerem uma busca por outro destino.

Análise das alternativas:

  • (B) Falsa: Júlia Lopes não trata a fragilidade como determinismo biológico; o texto foca na percepção subjetiva.
  • (C) Falsa: Martha descreve com precisão as condições sociais do cortiço (corredor infecto, água empoçada), não abandona a preocupação social.
  • (D) Falsa: Martha não é "plenamente emancipada" do meio — ela sofre com ele; e a "negação de reflexão" a Pombinha é exagero.
  • (E) Falsa: a comparação é evidente (duas meninas, duas mães vigilantes, mesmo espaço do cortiço).
  • (A) Correta: Pombinha aparece ajustada às condições do cortiço; Martha, narradora, interioriza a experiência e demonstra estranhamento que aponta para outros caminhos.

Resposta: A

Claude Opus 5.5

A

Respondeu

levou 8 s

Como pensou
I'm leaning toward A, since Pombinha seems protected in the excerpt, though she eventually adapts to cortiço life by turning to prostitution. Martha narrates in the first person, looks inward, and pursues other paths like education and teaching. I can rule out B, since Júlia doesn't reinforce determinism, and C, because social concern is present. D overstates things with "plenamente emancipada" and "nega qualquer possibilidade de reflexão," and E doesn't fit either, so A it is.

Resposta: A

A pergunta pede a relação intertextual entre as duas personagens. Os dois trechos se espelham de propósito: "Chamavam-lhe Pombinha" / "Chamavam-me lesma!", e "A mãe não lhe permitia lavar" / "Minha mãe não permitia que eu me desembaraçasse".

  • Pombinha (Aluísio Azevedo): é descrita de fora, por um narrador em terceira pessoa típico do Naturalismo. Ela está integrada ao cortiço, querida e presenteada por "toda aquela gente". Ao longo do romance, acaba absorvida pelas condições do meio, como prevê a lógica naturalista.
  • Martha (Júlia Lopes de Almeida): narra a própria experiência em primeira pessoa. Expõe o estranhamento ("eu em começo estranhava aquela moradia"), a humilhação e a vigilância materna sentida "como brasas". É uma interiorização da vivência que, no romance, leva à busca de outro destino, pela educação e pelo trabalho.

Análise das alternativas:

  • A: correta. Contrapõe a adaptação de Pombinha ao meio à interiorização e à busca de outros caminhos de Martha.
  • B: errada. Júlia Lopes de Almeida não reforça o determinismo biológico; a fragilidade de Martha aparece como experiência subjetiva, não como degenerescência hereditária.
  • C: errada. Há clara preocupação social no trecho, com a descrição do corredor infecto e das barrelas empoçadas.
  • D: errada. "Nega qualquer possibilidade" e "plenamente emancipada" são exageros; o próprio trecho mostra Martha cerceada pela mãe.
  • E: errada. O diálogo entre os textos é evidente, e não obscurecido.

Resposta: A

Claude Sonnet 5.5

A

Respondeu

levou 6 s

Como pensou

Os dois excertos mostram personagens frágeis, de saúde delicada e vigiadas pela mãe, que vivem em cortiço. A comparação entre eles se dá nas diferenças de construção.

Pombinha (O Cortiço): o narrador é em terceira pessoa e observa a personagem de fora. Ela é descrita como bonita, enfermiça, querida por todos, e sua aparência esconde a origem pobre ("não seria capaz de desconfiar que ela morava em cortiço"). Ela aparece integrada ao ambiente e adaptada a ele, ainda que com certo verniz de distinção, em um enfoque naturalista.

Martha (Memórias de Martha): a narração é em primeira pessoa, com foco na interioridade. A personagem sofre com o estranhamento do ambiente, com a zombaria ("lesma, mole, palerma"), e sente o olhar da mãe "como brasas". Há desconforto, interiorização da experiência e inadaptação, o que sugere a busca por outros caminhos (na obra, Martha vai ser atriz).

Análise das alternativas:

  • A) Correta: contrasta a adaptação de Pombinha com a interioridade e a busca de saídas em Martha.
  • B) Incorreta: Júlia Lopes de Almeida não reforça o determinismo biológico; o sofrimento de Martha tem causas sociais e psicológicas.
  • C) Incorreta: há preocupação social no texto, com a descrição do cortiço e da pobreza.
  • D) Incorreta: Martha não é "plenamente emancipada", e Pombinha não é privada de qualquer reflexão de modo tão absoluto.
  • E) Incorreta: a comparação é possível e produtiva.

Resposta: A

Grok 4.7

A

Respondeu

levou 1 min 29 s

Como pensou
The question is in Portuguese and concerns the intertextual relationship between two literary excerpts. The first excerpt is from Aluísio Azevedo's "O Cortiço" about Pombinha. The second is from Júlia Lopes de Almeida's "Memórias de Martha". I am analyzing the character constructions to identify the intertextual relationship. Pombinha is described as pretty but sickly and nervous. She is blonde, pale, and refined. Her mother forbade her from washing or starching because the doctor had ordered it. Despite this, she was beloved by everyone in the cortiço. They treated her with respect and gave her presents. Pombinha's external narrator presents her as refined and protected, hiding her tenement life. The second excerpt begins with the protagonist being called "lesma," "mole," and "palmera." Martha's first-person narration reveals a similar poor dwelling with noise and filth. She is thin, shy, and mocked. Her mother controls her strictly, watching over her like burning embers. Both characters share the same social marginalization. The intertextual comparison is now being evaluated against the options. Pombinha appears adapted to the cortiço, but her protected status and maintained appearances suggest she may not be fully integrated into that life. The narrator's internalization of experience is also being weighed. Option A is being rejected because Pombinha is not truly adapted to the cortiço; she remains isolated from its harsh conditions. Option B is also incorrect, since Júlia Lopes de Almeida does not share Aluísio Azevedo's naturalist focus on biological degeneracy. Option C is also incorrect. The second excerpt does not abandon social concern; it vividly describes the filthy corridor, poor conditions, and the mother's control within that environment. Option D is incorrect. Pombinha is described externally without internal reflection, but the claim that Aluísio Azevedo denies her any possibility of reflection is too strong. Martha is not fully emancipated; she remains controlled by her mother and mocked by others. Option E is also incorrect. The intertextual dialogue between the characters is not obscured, and their constructions are comparable. The characters are clearly comparable. Both are young girls in tenements with physically fragile mothers who protect them from rough life and give them nicknames. The intertextual dialogue is evident, not obscured. This appears to be a FUVEST question contrasting narrative perspective and character construction. I am re-examining option A. The focus is shifting to the narrative perspective. Pombinha is constructed externally and deterministically. Martha's first-person narration interiorizes her experience and seeks alternatives. This contrast between external and internal construction may be the correct intertextual relationship. The author is now reconsidering option A. The word "adaptada" might carry a meaning that makes it the intended answer, despite earlier doubts about Pombinha's full integration into the cortiço. Reconsidering option A, Pombinha appears somewhat adapted to the cortiço in the excerpt. She is beloved and receives relative luxury. The focus now shifts to Júlia Lopes de Almeida's narrator, which interiorizes experience and seeks alternative paths. The excerpt does not explicitly show Martha seeking alternative paths. It ends with her mother's burning gaze, so the phrase "busca por outros caminhos" may be an inference rather than a direct quote. This question likely comes from a practice or real exam based on these texts. Option A is now the leading candidate. "Adaptada" likely refers to Pombinha fitting the cortiço's social description rather than fully integrating into its harsh conditions. The title "Memórias" suggests Martha's narrative interiorizes experience and seeks alternatives. Both mothers restrict their daughters: Pombinha's mother forbids washing and starching, while Martha's mother prevents her from behaving like other women. Júlia Lopes de Almeida appears to respond intertextually to Aluísio Azevedo's naturalist portrayal of women in tenements. Pombinha is accepted by the community, while Martha is mocked and isolated. Pombinha is not adapted to the cortiço. Her refined dress and jewelry hide her tenement life. None of the options fit perfectly. The question may have been misread. Option A is now the clear choice. Pombinha is indeed adapted to the cortiço community, beloved and respected by its people despite her differences. The intertextual dialogue between the two works is obvious and comparable. Option A is being reconsidered. Pombinha may not be adapted to the cortiço; she is kept apart and later falls into naturalistic degeneration. This casts doubt on whether it is the correct answer. The intertextual relationship is now clear. Júlia Lopes de Almeida's "Memórias de Martha" responds to Aluísio Azevedo's "O Cortiço." It presents a poor young woman who seeks education and social mobility, contrasting with the deterministic naturalist view of women trapped in tenements. Re-reading the first excerpt confirms Pombinha is well-adapted to the cortiço. She is beloved and respected by the community, receives presents, and lives with relative luxury. This supports option A. Option A is the intended answer. The other options contain clear inaccuracies that can be refuted by the excerpts, while option A can be defended. Júlia Lopes de Almeida does not reinforce naturalist presuppositions; her style is more sentimental and realist with social critique and individual psychology rather than degenerescence.

Os dois excertos aproximam personagens femininas jovens que vivem em cortiço e são resguardadas pela mãe, mas a construção de cada uma revela perspectivas distintas. Em Aluísio Azevedo, o narrador externo apresenta Pombinha integrada à comunidade do cortiço: é querida, respeitada, recebe presentes e sustenta um luxo relativo, ainda que preserve aparência de “menina de boa família”. Já em Júlia Lopes de Almeida, a narração em primeira pessoa privilegia a experiência interior — o estranhamento do corredor infecto, a timidez, a magreza e o olhar materno sentido como brasa —, o que aponta insatisfação com aquele meio e abertura para outros caminhos.

As demais alternativas não se sustentam nos textos: não há, em ambos, reforço dos pressupostos naturalistas de hereditariedade e degenerescência; o segundo excerto não abandona a preocupação social; Martha não aparece emancipada; e o diálogo entre as personagens é evidente, não obscurecido.

Resposta: A

DeepSeek V4.1 Flash

A

Respondeu

levou 14 s

Como pensou
We need answer. Need solve. Need parse. Question asks considering construction of characters in excerpts, intertextual relation correctly interpreted. Need choose. We have two excerpts: Pombinha from O Cortiço: beautiful, delicate, nervous, pale, middle-class manners, mother didn't let her work, etc. She is well-liked, respected, gifts, relative luxury, dressed nicely, church, no one would suspect she lived in cortiço. From Aluísio Azevedo. Second: "Chamavam-me lesma! Mole! Palerma!" from Memórias de Martha by Júlia Lopes de Almeida. Narrator child? She was called slow, weak, timid. She estranhava moradia, lots people, noise, long and infected corridor, air entrava contrafeito, water etc. Mother did not allow her to "desembaraçasse como as outras"; always eyes on her, felt like embers burning skin. This is Martha. Need identify intertextual relation. Options: A) While Aluísio Azevedo constructs Pombinha adapted to cortiço conditions, Júlia Lopes de Almeida privileges in her narrator interiorization of lived experience and search for other paths. B) Both represent female fragility as biological determinant, reinforcing naturalist heredity/degeneration. C) Júlia abandons any social preoccupation, only psychological introspection. D) Aluísio denies Pombinha reflection, Júlia presents Martha fully emancipated from social milieu. E) Intertextual dialogue obscure, little comparable. Likely A. Need explanation. Need careful: Pombinha adapted? In O Cortiço she is a character whose family lived in cortiço but mother protected her, she seems above environment; later seduced by Léonie, prostitute? "adapted to cortiço conditions" maybe yes? Need compare to Memórias de Martha: narrator interiorizes experience, seeks other paths? Let's analyze. Question wording: "Considerando a construção das personagens nos excertos, a relação intertextual estabelecida entre elas é corretamente interpretada em:" It's likely from FUVEST? Maybe there is a known comparison between Pombinha and Martha, both young women in cortiço? Memórias de Martha is a novel by Júlia Lopes de Almeida, precursor to O Cortiço? Both depict cortiço and female characters. The correct answer might be A: Pombinha adapted to cortiço vs Martha interiorization and search. Let's inspect each option. (A) "Enquanto Aluísio Azevedo constrói Pombinha adaptada às condições de vida do cortiço, Júlia Lopes de Almeida privilegia em sua narradora a interiorização da experiência vivida e a busca por outros caminhos." This seems plausible. Pombinha appears "adaptada" due to respectable appearance despite cortiço. But is she adapted to cortiço conditions? Text says she was "muito querida", has relative luxury, not like others; no one suspect she lived in cortiço. Not exactly adapted; she is protected/alienated. However as naturalist character, destined to environment? She eventually becomes prostitute? Hmm. (B) "Ambos ... fragility feminine as biological determinant, reinforcing naturalist presuppositions of heredity and degeneration associated with milieu." Aluísio naturalist yes, but Júlia Lopes de Almeida is not naturalist; she critiques. So false. (C) "Júlia ... abandona qualquer preocupação social, concentrating only introspection." False: Memórias de Martha is social critique. (D) "Aluísio nega a Pombinha qualquer possibilidade de reflexão, ao passo que Júlia ... Martha como plenamente emancipada do meio social." False: Pombinha reflects? Martha not emancipated, she is child restricted. (E) false. Thus A. Need explain in Portuguese. End exactly Resposta: A. Need maybe mention intertextuality: both portray young women in cortiço, but Pombinha is shown externally, integrated/hypocritically adapted to social appearances; Martha narrator internalizes humiliation and confinement and seeks escape/other paths. Need final concise. Need answer in Portuguese. Could include quotes. Use final only.

A alternativa correta é a A.

Nos dois excertos, há personagens femininas ligadas ao espaço do cortiço, mas a construção é diferente. Em O Cortiço, Pombinha é apresentada por um narrador externo, com aparência delicada e modos “de menina de boa família”; apesar de morar no cortiço, ela parece adaptada às aparências e à vida social daquele meio, sendo até descrita como alguém que não despertaria suspeita na igreja. Já em Memórias de Martha, a narradora fala em primeira pessoa e internaliza a experiência: sente a humilhação dos apelidos, o incômodo do espaço e a vigilância materna, o que revela uma construção mais introspectiva e uma busca por outras possibilidades de existência.

As demais alternativas erram ao atribuir a Júlia Lopes de Almeida um determinismo naturalista semelhante ao de Aluísio Azevedo, ao afirmar que ela abandona a preocupação social, ao dizer que Martha está plenamente emancipada ou ao negar a comparação entre as personagens.

Resposta: A

Gemini 3.8 Flash

A

Respondeu

levou 10 s

Como pensou
**Analyzing Literary Excerpts** I'm currently focusing on the initial passage from Aluísio Azevedo's *O Cortiço*, specifically noting the description of the character Pombinha, highlighting her delicate features and nervous disposition. **Dissecting Character Depictions** My focus has shifted to the contrasting portrayals of Pombinha from *O Cortiço* and the unnamed narrator from *Memórias de Martha*. I'm examining how their domestic environments and maternal figures shape their perceived vulnerabilities and social standing, noting subtle differences in their respective descriptions. **Comparing Character Interpretations** I'm now evaluating how the authors construct their female characters and the intertextual relationships between them. My current analysis centers on discerning which option most accurately captures the nuances of Pombinha from *O Cortiço* and the narrator from *Memórias de Martha* in relation to their social contexts and internal lives. **Interrogating Narrative Perspectives** I'm now deeply engaged in contrasting the authorial strategies employed in *O Cortiço* and *Memórias de Martha*. My focus is on how the external third-person narration of Pombinha in Azevedo's work differs from Martha's internal, first-person experience of her own cortiço, particularly concerning their interactions with their respective environments and the other inhabitants. **Developing Interpretive Frameworks** I'm now comparing the textual evidence for Pombinha's adaptation within *O Cortiço* against Martha's internalized experience and subsequent pursuit of emancipation in *Memórias de Martha*. My current focus is on how each author emphasizes integration versus individual growth. **Evaluating Literary Distinctions** I'm now scrutinizing the provided alternatives in relation to the texts. My current focus is on refuting the notion of strict biological determinism in Júlia Lopes de Almeida's work, contrasting it with Aluísio Azevedo's naturalist leanings and Martha's unique portrayal.

Com base na análise dos excertos e nas obras a que pertencem:

  • Aluísio Azevedo (O Cortiço): Apresenta a personagem Pombinha em terceira pessoa, inserida de forma harmoniosa e estimada no universo do cortiço ("Pombinha era muito querida por toda aquela gente"), onde é integrada àquela coletividade, que a admira e a presenteia, moldando sua trajetória segundo os preceitos naturalistas de influência do meio.
  • Júlia Lopes de Almeida (Memórias de Martha): Constrói um romance em primeira pessoa no qual a protagonista Martha relata sua vivência íntima, os conflitos e o estranhamento com o ambiente hostil e degradante do cortiço, enfatizando a subjetividade, a interiorização do sofrimento e a busca por um caminho próprio de emancipação e formação moral/intelectual.

As demais alternativas são incorretas porque:

  • (B) Júlia Lopes de Almeida não adota o determinismo biológico estrito nem a degenerescência naturalista como fatores absolutos.
  • (C) A autora não abandona a crítica e a preocupação social, que são evidentes na descrição minuciosa da precariedade do cortiço e da vida das lavadeiras.
  • (D) Martha não é apresentada como "plenamente emancipada do meio social", mas em processo de vivência e formação.
  • (E) O diálogo intertextual é explícito, a começar pelo paralelismo estilístico ("Chamavam-lhe..." / "Chamavam-me...") e pela restrição imposta pelas mães.

Resposta: A

Gemini 4 Argon

A

Respondeu

levou 26 s

Como pensou
**Analyzing Character Connections** I'm currently dissecting the intertextual links between Pombinha and Martha. My focus is on how their narratives, drawn from *O Cortiço* and *Memórias de Martha* respectively, inform and reflect each other. **Synthesizing Textual Themes** I'm now comparing the initial portrayals of Pombinha and Martha, noting their contrasting social perceptions and early characterizations as presented in the provided excerpts. **Observing Early Impressions** I'm now examining how Martha's first-person account contrasts with Pombinha's description, particularly Martha's immediate discomfort and her mother's watchful gaze, suggesting a different early trajectory. **Interpreting Narrative Strategies** I'm now contrasting Aluísio Azevedo's portrayal of Pombinha's adaptation to the cortiço with Júlia Lopes de Almeida's focus on Martha's interiorized experiences and her pursuit of alternative paths, noting how education offers Martha a means to transcend determinism. **Validating Textual Interpretations** I'm currently confirming that Júlia Lopes de Almeida's work actively challenges naturalistic determinism by allowing Martha to transcend her environment through education, unlike the deterministic portrayal in *O Cortiço*. **Delineating Character Distinctions** I'm now contrasting the narrative freedoms afforded Pombinha and Martha. While Azevedo denies Pombinha genuine reflection, I see Martha as not fully emancipated despite education, a nuanced distinction I'm exploring.

Para responder à questão, é preciso analisar a relação de diálogo (intertextualidade) entre os dois romances do final do século XIX — O Cortiço (1890), de Aluísio Azevedo, e Memórias de Martha (1899), de Júlia Lopes de Almeida — a partir dos trechos apresentados:

  1. Paralelismo e contraste nos excertos: Ambos os fragmentos retratam meninas fisicamente frágeis que vivem em habitações coletivas precárias (cortiços) sob a rígida vigilância de suas mães, que tentam diferenciá-las das demais moradoras ("A mãe não lhe permitia..." / "Minha mãe não permitia..."). Contudo, a construção narrativa e o destino das personagens divergem profundamente.
  2. A perspectiva narrativa e a relação com o meio:
    • No trecho de O Cortiço, narrado em 3ª pessoa sob uma ótica naturalista, Pombinha encontra-se harmonizada e adaptada à dinâmica comunitária do cortiço (é querida, respeitada e mimada pelos moradores) e, ao longo do romance, acaba sucumbindo ao determinismo do meio.
    • No trecho de Memórias de Martha, o relato em 1ª pessoa ("Chamavam-me...", "Eu em começo estranhava...") evidencia a subjetividade e a interiorização da experiência de Martha, que sente aversão e estranhamento diante da precariedade do cortiço e da hostilidade alheia. Na obra de Júlia Lopes de Almeida, esse distanciamento crítico impulsiona a protagonista a buscar outros caminhos — por meio do estudo e do magistério —, rompendo com o determinismo biológico e social típico do Naturalismo.

Analisando as alternativas:

  • (A) Correta: Sintetiza com precisão a adaptação de Pombinha ao cortiço em oposição ao foco na subjetividade (narrativa autodiegética/em 1ª pessoa) e na superação do meio por parte de Martha.
  • (B) Incorreta: Júlia Lopes de Almeida não reforça a degenerescência determinista; pelo contrário, a trajetória de Martha contraria a fatalidade naturalista ao mostrar a regeneração e a ascensão pela educação.
  • (C) Incorreta: O próprio excerto de Memórias de Martha denuncia a miséria e a insalubridade da habitação ("corredor tão comprido e infecto..."), demonstrando forte preocupação social.
  • (D) Incorreta: Pombinha possui momentos de reflexão ao longo de O Cortiço, e Martha, especialmente no trecho destacado, ainda sofre forte opressão do ambiente e do controle materno, não estando "plenamente emancipada".
  • (E) Incorreta: O diálogo intertextual entre as obras é evidente, inclusive na estrutura sintática semelhante que abre e desenvolve os dois parágrafos.

Resposta: A