Questão 31 da UNICAMP 2026

1ª fase

Em 1937, um golpe de Estado instaurou o Estado Novo no Brasil, um regime autoritário. Diferentes leituras do golpe de Vargas foram publicadas no jornal The New York Times, ilustrando o impacto difuso daquele evento na imprensa. De um lado, escrevendo da Argentina, o chefe dos correspondentes na América Latina, John White, afirmou o caráter “pseudo-fascista” do movimento, registrando a atuação dos censores sobre o trabalho dos correspondentes internacionais que atuavam no Brasil. White destacava o apoio alemão ao novo regime brasileiro e os desafios de centralizar o poder nas mãos de Getúlio Vargas. De outro lado, Frank Garcia, correspondente do The New York Times, que atuava então no Brasil, comentou:

Eu posso dizer que, embora tenha havido censura, eu não tive dificuldades em enviar matérias ao The New York Times. Elas foram telegrafadas sem nenhum problema. Essa nova Constituição configura o Estado um tanto fascista, mas não inteiramente. É mais democrático que fascista. Na verdade, é nacionalista.

(Adaptado de LINS, L.F.T. de S. Notícias de falsos vendavais: o golpe do Estado Novo de 1937 e o discurso de junho de 1940 nos jornais estadunidenses. História: Debates e Tendências, vol. 19, n. 2, p. 332-351, 2019.)

Sobre a repercussão internacional do Golpe do Estado Novo no exterior, podemos afirmar que havia

  1. A
    percepção unânime do pleno alinhamento ideológico do Brasil com governos fascistas.
  2. B
    condenação ao fascismo e sugestão de sanções econômicas em razão do apoio alemão a Vargas.
  3. C
    controvérsias e ambiguidades na caracterização ideológica do novo governo Vargas.
  4. D
    estratégias de resistência à censura imposta aos jornalistas que atuavam no Brasil.
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