Questão 40 da UNESP 2026
A norma oficial ditava que a mulher devia ser resguardada em casa, ocupando-se dos afazeres domésticos, enquanto os homens asseguravam o sustento da família trabalhando no espaço da rua. Longe de retratar a realidade, tratava-se de um estereótipo calcado nos valores da elite colonial [...]. Com a industrialização, [as mulheres] chegaram, junto com as crianças, a compor mais da metade da força de trabalho em certas indústrias, notadamente nas de tecidos. As estatísticas sobre o Rio Grande do Sul em 1900 mostram que cerca de 42% da população economicamente ativa era feminina [...]. No censo de 1920 [...], ainda 49,4% da população economicamente ativa (PEA) do estado e 50,8% da PEA em Porto Alegre constavam como feminina. Na indústria, as mulheres ocupavam 28,4% das vagas no estado, e 29,95% na capital.
(Cláudia Fonseca. “Ser mulher, mãe e pobre”. In: Mary Del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)
Os dados apresentados no excerto mostram que
- Aos papéis dos gêneros no Brasil, da passagem do século XIX para o XX, reproduziam padrões de comportamento de origem europeia, impostos ao Brasil durante o Período Republicano.
- Bhavia uma contradição entre a participação das populações masculina e feminina no mercado de trabalho e as convenções sociais predominantes no Brasil das décadas iniciais do século XX.
- Cexistia um contraste entre as leis trabalhistas que proibiam a presença feminina nas indústrias e as necessidades das famílias pobres que precisavam dos rendimentos das mulheres trabalhadoras.
- Da industrialização transformou o mercado de trabalho brasileiro do início do Período Republicano e alterou radicalmente a percepção acerca do papel e do lugar das mulheres na sociedade.
- Epredominava o emprego de mão de obra feminina na indústria têxtil brasileira do princípio do século XX, devido à maior especialização e facilidade das mulheres no manejo de tecidos.
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Fonte: UNESP 2026 · Conhecimentos Gerais. Prova oficial ↗