Questão 9 da UNESP 2025

1ª fase

“A língua sem arcaísmos, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos.” (4o parágrafo)

Atende particularmente a esse princípio estético do manifesto (podendo até mesmo ser visto como um desdobramento dele) o seguinte poema de Oswald de Andrade (publicado em 1925):

  1. A

    A couve mineira tem gosto de bife inglês
    Depois do café e da pinga
    O gozo de acender a palha
    Enrolando o fumo
    De Barbacena ou de Goiás
    Cigarro cavado
    Conversa sentada

  2. B

    Sente-se diante da vitrola
    E esqueça-se das vicissitudes da vida
    Na dura labuta de todos os dias
    Não deve ninguém que se preze
    Descuidar dos prazeres da alma
    Discos a todos os preços

  3. C

    Para dizerem milho dizem mio
    Para melhor dizem mió
    Para pior pió
    Para telha dizem teia
    Para telhado dizem teiado
    E vão fazendo telhados

  4. D

    Depois da churrascada
    Ao fogo e ao vento
    O cavaleiro do gado
    Trouxe ouro em pó
    E uma cuia festiva
    Para sorvermos a digestão

  5. E

    Meu amigo
    Foi-me impossível vir hoje
    Porque Armando veio comigo
    Como se foras tu
    Necessito muito de algum dinheiro
    Arranja-mo
    Deixo-te um beijo na porta
    Da garçonnière
    E sou a sinceridade

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Fonte: UNESP 2025 · Conhecimentos Gerais. Prova oficial ↗