PRÁTICA COM QUESTÕES OFICIAIS

Questão 63 da UFPR 2026

1ª fase · História: Escravidão africana e tráfico negreiro

Para o autor, a relação entre a origem do Palácio de São Cristóvão e a formação do Brasil está:

  1. A
    na proximidade geográfica entre o Palácio e outros locais históricos da cidade do Rio de Janeiro, o que demonstra a centralização do poder na região Sudeste.
  2. B
    no fato de a Família Real ter aceitado uma doação e dado início a uma tradição de troca de favores entre governantes e pessoas com grande poderio econômico.
  3. C
    no ato de tornar residência oficial um lugar construído com dinheiro do tráfico negreiro, revelando como a escravização era uma prática naturalizada na sociedade.
  4. D
    na arquitetura do palácio, que misturava elementos portugueses e africanos, revelando-se um símbolo da miscigenação brasileira.
  5. E
    na reforma estrutural realizada por Dom João VI, que transformou completamente o estilo original do palácio, ilustrando a falta de reconhecimento da cultura nacional.
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Resolução comentada

A questão pede a tese do autor sobre como a origem do Palácio de São Cristóvão se liga à formação do Brasil. O texto-base não veio junto, então apoio a resposta no fato histórico conhecido.

O palácio, no Rio de Janeiro, começou como uma casa construída pelo comerciante Elias Antônio Lopes, um rico traficante de escravizados. Em 1808 ele a doou a Dom João VI, que acabava de chegar com a Corte. O imóvel virou residência da Família Real, depois do Império.

Portanto, a relação com a formação do Brasil está em um símbolo máximo do poder, a residência oficial do monarca, ter nascido de riqueza obtida no tráfico negreiro. Isso mostra como a escravização estava no alicerce do país e era uma prática naturalizada pela elite e pelo Estado.

Confrontando as alternativas:

  1. A doação existiu, mas o foco do autor é a origem da riqueza (o tráfico), não o início de uma tradição de favores.
  2. Não há base histórica para dizer que a arquitetura mesclava elementos africanos.
  3. A proximidade com outros locais e a centralização no Sudeste não são o ponto da origem do palácio.
  4. A reforma e a "falta de reconhecimento da cultura nacional" também não são o eixo.

Alternativa C.

Por que as outras alternativas estão erradas

  • ATrata de proximidade geográfica e centralização regional, algo que não tem relação com a origem do palácio.
  • BAceita a doação como fato central, mas ignora que o ponto é a origem da riqueza no tráfico, e a 'tradição de troca de favores' é uma extrapolação.
  • DAtribui ao palácio uma arquitetura luso-africana e um simbolismo de miscigenação sem base histórica.
  • EDesloca o foco para a reforma de Dom João VI e para a suposta falta de reconhecimento cultural, que não é a origem do palácio.

Assuntos: Escravidão africana e tráfico negreiro, Período joanino.

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Fonte: UFPR 2026 · 1ª fase. Prova oficial ↗